03 março 2008

PLR: Caixa deverá pagar segunda parcela esta semana

Ocorreu nesta sexta, dia 29, rodada de negociação entra a Contraf-CUT e a Caixa. A principal novidade para os bancários é o anúncio do pagamento da segunda parcela da PLR, que ocorrerá possivelmente na próxima semana.

Os negociadores da Caixa disseram que a empresa recebeu a correspondência enviada pela Contraf-CUT pedindo o pagamento e acatou a reivindicação dos representantes dos trabalhadores. Os trabalhadores não comissionados receberão R$ 1.640,00, enquanto os que ocupam cargo de comissão receberão R$ 1.745,14.

Outro ponto importante discutido na reunião foi a entrada na Funcef dos antigos funcionários que possuem complementação de aposentadoria ainda pelo PMPP (Plano de Melhoria de Pensões e Proventos). Depois de muita luta, o Ministério da Fazenda autorizou a mudança. O acordo entre a Funcef e a Caixa deverá ser assinado entre os dias 4 e 6 de março.

O processo do PMPP cuja assinatura do contrato Caixa /Funcef ora autorizada pelo Ministério da Fazenda, teve o apoio incondicional de toda a categoria (ativos e aposentados), bem como o apoio da presidenta da Caixa, do presidente da Funcef eo valioso apoio do presidente Lula.

25 fevereiro 2008

COE Itaú define principais eixos para 2008 em seminário

Previdência, Ramo, Remuneração e Saúde/Condições de Trabalho serão os principais eixos de debate entre trabalhadores e o banco Itaú em 2008. A definição dos temas pela Comissão de Organização dos Empregados do Itaú (COE) aconteceu durante o Seminário de Planejamento 2008, realizado nos dias 19 e 20 de fevereiro, em Atibaia/SP.

De acordo com o diretor de Bancos Privados da FETEC SP, Valdir Machado, que também é diretor dos Bancários de Taubaté e Região, além dos quatro eixos principais, que conduzirão futuras negociações, também será abordado outros pontos pertinentes à categoria, como demandas referentes ao Programa AGIR e pautas pendentes de 2007.

O Seminário de Planejamento da COE/Itaú foi considerado pelos dirigentes sindicais como um dos melhores dos últimos anos. "O debate de alto nível, com participação de todas as Federações, representando os anseios dos trabalhadores do Itaú em todo o país, resultou num dos melhores encontros. Esperamos que esse entrosamento se reflita positivamente nas negociações deste ano", comenta Machado.

O dirigente da FETEC SP ressalta ainda que a reunião do Coletivo Estadual do Itaú está confirmada para o dia 12 de março, às 10h, na sede da FETEC SP.

Fonte: Michele Amorim – Fetec/SP

18 fevereiro 2008

PLR é conquista dos bancários

Com a publicação dos balanços de 2007, os bancos já começam a pagar a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados. Os primeiros a receberem foram os 65 mil bancários do Bradesco. No dia 01 de fevereiro, eles receberam dois salários a título de PLR mais o valor adicional de R$ 1.800, descontada a primeira parcela paga em novembro último.


No próximo dia 22/02, será a vez de os bancários do Itaú receberem o seu quinhão. Após negociações, a direção do Itaú aceitou pagar dois salários de PLR, mais R$ 1.800 de valor adicional e PCR (Programa Complementar de Remuneração) de R$ 1.500, descontando-se os valores creditados em 2007.


No Unibanco, o pagamento será no próximo dia 29/02. Os sindicatos cobram dois salários de PLR e o pagamento integral do valor adicional de R$ 1.800.

Conforme estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o pagamento da PLR aos bancários, assim que concluído pelo conjunto dos bancos, injetará na economia brasileira cerca de R$ 2,140 bilhões.


“O crédito vem em boa hora, pois alivia o orçamento doméstico, normalmente mais apertado em todo início de ano”, afirma Pedro Sardi, secretário geral da FETEC/CUT-SP, ao classificar a PLR, como uma importante conquista da categoria.

“Como a segunda parcela da PLR vem meses depois da assinatura da Convenção Coletiva, os bancários costumam desvinculá-la das conquistas da campanha salarial e achar que se trata de uma benesse dos bancos. Mas não é isso. A PLR vem ano-a-ano sendo aperfeiçoada por força da mobilização da categoria”, destaca Sardi.


Para se ter idéia, os bancários foram a primeira categoria a garantir, em 1995, cláusula em Convenção Coletiva Nacional, após a PLR ter sido estabelecida na Constituição Federal de 1988. No início, os bancos privados pagavam aos seus funcionários 72% do salário mais o valor fixo de R$ 200. Já nos bancos públicos, como BB e Caixa, a PLR passou a ser paga de forma linear a partir da campanha de 2003.


De lá para cá, o pagamento vêm sendo aperfeiçoado até que, na última campanha, a categoria conquistou novo avanço, com melhorias na parcela adicional. O valor foi elevado em 20%, percentual correspondente ao crescimento do lucro dos bancos no 1º semestre de 2007.

Fonte:Lucimar Cruz Beraldo - Fetec/SP

11 fevereiro 2008

Bancários na luta pela redução da jornada de trabalho

Aderindo à Campanha Unificada pela Redução da Jornada de Trabalho sem Redução de Salário, promovida pela CUT, o Sindicato dos Bancários e Financiários de Taubaté e Região foi na manhã desta segunda-feira, dia 11, para a Praça Dom Epaminondas em Taubaté coletar assinaturas e mobilizar as pessoas que passam pelo local com informações sobre a campanha.

Confira aqui as fotos!

A CUT realizou o primeiro ato de rua da Campanha nesta manhã com um ato em frente ao Teatro Municipal, em São Paulo.

Para o presidente da CUT, Artur Henrique, o ato deve servir como marco de uma ampla campanha unificada com as centrais e, ao longo do tempo, o desafio será incorporar também outros atores sociais. "A redução da jornada será uma mudança significativa, que enfrentará forte oposição. Por isso a necessidade de uma frente de luta ampla", diz.

Artur destaca que os sindicatos cutistas devem divulgar a campanha e conquistar apoio em suas bases, na vizinhança, nas cidades e regiões. "A capacidade de mobilização da CUT é muito grande, é um diferencial. Vamos encarar essa campanha como uma oportunidade de resgatar aquele trabalho militante que tanto conhecemos", convoca.

A prioridade das centrais neste início de campanha é a coleta de assinaturas para o abaixo-assinado de apoio à emenda constitucional 393/01. O objetivo da CUT é coletar pelo menos 1 milhão de assinaturas.

Clique aqui para baixar os formulários do abaixo-assinado.

A partir do ato inicial desta segunda-feira, o desafio da CUT será organizar mais e mais atos em diversas regiões. No dia 13, a CUT vai realizar uma grande mobilização diante do Congresso Nacional, em Brasília, somando a bandeira da redução da jornada ao ato de entrega das Convenções 151 e 158 para ratificação.

Mais empregos
A redução da jornada, além de melhorar a saúde e a qualidade de vida do trabalhador, vai possibilitar a abertura de novas vagas, principalmente se houver uma limitação ao abuso de horas extras. Pelos cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos), "a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais teria o impacto potencial de gerar em torno de 2.252.600 novos postos de trabalho no país".

O cálculo considera que: O Brasil tinha 22.526.000 pessoas com contrato de 44 horas de trabalho, em 2005, segundo dados da Relação Anual das Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego; Diminuindo quatro horas de trabalho semanais de cada uma delas, cria-se a possibilidade de gerar 2.252.600 novos postos de trabalho; A conta a ser realizada é ¨ (22.526.000 x 4) : 40 = 2.252.600".

"É claro que para potencializar a geração de novos postos de trabalho, a redução da Jornada de Trabalho deve vir acompanhada de medidas como o fim das horas extras e uma nova regulamentação do banco de horas", esclarece o Dieese. Desta forma, "se impediria as empresas de compensar os efeitos de uma jornada menor de outra forma que não com a contratação de novos trabalhadores. Esse conjunto de medidas é necessário porque a contratação de novos trabalhadores tem sido, em geral, a última alternativa utilizada pelos empresários, com a adoção de outros métodos que acabam por impedir a geração de empregos".

Conforme o Dieese, o que existe hoje é uma realidade de extremos: "De um lado, muitos estão desempregados e, de outro, grande número de pessoas trabalha cada vez mais, realizando horas extras e de forma muito mais intensa devido às inovações tecnológicas e organizacionais e à flexibilização do tempo de trabalho". Desta forma, "o desemprego de muitos e as longas e intensas jornadas de trabalho de outros têm como conseqüência diversos problemas relacionados à saúde como, por exemplo, estresse, depressão, lesões por esforço repetitivo (LER). Aumentam também as dificuldades para o convívio familiar, que tanto podem ter como causa a falta de tempo para a família, como sua desestruturação em virtude do desemprego de seus membros".

Assim, "se, do ponto de vista social, fica evidente a necessidade da Redução da Jornada de Trabalho, também é sabido que a economia brasileira hoje apresenta condições favoráveis para essa redução uma vez que: a produtividade do trabalho mais que dobrou nos anos 90; o custo com salários é um dos mais baixos no mundo; o peso dos salários no custo total de produção é baixo; o processo de flexibilização da legislação trabalhista, ocorrido ao longo da década de 90, intensificou, significativamente, o ritmo do trabalho".

Ao longo da história, esclarece o Dieese, a luta pela redução do tempo dedicado ao trabalho teve diversos focos. "Num primeiro momento foi uma luta pela sobrevivência. Depois, durante um longo período, o objetivo era mais tempo livre, ou seja, a conquista de uma vida melhor. Hoje a redução da jornada de trabalho tem como objetivo a luta contra o desemprego, o que significa um retrocesso em termos históricos, porque se volta à luta pela sobrevivência. Na década de 90 do século XX, no Brasil, e em quase todo o mundo, a flexibilização e desregulamentação dos direitos dos trabalhadores levaram à deterioração crescente e contínua do mercado e das condições de trabalho".

Os sinais mais evidentes deste processo foram: "o aumento do desemprego e da informalidade; a queda da remuneração; o aumento do número de estágios; a crescente terceirização, entre vários outros. Estes fatos trazem a necessidade de um esforço em direção à mudança".

"No Brasil, a taxa de desemprego - ainda que atualmente esteja em queda - tem níveis elevados desde a década passada. Quanto aos salários, a situação não é muito melhor", demonstram os estudos do Dieese, lembrando que "os rendimentos, que sofreram forte redução na década de 90, apresentam apenas uma recuperação tímida nos últimos anos. No caso das mulheres e dos jovens, a situação é mais grave ainda, pois as taxas de desemprego para estes grupos são bem superiores à média em todas as regiões pesquisadas".

Mais informações sobre a campanha:

www.cut.org.br

Confira aqui as fotos!

Fonte: Contraf-CUT, com informações da CUT

Auxílio-educação: Bancários definem estratégias para pressionar o Bradesco

Os bancários do Bradesco definem essa semana os primeiros passos para a campanha pelo auxílio-educação. A Comissão de Organização dos Empregados (COE) reúne-se na terça-feira, dia 12, na Contraf-CUT, para discutir a melhor forma de mobilização para pressionar o banco a conceder o benefício aos seus trabalhadores. Atualmente, o Bradesco é o único entre os oito maiores bancos que atuam no país que não paga bolsa de estudos para seus funcionários.

Na última rodada de negociações, realizada no dia 28 passado, o Bradesco mais uma vez frustrou seus empregados e se negou a pagar o auxílio-educação. "No mesmo dia em que o banco mais uma vez negou nossa reivindicação, o Bradesco divulgou seu balanço de 2007 com um lucro recorde de R$ 8 bilhões, 58,8% a mais que em 2006. Como uma empresa que lucra R$ 8 bi se nega a pagar uma ajuda de custo para seus funcionários estudarem? Investir no trabalhador é investir na própria empresa, mas ao negar isso, o Bradesco mostra que seu único interesse é ganhar dinheiro sacrificando seus empregados", destaca Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT e funcionário do banco.

Vagner afirma que a Contraf-CUT vai investir pesado na mobilização dos bancários neste primeiro semestre para arrancar o auxílio-educação no Bradesco. "Não podemos aceitar que o maior banco privado do país seja o único que a não oferecer bolsas de estudo aos seus empregados. Na próxima semana, a COE vai definir os primeiros passos para intensificarmos a Campanha pela Valorização dos Funcionários do Bradesco. Todos os sindicatos da Contraf-CUT devem esquentar a mobilização, com visitas constantes às agências para discutir a situação com os bancários", ressalta Vagner.

Clique aqui para baixar o boletim da Campanha, em formato PDF .

"O auxílio-educação é uma antiga reivindicação dos bancários e nos últimos anos intensificamos a campanha pelo benefício, o que nos levou à vitória em praticamente todos os bancos. Só no ano passado, conquistamos as bolsas de estudo no Itaú, Santander e no Unibanco. ABN, HSBC, Safra, Banco do Brasil e Caixa Federal já pagavam o benefício. Agora só falta o Bradesco e vamos concentrar nossas forças neste primeiro semestre para arrancarmos mais esta conquista", comenta Carlindo Dias, o Abelha, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT.

Fonte: Contraf-CUT

07 fevereiro 2008

Auxílio-educação: confira aqui prazos e valores das bolsas

Os bancários conquistaram em mesas de negociações permanentes o auxílio-educação no Itaú, Santander, Unibanco, ABN/Real, HSBC, Banco do Brasil e Safra. Dos oito maiores bancos que atuam no país, somente o Bradesco se nega a pagar as bolsas de estudo. Os bancários vão intensificar a campanha contra o Bradesco como forma de pressão (leia mais aqui).

Confira abaixo os bancos em que as inscrições para o auxílio-educação encontram-se abertas:

Caixa Econômica Federal
Prazo de inscrição: até 8 fevereiro
Valor: até R$ 350 para graduação, pós-graduação e cursos de idiomas.
Mais informações aqui .

ABN/Real
Prazo de inscrição: até 29 de fevereiro para os bancários que já possuem bolsa e de 3 a 14 de março para quem entrar com o pedido pela primeira vez.
Valor: 50% do valor da mensalidade para graduação e pós, sem teto, mas os cursos têm que estar relacionados à área de negócios da organização e também à função do bancário.
Mais informações aqui .

Itaú
Prazo de inscrição: até 29 de fevereiro.
Valor: 50% da mensalidade limitado ao máximo de R$ 320, só para a primeira graduação.
Mais informações aqui .

Safra
Prazo de inscrição: até o dia 29 de fevereiro.
Valor: são 275 bolsas de até 50% para cursos de graduação que tenham relação com as atividades do bancário, sem teto. O bancário precisa ter no mínimo um ano de banco.
Mais informações aqui .

HSBC
Prazos de inscrição: os bancários que precisam renovar sua bolsa têm até o dia 5 de março. Para inscrições de novas bolsas o prazo é de 10 de março a 4 de abril.
Valor: A ajuda é de 50% do valor da mensalidade limitado a R$ 292,50. O auxílio é válido para trabalhadores com pelo menos um ano de casa e os cursos devem ter relação com as atividades do mercado financeiro.
Mais informações aqui.

Fonte: Contraf-CUT

31 janeiro 2008

Itaú paga a PLR no dia 22 de fevereiro

Um dia após a cobrança da Contraf-CUT, o banco Itaú anunciou nesta quarta-feira, dia 30, a data para o pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e da Participação Complementar nos Resultados (PCR). Segundo o banco, os benefícios serão creditados na conta dos bancários no próximo dia 22 de fevereiro.

"O Itaú frustrou as expectativas dos bancários, que esperavam receber a PLR e a PCR bem antes. Outros bancos já estão pagando os benefícios e o próprio Itaú anunciou que vai divulgar o balanço no dia 12 de fevereiro. Então por que não pagar em seguida?" questiona Carlos Cordeiro, secretário-geral da Contraf-CUT e funcionário do banco.

Segundo o dirigente, a expectativa agora é que o Itaú pague a PLR e a PCR em seu teto máximo, já que mais uma vez o banco deve bater recorde de lucratividade.

"Esperamos receber dois salários de PLR, mais os R$ 1.800 do adicional e os R$ 1500 da PCR, claro que com os descontos dos valores adiantados no ano passado. O Itaú tem todas as condições de pagar o teto e vamos exigir isso do banco", afirma Cordeiro.

A PLR deste ano é de 80% do salário, mais valor fixo de R$ 878 na regra básica (teto de R$ 5.826). Os bancos que ao calcularem a distribuição da PLR não atingirem 5% do lucro líquido devem aumentar esse valor até chegar a dois salários, com teto de R$ 11.652. A este montante será acrescido adicional à PLR de até R$ 1.800, dependendo do crescimento do lucro de cada banco. Sobre essa parcela adicional não haverá desconto de programas próprios de remuneração.

Já a PCR do banco Itaú, negociado em mesa específica, pode atingir até R$ 1.500. O banco já antecipou uma parcela de R$ 500 no ano passado, assim como a PLR já teve uma parte paga em 2007.

Fonte: Contraf-CUT

Leia Também:
Retomadas as negociações sobre o plano de saúde do Itaú

30 janeiro 2008

Grande festa celebra posse da nova diretoria dos Bancários

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Taubaté e Região realizou na última sexta-feira, 25 de janeiro, a festa de encerramento da campanha de sindicalização 2007 e a cerimônia de posse da nova diretoria, com Vera Saba assumindo como presidente da entidade.

Confira a galeria de fotos da festa!

Clique aqui para ver os nomes dos vencedores que levaram a TV, DVD e Bicicleta.

Vera Saba é a primeira mulher eleita para a presidência do Sindicato e assume o cargo em 2008 com término do mandato em janeiro de 2011. Vera é funcionária do Unibanco há 19 anos e no sindicato, além da vice-presidência, foi responsável pelo Departamento de Saúde do Trabalhador.

Convidados: Cerca de 650 convidados estiveram presentes na festa que foi realizada na Associação Clube Jovem em Taubaté. O evento contou com a presença de personalidades políticas como a do Prefeito da cidade, Sr. Roberto Peixoto, do Deputado Estadual, Cido Sério (PT/SP), do Presidente do PT em Taubaté, Salvador Soares, de representantes do Deputado Estadual, Padre Afonso e assessores do Senador Aloízio Mercadante.

A categoria bancária também estava bem representada com Carlos Cordeiro da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e o Sr. Sebastião Cardozo, da Federação dos Trabalhadores de Empresas de Crédito (Fetec/SP). No evento também estava presente representantes da subsede da CUT, de Sindicatos cutistas de toda a região e representantes da Previdência Social.

A Festa: A noite foi um sucesso total com a participação calorosa da categoria bancária e o excelente trabalho do Buffet Louzada, que recebeu muitos elogios do começo ao fim do evento. A banda Gruporão animou a festa com muita música, mas a animação foi total para os três ganhadores dos prêmios da campanha de sindicalização 2007. Clique aqui para ver os nomes dos vencedores que levaram a TV, DVD e Bicicleta.

Confira também a galeria de fotos da festa!

23 janeiro 2008

Inscrição no auxílio-educação termina em fevereiro

O período das inscrições para o recebimento do auxílio-educação no Itaú começou dia 14 de janeiro e termina em 29 de fevereiro. Vale lembrar que quem usufruiu da conquista no segundo semestre do ano passado deve refazer a solicitação.

O valor da conquista é de 50% da mensalidade limitados ao máximo por R$ 320, sempre para a primeira graduação.

O auxílio-educação foi conquistado no segundo semestre do ano passado e foi usufruído por mais de 700 trabalhadores.

Fonte:
Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Sindicato firma convênio com a Unitau

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Taubaté e Região comunica a todos os bancários sindicalizados de nossa base territorial e seus dependentes, que foi firmado convênio com a UNITAU.

Através deste convênio foi disponibilizado o total de 150 bolsas com direito ao desconto de 20% na mensalidade nos cursos de graduação.

Mas atenção! Para solicitar o desconto nas mensalidades, os bancários sindicalizados deverão entrar em contato com o Sindicato, e fornecer os seguintes dados:

Nome completo/Curso/Ano e RA

Lembramos que, o Sindicato necessita encaminhar a listagem com a máxima urgência para que a UNITAU, autorize os descontos.

Entrar em contato com Diretora Isabel ou secretaria Larissa:

E-mail: contato@bancariostaubate.com.br

Fone/Fax: (12) 3633-5329 / 3621-9751

09 janeiro 2008

Banco Central vai apertar a regulação dos bancos

O Banco Central (BC) está preparando um conjunto de medidas para apertar o controle e a regulação do sistema bancário brasileiro e, assim, evitar possíveis crises no futuro. O objetivo dessas ações é impedir que os bancos nacionais acabem nas armadilhas que vêm causando prejuízos desde agosto a grandes bancos e, principalmente, às economias americanas e européias na esteira da crise das hipotecas de alto risco (subprime).

Segundo reportagem publicada nesta terça-feira, dia 8, pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Direção de Fiscalização do Banco Central vai revisar os riscos potenciais dos bancos. Em entrevista ao diário, o presidente do BC, Henrique Meirelles, não quis citar nenhuma das medidas por ainda estarem em fase de elaboração.

Meirelles antecipou apenas que elas "não necessariamente" vão aumentar a regulação ou o controle do BC sobre o sistema bancário. Sobre os problemas enfrentados pelos bancos nos Estados Unidos e na Europa, Meirelles disse que no Brasil não houve crise. "Mas vamos aproveitar a lição para reduzir riscos potenciais", destacou.

Para Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT, os bancos precisam de uma regulamentação muito mais forte que a tímida encontrada hoje. "O governo Lula precisa de uma atuação mais decidida. Tanto com maior fiscalização do Banco Central sobre práticas irregulares, como a cobrança excessiva de tarifas, quanto sobre gestões temerárias", afirmou.

Vagner citou o caso do Banco Santos e questionou: "Como uma empresa termina o dia saudável e no outro amanhece sem liquidez? E todas essas irregularidades encontradas, o BC não havia percebido antes? E como vamos discutir, por exemplo, a PLR, se os balanços publicados não são confiáveis?", comentou.

O presidente da Contraf-CUT também lembrou dos episódios em que o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ofereceu um socorro camarada à Salvatore Cacciola, dono do banco Marka, quebrado depois da desvalorização do real. A empresa do italiano e o banco FonteCindam puderam comprar dólares a preços abaixo da cotação do dia. Uma CPI aberta no Senado e a Polícia Federal encontraram documentos sobre um depósito de US$ 1,6 milhão numa conta no Exterior em nome do ex-presidente do BC, Chico Lopes, que sob a batuta de FHC concedeu R$ 37,7 milhões para socorrer os bancos.

Artigo 192 da Constituição
A concentração bancária, que acaba com concorrência e prejudica os clientes, está no cerne da maioria das distorções que ocorrem no sistema financeiro nacional, e que produzem um lucro fabuloso para os banqueiros às custas da sociedade. Boa parte desses problemas poderia ser resolvida se o Brasil regulasse melhor a atuação dos bancos.

O artigo 192 da Constituição Federal, que trata do assunto, até agora não foi regulamentado. "Os bancos exploram a sociedade de todas as formas. Nosso empenho deve continuar no sentido de ampliar o debate da necessidade de regulamentação do sistema financeiro nacional. Precisamos retomar o debate sobre a ampliação do Conselho Monetário Nacional, atualmente composto por três pessoas. Precisamos lutar para que os bancos, públicos e privados, estejam em consonância com os interesses da sociedade brasileira, ou seja, ofertar crédito, farto e barato, estando assim a serviço do desenvolvimento nacional. Com relação às tarifas bancárias é preciso colocar-se limites", finaliza Vagner Freitas.

Fonte: Contraf-CUT, com informações do Estadão

20 dezembro 2007

Bancários conquistam Auxílio-educação no Unibanco

Os funcionários do Unibanco terão bons motivos para iniciar 2008 com vontade de retomar os estudos e se qualificar profissionalmente. Em mais uma rodada de negociação, realizada nesta sexta-feira, dia 21, o banco atendeu a reivindicação dos trabalhadores e aumentou o valor do auxílio-educação. O acordo deve ser assinado no começo de janeiro.

De acordo com Jair Alves dos Santos, diretor da FETEC/CUT-SP e coordenador da Comissão de organização dos Empregados do Unibanco (COE), o auxílio-educação conquistado pelos bancários prevê a concessão de mil bolsas de estudo para todo o país. O custeio das bolsas será no valor de 70% das mensalidades, até o limite de R$ 320. O auxílio vale também para a matrícula. O benefício vale para a primeira graduação nas áreas afins como Economia, Administração, Comércio Exterior, entre outras.

Os critérios para seleção são, pela ordem: menor renda, maior número de dependentes e maior tempo de banco. Podem concorrer às bolsas todos os funcionários do Unibanco desde que tenham, no mínimo, seis meses de empresa. O banco se compromete a financiar apenas os cursos das faculdades que tenham alcançado pelo menos o Nível 3 no Enade.

Os bancários interessados devem fazer a inscrição entre os dias 02 e 20 de janeiro. A pedido dos dirigentes sindicais, o Unibanco se comprometeu a, posteriormente, estender a bolsa de estudos a toda a holding.

"É uma conquista muito importante. O banco já exige curso superior de seus trabalhadores, mas muitos não têm condições para pagar uma faculdade", comenta Jair Alves, coordenador da COE do Unibanco.
Michele Amorim


Fonte: Michele Amorim - Fetec/SP

19 dezembro 2007

Paralisação no BB de Taubaté contra desrespeito aos vigilantes

A agência Centro do Banco do Brasil de Taubaté está paralisada, nesta terça-feira, em protesto contra atraso no pagamento de benefícios dos vigilantes contratados pela Concreta, empresa de segurança e vigilância.

O protesto, organizado pelo Sindicato dos Vigilantes de Taubaté, São José dos Campos e Região, conta com apoio do Sindicato dos Bancários de Taubaté e Região e a tendência é estender-se para outras cidades, a exemplo de São José dos Campos, cuja adesão está prevista para esta quarta-feira.

Há cinco meses, a Concreta, prestadora de serviços contratada pelo BB, não paga a cesta básica a seus empregados. Também há denúncias de que a empresa não estaria recolhendo FGTS e INSS. Além disso, há risco de não creditar o 13º dos funcionários, em flagrante desrespeito a acordo negociado em mesa de conciliação, no último mês de novembro, na DRT de São José dos Campos, com participação de representante do BB.

“Na oportunidade, as partes buscaram uma solução para os atrasos que já se prolongavam desde meados de agosto. A empresa se comprometeu em fazer o acerto, mas até agora não o fez. Por isso, a paralisação que conta com apoio dos bancários”, explica o presidente do Seeb/Taubaté, Luis Antonio da Silva.

Conforme o dirigente, o Seeb questionou a gerência da agência paralisada sobre o porquê de o BB manter contrato com uma empresa que desrespeita os direitos trabalhistas. “Diante do questionamento, fomos informados de que o banco estatal estaria providenciando contrato com outra prestadora de serviços de vigilância”.

Em tempo - Durante o fechamento desta edição, a agência central do BB de Taubaté foi reaberta para atendimento ao público sob a determinação da gerência regional do Vale do Paraíba e sem o número mínimo de vigilantes. "A abertura se deu em flagrante desrespeito à lei federal sobre segurança bancária. Por isso, estamos encaminhando denúncia à Polícia Federal, na expectativa de vermos cumprida as legislações pertinentes", salienta Luizão.

10 dezembro 2007

Após pressão dos bancários, Santander melhora auxílio-educação

A pressão da Comissão de Organização dos Empregados (COE), da Contraf-CUT, na mesa de negociações com o Santander, buscando avanços na proposta de aditivo à convenção coletiva, deu resultados. Em nova rodada realizada nesta sexta-feira, dia 7, em São Paulo, o banco aceitou a melhoria no auxílio-educação, importante conquista obtida na reunião anterior. A empresa aumentou o total de bolsas de 700 para 1.000, garantindo até 50% de 12 mensalidades, elevando o teto de R$ 250 para R$ 300. O Santander também assegurou o pagamento de renda variável mínima ou Programa de Participação nos Resultados (PPR) de R$ 600 para todos os funcionários até 3 de março de 2008, sem descontar na segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). As entidades irão reivindicar antecipação do pagamento.

"Garantimos grandes avanços nas negociações, além de mantermos o acordo aditivo. Agora os bancários vão avaliar se aceitam ou não o acordo em assembléias que serão realizadas pelos sindicatos em todo o país na semana que vem", diz Paulo Stekel, diretor da Contraf-CUT e funcionário do Santander.

O banco ainda assegurou a renovação dos termos aditivos da Cabesp e do Banesprev, que estabelecem grupos de trabalho para analisar a situação das entidades de saúde e previdência complementar dos antigos banespianos e a inclusão dos demais empregados do banco.

Durante a negociação, o presidente da Afubesp, Paulo Salvador, entregou um documento assinado pelos dirigentes sindicais, solicitando a instalação de uma mesa específica de negociação sobre a Cabesp, com o objetivo de discutir temas como reforma estatutária, co-participação e melhoria dos benefícios.

Com essas propostas, o Santander afirmou que o processo negocial para firmar um novo aditivo está concluído. Na próxima semana, os sindicatos realizarão assembléias dos funcionários do Santander em todo o país, a fim de decidir sobre a aceitação ou não da oferta do banco, para fins de assinatura do instrumento.

"O balanço das negociações é positivo, pois garantimos a renovação do aditivo, obtido no ano passado, com a manutenção das cláusulas e a inclusão de novas conquistas, como o auxílio-educação, e várias melhorias, como a elevação da renda variável mínima ou PPR para R$ 600 por funcionário, a ampliação do horário de amamentação, a estabilidade provisória de 120 dias em caso de adoção de crianças até 12 anos e a garantia de negociação permanente, através do Comitê de Relações Trabalhistas, a cada dois meses", avalia o diretor do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e da Afubesp, Ademir Wiederkehr, que participou de todas as rodadas.

Auxílio-educação
As bolsas serão concedidas anualmente, através de processo seletivo, para cursos de primeira graduação afins: Matemática, Economia, Ciências Contábeis, Administração de Empresas, Direito, Comércio Exterior, Marketing e Tecnologia da Informação, todos reconhecidos pelo MEC.

Os contemplados deverão ser aprovados nas disciplinas cursadas, a fim de possam disputar nova bolsa no ano seguinte. Ninguém será dono de bolsa.

Todos os funcionários com mais de um ano de banco serão considerados elegíveis para a concessão das bolsas. Os critérios de desempate são os seguintes, nesta ordem: menores salários; maior tempo de banco (antigüidade); maior número de filhos.

Após assinatura do aditivo, o banco abrirá prazo de inscrições, que será amplamente divulgado, por meio do Portal do RH. A cada semestre, o banco realizará uma reunião com os dirigentes sindicais para acompanhamento.

Renda Variável e PPR
O Santander assegurou que não haverá desconto dos programas próprios de renda variável (Sim, Somar, Super Ranking, comissões etc) da PLR, como faculta a convenção coletiva. O banco também efetuará o pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR). Nenhum funcionário receberá menos do que R$ 600 de renda variável ou PPR.

O crédito será feito junto com a segunda parcela da PLR e o adicional até o dia 3 de março de 2008, conforme consta na convenção coletiva. "As entidades sindicais e de representação, no entanto, lutarão para antecipar esse pagamento, a exemplo de anos anteriores", adianta Paulo Salvador.

"A proposta avança em relação aos últimos três anos, quando o banco concedeu uma PPR de R$ 300 por funcionário. Agora, todos ganharão no mínimo R$ 600 e não haverá desconto dos programas de renda variável da PLR, como fazem outros bancos privados", destaca Ademir.

Horário de Amamentação
Outro avanço das negociações é ampliação do horário de amamentação. As mães terão direito à redução de sua jornada de trabalho em uma hora por dia, que poderá, a critério da funcionária, ser fracionada em dois períodos de 30 minutos, pelo período de 270 dias contados do nascimento do filho.

Trata-se de uma conquista dos trabalhadores espanhóis, que está sendo garantida no Brasil. Aqui, a lei assegura horário de alimentação somente para crianças até 180 dias.

Fonte: Seeb Porto Alegre e Afubesp

07 dezembro 2007

Bancários em campanha por mais empregos na Caixa Federal

No último dia 05 de dezembro o Sindicato dos Bancários de Taubaté e Região coletou assinaturas para o abaixo-assinado da campanha “Mais empregados para a Caixa – Mais Caixa para o Brasil”. Os empregados da Caixa estão na luta pela adequação da estrutura de pessoal na Caixa Econômica Federal. A reivindicação, prioridade em toda a campanha salarial, resultou no compromisso assumido pela direção do banco, de contratação de 3 mil novos empregados até o final de 2007. O Sindicato está cobrando.

Veja a galeria de fotos!

O abaixo-assinado que circula em todo o país será entregue ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e às demais instâncias governamentais responsáveis por esta adequação em instituições públicas federais.

A contratação de mais empregados na Caixa beneficia os cidadãos, a empresa e a categoria bancária. A participação de clientes, trabalhadores e de toda a sociedade é muito importante para a campanha.

A campanha lançada pela Fenae, Apcefs, Contraf-CUT e sindicatos visa aprimorar a empresa pelo desenvolvimento social e estimular o debate sobre os problemas decorrentes da falta de mão-de-obra na Caixa. A falta de trabalhadores além de trazer grande insatisfação aos clientes, provoca excesso de trabalho e cobranças excessivas com assédio moral sobre os empregados.

Informações: Fetec-SP

05 dezembro 2007

Unibanco antecipa 13º salário

Segunda parcela do 13º salário será paga no próximo dia 07/12.

A direção do Unibanco anunciou, nesta quarta-feira, a antecipação da segunda parcela do 13º salário para o próximo dia 07/12.


Anualmente, o pagamento costuma ser efetuado entre os dias 10 e 11/12. “A antecipação é bem-vinda, pois facilita a programação dos funcionários para o seu final de ano, o que, no entanto, não diminui nossas mobilizações por melhorias em remuneração e saúde para todos”, frisa Jair Alves, diretor da FETEC/CUT-SP.

Fonte: Lucimar Cruz Beraldo - Fetec/SP

Divulgado horários dos bancos no final de ano

Dia 28 de dezembro será o último dia útil do ano com atendimento


O calendário de funcionamento das agências bancárias para o final do ano foi divulgado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) na segunda-feira, dia 26.

Na véspera do Natal, 24 de dezembro, as capitais e regiões metropolitanas do país com horário igual ao de Brasília funcionarão das 9h às 11h. Nas cidades do interior o funcionamento será das 8 às 10h. As contas com vencimento no dia de Natal, 25, poderão ser pagas sem multa no dia 26 de dezembro sem incidência de multa.

Já no feriado de Ano Novo, 28 de dezembro é o último dia útil. No dia 31 de dezembro os bancos não abrirão para atendimento. O funcionamento será retomado no dia 2 de janeiro de 2008.

Fonte: Carlos Fernandes - Seeb SP

03 dezembro 2007

Sindicato realiza Seminário de Organização para 2008

A direção do Sindicato dos Bancários de Taubaté promoveu no último sábado, dia 01 de dezembro, uma reunião com toda a diretoria eleita com a pauta única para discutir prioridades e o formato para o próximo seminário de planejamento que será realizado até março do próximo ano.

A direção apontou algumas prioridades como: um maior investimento do sindicato na formação política da diretoria, a criação de um jornal permanente de comunicação com os clientes dos bancos, a defesa da nossa caixa contra o projeto de privatização imposto pelo governo Serra. O sindicato pretende também investir mais na integração social com os filiados e no dia-a-dia dos diretores liberados, além de priorizar as visitas e reuniões nas bases, eleger vereadores bancários nas diversas cidades da base, criar formas alternativas de arrecadação financeira para o sindicato e ocupar espaços para inserir o sindicato mais próximo da sociedade através da ONG CIDADE/CIDADÃO, entre outras propostas.



30 novembro 2007

Tucanos ligam o trator para sangrar ainda mais a Nossa Caixa

Projeto de Lei tira mais R$ 1,5 bi do banco e vai a plenário nesta quinta

A bancada governista da Assembléia Legislativa, na figura do presidente da Casa, Vaz de Lima (PSDB), convocou duas sessões extraordinárias para esta quinta-feira, dia 29, a fim de colocar em votação o Projeto de Lei 903/2007, que permite ao governador José Serra sangrar a Nossa Caixa em mais R$ 1,5 bilhões.

De acordo com a norma, 70% dos depósitos judiciais e administrativos existentes nos cofres da Nossa Caixa poderão ser transferidos para a conta única do Tesouro Estadual. O montante chega a R$ 1,5 bilhões e poderia ser capitalizado a fim de gerar pelo menos mais R$ 40 milhões ao ano. "Além disso, a falta deste dinheiro deixa o banco ainda mais fragilizado do que já está, após o desfalque de mais de R$ 2 bilhões pela compra da folha de pagamento dos servidores", diz a diretora do Sindicato e funcionária da Nossa Caixa Raquel Kacelnikas.

O projeto do governador foi enviado à Alesp no dia 31 de agosto e desde então os trabalhadores e a bancada do PT pede uma audiência pública para que o assunto pudsesse ser discutido abertamente entre todos os setores da sociedade, mas não foi ouvida. "Os tucanos e a sua base de apoio querem fugir da dicussão aberta. Não deram espaço para ninguém de fora opinar", revolta-se Raquel.

Em plenário, a sangria de Serra deve passar, pois o governador tem a maioria na Casa. "O Serra não quer saber do futuro do Estado, está passando por cima de tudo e de todos, no maior estilo ditatorial, para tirar proveito próprio e rápido de sua gestão", completa a diretora.

R$ 2 bilhões -
Também em 2007, Serra sacou R$ 2 bilhões da Nossa Caixa para repassar a folha de pagamento dos servidores estaduais. A folha estava anteriormente com o Banespa e, quando este foi vendido para o Santander, em 2000. Um acordo garantia a permanência da folha com os espanhóis por sete anos e a migração automática da mesma para a Nossa Caixa ao final deste período.

Fonte:FETEC-SP

28 novembro 2007

Sindicato apóia vídeo documentário sobre moradores de rua

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Taubaté e Região concedeu apoio cultural ao vídeo documentário “Memória de moradores de rua”. O vídeo é um trabalho acadêmico produzido como trabalho de conclusão do curso de jornalismo da Unitau e explora a vida de parcela dos moradores de rua da cidade de Taubaté, mostrando as frustrações, ambições, sonhos e história dessas pessoas.

”Buscamos apresentar ao telespectador, o cotidiano da população de rua com o objetivo de despertar sensibilidade e ao mesmo tempo senso crítico em quem assiste,” afirma Victor Martin, assessor de imprensa do Sindicato e um dos produtores do vídeo.

Assista ao vídeo:

Parte 1



Parte 2


“Memória de moradores de rua” foi produzido por Natália Azzolini, Suellen Fernandes e Victor Martin.

Mais informações:
http://www.moradoresderua.blogspot.com

27 novembro 2007

Sindicato negocia convênio com a Unitau

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Taubaté e Região, por meio da diretora Maria Isabel, está negociando com a Universidade e Taubaté um acordo de convênios para sindicalizados e seus dependentes. A idéia é oferecer 20% de desconto nas mensalidades, num total de 150 bolsas de estudo.

“Estamos no processo final de negociações e a perspectiva é de que nos próximos dias o acordo seja firmado,” afirma Isabel.

21 novembro 2007

Nossa Caixa agoniza com resultado desfavorável

O Banco Nossa Caixa divulgou na última semana um lucro acumulado de R$ 317,6 milhões nos nove primeiros meses, recuo de 17,6% em relação ao total acumulado R$ 385,5 milhões no primeiro semestre do ano. Conforme o banco, este recuo foi devido à perda de R$ 67,9 milhões no terceiro trimestre de 2007.


No que se refere às Operações de Crédito de Pessoa Física, a Nossa Caixa obteve uma evolução de 26,6%, totalizando R$ 6,7 bilhões. A carteira de crédito para pessoa física representou, no terceiro trimestre, 77,4% do total de crédito concedido pelo banco, sendo o crédito consignado a principal modalidade responsável pela evolução das operações de crédito.


Já as correções de depósitos judiciais e de poupança de clientes a título de ressarcimento de confiscos decretados por planos econômicos registraram um impacto grande nos lucros.


Uma das responsabilidades do banco é referente ao Plano Bresser, mas o Estado também é responsável pelos resultados negativos. Os R$ 2 bilhões retirados pelo governador José Serra para a manutenção da folha de pagamento dos funcionários públicos de São Paulo, em uma época que o banco já passava por um enquadramento operacional, continuam refletindo diretamente no enfraquecimento da empresa, pois a amortização do valor foi estabelecida em um prazo pequeno.


Na avaliação do diretor de Bancos Estaduais da FETEC/CUT-SP, Elias Maalouf, o resultado do lucro do banco é um reflexo da política que o Governo do Estado vem adotando. “Ao invés de fortalecer a instituição, garantindo-a como um instrumento de desenvolvimento econômico e social, o Estado está minando o banco e sugando seu orçamento com o firme propósito de privatizá-lo”, comenta.


O dirigente ressalta também que a tarefa do movimento sindical é, justamente, impedir que isso aconteça. “Estamos desenvolvendo uma seria de atividades e manifestações para mobilizar trabalhadores e a sociedade como um todo contra as privatizações do governo tucano”, finaliza.

Fonte: Michele Amorim - Fetec/SP

16 novembro 2007

Santander aceita auxílio-educação, mas bancários consideram insuficiente

Em negociação ocorrida nesta quarta-feira, dia 14, com a Comissão de Organização dos Empregados (COE) da Contraf-CUT, em São Paulo, o Santander aceitou a reivindicação dos bancários e ofereceu 700 bolsas de auxílio-educação, no valor de 50% da mensalidade com teto de R$ 250 para primeira graduação em cursos afins, como Economia, Administração de Empresas, Ciências Contábeis, Comércio Exterior e Marketing. A proposta representou um avanço, pois pela primeira vez o banco concordou com essa reivindicação dos funcionários. Entretanto, ela ficou aquém das necessidades dos bancários e voltará a ser debatida.

"Consideramos a proposta do banco insuficiente e a Contraf-CUT acredita que há espaço para melhorar tanto a quantidade de bolsas como os valores. Vamos continuar pressionando o banco e nos próximos dias deve ser marcada nova rodada de negociações", explica Paulo Stekel, diretor da Contraf-CUT.

"O auxílio-educação é uma das principais reivindicações dos funcionários para o aditivo à Convenção Coletiva da categoria bancária, porém a quantidade de bolsas propostas e o valor do auxílio são insuficientes, diante do grande número de empregados que estudam ou pretendem cursar uma faculdade e do preço das mensalidades", avalia o diretor da Afubesp e do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, Ademir Wiederkehr.

Os representantes da COE informaram ao representante do Santander que vários bancos privados, como o ABN/Real, o Itaú e o HSBC, oferecem melhores condições no auxílio educacional.

Outro avanço foi a ampliação do horário de amamentação. Pelo período de 270 dias contados do nascimento do filho, a mãe terá direito à redução da jornada de trabalho, em uma hora diária, que poderá, a critério da funcionária, ser fracionada em dois períodos de 30 minutos. "Trata-se de uma conquista dos trabalhadores espanhóis, que agora está sendo garantida também no Brasil, onde a lei assegura horário de alimentação de crianças até 180 dias", comemora a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Rita Berlofa.

Itens remetidos para o CRT
O representante do banco remeteu várias reivindicações dos funcionários para serem debatidas nas reuniões bimestrais do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT), tais como: garantia de emprego diante da compra do ABN/Real, isenção de tarifas para funcionários e aposentados, fim das metas para caixas, convênios médicos e odontológicos, contratação de novos funcionários e grupo de trabalho para Plano de Cargos e Salários (PCS).

Em relação ao adiantamento para viagens e visitas a clientes e o reajuste do quilômetro rodado, a empresa alegou que emitiu nova instrução interna, no último dia 9 de outubro, para que as despesas não sejam custeadas pelos empregados. Informou também que está fazendo um levantamento sobre os preços de itens como pneus, combustível e seguro, a fim de verificar a necessidade de reajuste.

Também será debatida no CRT a implantação do ponto eletrônico nas agências e postos. O banco prometeu que todos os pontos de venda terão esse equipamento que marca o horário de trabalho "até a metade de 2008".

Estagiários
A situação dos estagiários também foi remetida para o CRT. O banco adiantou que a contratação desses jovens trabalhadores tem diminuído muito, existindo hoje menos de 3 mil e que esse número vai cair ainda mais.

O banco também anunciou que foi aceita a reivindicação dos dirigentes sindicais de reajustar o vale-refeição dos estagiários, que será corrigido este mês em 6% retroativo a 1º de setembro. Foi apresentada a demanda de extensão do vale-transporte. A empresa ficou de analisar.

Aposentados
Os representantes da Comissão Nacional dos Aposentados do Banespa (CNAB), Oliver Simioni e Sérgio Zancopé, participaram da negociação, reforçando as reivindicações específicas do segmento. "O banco constituiu, de forma unilateral, o Plano V do Banesprev, a fim de efetuar o pagamento da complementação de aposentadorias e pensões do pessoal pré-75", frisou Oliver.

"Não está claro que o Santander é o patrocinador do plano". Ele defendeu o reajuste dos benefícios conforme a regra prevista no Plano II do Banesprev: índice da categoria ou INPC, o que for maior. "Falta colocar no regulamento do Plano V, de forma explícita, os compromissos e as responsabilidades do banco enquanto patrocinador", enfatizou Zancopé.

O banco respondeu que as demandas dos aposentados devem ser canalizadas para o Comitê Gestor do Plano V e os órgãos de direção do Banesprev.

Demitidos
A empresa divulgou que no dia 7 de dezembro será efetuado o crédito das diferenças salariais, da primeira parcela da PLR e adicional e das rendas variáveis (Sim/Somar, Super Ranking) para os ex-funcionários que foram demitidos após o dia 2 de agosto de 2007.

Fonte: Airton Góes - Afubesp, com edição da Contraf-CUT

Bancários reagem às demissões do HSBC

Bancários de todo o Brasil pararam nesta segunda-feira, dia 12. São quatro concentrações do HSBC em Curitiba (PR) em protesto contra a onda de demissões que está sendo colocada em prática pelo banco. São cerca de cinco mil funcionários do banco de braços cruzados nas concentrações de Palácio Avenida, Xaxim, Vila Hauer e Kennedy.

"Uma semana depois de a direção garantir que não haveria demissões em massa, iniciou um processo de dispensas que já atingiram 120 pessoas", denuncia o diretor do Sindicato e funcionário do banco Paulo Rogério Cavalcante Alves, que participa da atividade em apoio ao Sindicato dos Bancários de Curitiba.

Paulo explica que os funcionários exigem que a direção do HSBC explique os critérios para as demissões. "O Brasil precisa de mais empregos e o mundo está discutindo novas e mais modernas leis para proteger o trabalhador e seus direitos, impedindo as demissões sem uma boa motivação. Enquanto isso, o HSBC demite aparentemente apenas para aumentar seus ganhos e apesar dos lucros", diz.

Convenção 158 - Quando fala em proteção ao emprego, o sindicalista se refere principalmente à Convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), órgão da ONU (Organização das Nações Unidas).

> Entenda a Convenção 158 da OIT

O Brasil já foi signatário da convenção, mas, desde que o ex-presidente FHC definiu pela sua suspensão, em 1996, a matéria esta parada no STF (Superior Tribunal Federal) aguardando parecer dos magistrados.

Fonte: Danilo Pretti Di Giorgi

12 novembro 2007

Presidente da Nossa Caixa renuncia na Asbace

Gazeta Mercantil
Segunda-feira, 05 de novembro de 2007

5 de Novembro de 2007 - Em Assembléia Geral Extraordinária dos Presidentes dos Bancos Associados à Associação Nacional de Bancos (Asbace), realizada no último dia 31 de outubro, o presidente da entidade, Milton Luiz de Melo Santos, também presidente da Nossa Caixa, após considerar concluídas as providências para a apuração de supostos ilícitos denunciados pela chamada "Operação Aquarela", da Polícia Civil do Distrito Federal, renunciou ao mandato na Asbace.

Assume interinamente a presidência da entidade o vice-presidente Eurides Luiz Mescolotto, presidente do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) para realizar, no prazo máximo de trinta dias, a eleição de novo presidente da associação. Milton Luiz assumiu a presidência da Asbace no último dia 8 de maio.

Financiários aprovam proposta de reajuste de 5% mais a 13ª cesta

O aumento real nos salários, a Participação nos Lucros e Resultados (80% do salário reajustado mais o valor fixo de R$ 1.050) e a 13ª cesta-alimentação de R$ 240,39 foram aprovadas pelos financiários em assembléia realizada na ultima quinta, dia 8, no Sindicato.

Pela proposta, considerando-se o índice de inflação pelo INPC do período (a data-base dos financiários é em 1º de junho) de 3,57%, o aumento real conquistado pelos trabalhadores é de 1,38%.

Dessa forma, pelo quarto ano consecutivo, os financiários conquistaram reajuste acima da inflação, valorizando seu poder de compra.

O acordo dos financiários é retroativo a 1º de junho, e têm diferenças salariais e nas verbas a receber. Dessa forma, diferenças no salário serão creditadas no pagamento de dezembro. O acerto do vale-alimentação e do tíquete-refeição ocorre em 2 de janeiro.

A primeira parcela da PLR de 40% do salário mais R$ 525, ocorrerá dez dias após a assinatura do acordo. A segunda parcela será creditada até 14 de janeiro de 2008.
Já a 13ª cesta-alimentação de R$ 240,39 será paga até o dia 20 de dezembro.

Ficou decidido também que a Contribuição assistencial, que será descontada em dezembro deste ano, será de 2% do salário com o teto de desconto de R$ 200,00(duzentos reais).

È importante destacar que aqueles que não concordam com a contribuição assistencial ao sindicato, poderá se manifestar até 30 dias efetivado o desconto em folha através de requerimento de próprio punho solicitando a devolução do valor ao sindicato .

08 novembro 2007

Aposentado da CEF ganha no TST auxílio-alimentação

A Caixa Federal foi obrigada pela Justiça a reconhecer o direito de um empregado aposentado que deve continuar a receber complementação de aposentadoria, na forma da integração da parcela auxílio-alimentação.
A Quarta Turma tomou a decisão depois que a Caixa recorreu à ação trabalhista movida pelo empregado.

O ex-empregado da agência Miramar, em Florianópolis (SC), trabalhou como escriturário e foi admitido em janeiro de 1978 e aposentou-se por tempo de serviço em agosto de 2003, quando passou a receber complementação de aposentadoria por parte da Funcef - Fundação dos Economiários Federais. Porém, a parcela referente ao auxílio-alimentação, prevista em acordos coletivos de trabalho, não foi paga ao trabalhador, uma vez que o pagamento do auxílio aos aposentados foi suprimido em 1995.

A ação trabalhista pedia o pagamento do auxílio-alimentação de 22 tíquetes por mês, com o pagamento das parcelas vencidas desde a data do desligamento por causa da aposentadoria. O pedido foi indeferido pela Justiça do Trabalho da 12ª Região (SC), o trabalhador recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) e a Quarta Turma julgou procedente a reclamação trabalhista e deferiu o pagamento das diferenças decorrentes da integração do auxílio-alimentação.

A Caixa recorreu alegando que o trabalhador se desligou da CEF em março de 2001 e se aposentou pelo INSS em agosto de 2003 e que não haveria vínculo entre o aposentado e a CEF nem com a Funcef.

O ministro Vantuil Abdala, porém, destacou que não houve nenhuma referência, nas instâncias anteriores, sobre o fato de o empregado ter sido aposentado apenas pelo INSS e nunca ter recebido complementação pela Funcef. "Também não houve nenhuma referência sobre o fato dele ter sido aposentado alguns anos após sua despedida da CEF", afirmou Abdala.

Gisele Coutinho com informações do TST - 07/11/2007

Lucro do Itaú cresce 112,7% e supera o do Bradesco

O Itaú divulgou nesta terça-feira (06) o lucro líquido acumulado nos nove primeiros meses deste ano. Entre janeiro e setembro de 2007, a instituição atingiu a cifra de R$ 6,444 bilhões, um crescimento de 112,7% em relação ao resultado obtido no mesmo período de 2006, quando o lucro da instituição chegou a R$ 3,029 bilhões.

No terceiro trimestre, o lucro do banco ficou em R$ 2,428 bilhões, uma expansão de 14,8% em relação ao segundo trimestre deste ano, quando o lucro foi de R$ 2,115 bilhões.


A carteira de crédito do banco cresceu 26,9% em relação aos primeiros nove meses de 2006, chegando a R$ 114,071 bilhões. Excluindo as operações de créditos direcionados e as provenientes da Argentina, Chile e Uruguai, a carteira de pessoa física cresceu 31,3%, chegando a R$ 49,174 bilhões e o segmento de micro, pequenas e médias empresas cresceu 26,4% no período, ficando em R$ 19,633 bilhões.


Em capitalização de mercado, o Itaú chegou a R$ 110,747 bilhões entre janeiro e setembro, um crescimento de 44,9% em relação ao mesmo período de 2006, quando ficou em R$ 76,453 bilhões.


Ranking dos Bancos - Segundo levantamento da consultoria Economática, o lucro divulgado pelo Itaú já supera o lucro anual de qualquer de banco brasileiro de capital aberto nos últimos 20 anos. O maior lucro anual pertencia ao Banco do Brasil, que em 2006 somou, de janeiro a dezembro, R$ 6,224 bilhões - valor ajustado pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) até setembro de 2007.

Até agora, os três maiores bancos que já publicaram seus números dos nove meses de 2007 (Itaú, Bradesco e Santander) já ultrapassam o lucro anual de 2006. O Bradesco teve lucro de R$ 5,817 bilhões em 2007, ante R$ 5,205 bilhões (janeiro a dezembro de 2006 ajustado pelo IPCA). O Santander divulgou R$ 1,309 bilhões nos nove meses de 2007 contra R$ 828 milhões do ano passado.


Valorização do trabalhador – Na avaliação do diretor de Bancos Privados da FETEC/CUT-SP, Valdir Machado, o aumento do lucro do banco é reflexo do empenho dos funcionários que apesar das condições de trabalho e da necessidade de novas contratações têm garantido bons resultados a empresa.


“Nada mais justo que o banco valorizar o esforço de seus funcionários atendendo as reivindicações específicas a exemplo do aumento na Participação Complementar de Resultados (PCR), melhorias no Plano de Saúde e Odontológico e criação de uma linha de crédito para funcionários, com juros mais baixos que os praticados no mercado”, afirma o dirigente.


Michele Amorim - Fetec/SP

Justiça concede liminar contra privatização de estatais em SP

No último dia 30 foi divulgado pelo portal do Tribunal de Justiça que foi deferida liminar na ação popular movida com o objetivo de sustar o processo licitatório pelo qual o governo do Estado objetiva contratar empresas de consultoria para avaliação e venda de todas as empresas estatais paulistas.

No despacho, o juiz afirmou que "não é caso de obstar, como querido, o procedimento licitatório até porque ele, só por sí (sic), não causa prejuízo algum ao erário", mas concedeu a liminar "tão somente para obstar a assinatura de qualquer contrato ao fim do procedimento licitatório até o julgamento da presente ou outra postura judicial".

Há informações, porém, de que um dos contratos já teria sido assinado e seu extrato já estaria publicado no Diário Oficial. Nada obstante, esta assessoria está preparando petição requerendo que, ainda que tenha ocorrido a assinatura de algum contrato, seja sustada a sua execução, especialmente no sentido de impedir que qualquer valor do erário seja repassado à empresa contratada.

Segue abaixo a íntegra da decisão, datada de ontem, mas só hoje veiculada pelo portal do TJ:

Despacho Proferido


Vistos. Acolho a emenda da inicial, tal como requerida a fls. 123 e seguintes. Em princípio, a atitude do Chefe do Executivo em ver avaliada os ativos mobiliários do Estado não gera o perigo visto pelos autores, dado o objetivo demonstrado. Nem é caso de afirmar que o Sr. Governador não sabe o que fazer com o resultado das avaliações, pois isto não é o que se extrai da transcrição de fls. 8, item 12 da inicial. De qualquer modo, tendo em conta a alegação de ilegalidades outras apontadas no edital, a questão reclama uma análise mais profunda. Todavia, não é caso de obstar, como querido, o procedimento licitatório até porque ele, só por sí, não causa prejuízo algum ao erário. Deste modo, a fim de melhor (e posteriormente) averiguar os fatos postos na inicial, concedo a liminar tão somente para obstar a assinatura de qualquer contrato ao fim do procedimento licitatório até o julgamento da presente ou outra postura judicial. Por outro lado, oficie-se à rádio CBN a fim de que encaminhe ao Juízo cópia da gravação mencionada na inicial, no prazo de quinze dias, providenciando-se a seguir, a degravação da entrevista. Oportunamente, providenciem os autores o endereço para citação da(s) empresa(s) beneficiária(s) do certame, tão logo se conheça o resultado. Manifeste-se o Ministério Público Citem-se os requeridos para contestar no prazo de 20 dias, prorrogáveis por mais vinte, nos termos do item IV do § 2º, do art. 7º da Lei 4.717, de 29.6.65. Em 31 de outubro de 2007, faço vista destes autos aos requerentes para que providenciem o endereço e as peças necessárias para oficiar à rádio CBN.

05 novembro 2007

Executiva Estadual e sindicatos avaliam Campanha Nacional 2007

A categoria bancária soube conduzir a campanha, obtendo resultados positivos, tanto do ponto de vista político, de organização e na questão econômico-financeira. Esta é a síntese da avaliação concluída nesta manhã, durante reunião da Executiva Estadual da FETEC/CUT-SP com os sindicatos filiados. A avaliação levou em consideração os avanços obtidos com aumento real, uma nova conquista e garantia de pagamento da primeira parcela do adicional da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) aos bancários da Nossa Caixa.


Para as lideranças sindicais, o desfecho da campanha foi resultado de um processo iniciado no primeiro semestre de 2007, com realização de pesquisa e visitas nos locais de trabalho e de plenárias regionais, as quais culmiram na Conferência Estadual e, posteriomente, na Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro.

Conforme a avaliação, os bancários acertaram tanto na organização, como na estratégia de mobilização, o que resultou em uma nova dinâmica na mesa de negociação com a Fenaban e, conseqüentemente, em debates mais aprofundados entre os banqueiros e o Comando Nacional dos Trabalhadores.

“Nós apostamos em uma campanha construtiva com base em informações obtidas dos próprios bancários. Isso favoreceu o andamento do processo, nos coroando com resultados positivos”, afirmou o presidente da FETEC/CUT-SP, Sebastião Geraldo Cardozo.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, a campanha de 2007 foi um acúmulo dos últimos anos. “A experiência nos possibilitou alcançar resultados favoráveis, embora essa campanha tenha sido de transição”, explicou o dirigente, ao antecipar necessidade de mudanças para 2008, opinião compartilhada pelos demais dirigentes presentes na reunião.

“Conduzimos bem essa campanha, mas devemos pensar o futuro, pois a tendência é os banqueiros buscarem contra-ofensivas”, expôs o diretor de Bancos Federais da FETEC SP, Marcel Barros.

De acordo com o secretário geral da FETEC SP, Pedro Sardi, a Campanha Nacional dos Bancários não começa com a entrega da minuta de reivindicações, muito menos termina com a assinatura dos acordos coletivos. “Devemos aproveitar o aprendizado para encaminhar as questões que não foram contempladas nas negociações da campanha. Para este ano, temos pontos específicos nos bancos privados e uma extensa pauta na Nossa Caixa, inclusive com mobilizações contra a retomada das privatizações de empresas estatais pelo governo Serra”.

A avaliação da Executiva Ampliada também considerou o salto de qualidade na comunicação entre a FETEC SP e os sindicatos filiados, bem como a maior presença das lideranças sindicais nos locais de trabalho como fatores importantes para o desfecho positivo da Campanha 2007 e aponta como prioridade para o próximo período a retomada da mobilização em torno de Saúde, Segurança e Igualdade de Oportunidades.

Fonte: Lucimar Cruz Beraldo - Fetec/SP

Tempo de serviço: Acordo garante indenização por demissão sem justa causa

Uma funcionária da Empresa Energética de Mato Grosso do Sul S.A. (Enersul) ganhou na Justiça Trabalhista direito a indenização por ter sido dispensada sem justa causa. A Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho, ao julgar embargos da empresa, manteve decisão da 5ª Turma, que reconheceu o direito da funcionária de ser indenizada proporcionalmente por tempo de serviço.

Auxiliar de escritório admitida em 1978, foi demitida em outubro de 2000. Em dezembro de 2003, entrou com ação trabalhista na 1ª Vara do Trabalho de Campo Grande (MS). Alegou que não recebeu várias promoções previstas no regulamento interno da empresa.

O juiz entendeu que não deveriam prosperar os pedidos da trabalhadora, mas a dispensou das custas do processo. Ela recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (MS), que inverteu as custas processuais e aceitou parcialmente a contestação. As partes questionaram a decisão.

A 5ª Turma do STJ aceitou a tese da trabalhadora de que é devida a indenização, já que estava prevista em acordo coletivo, com a disposição explícita de que seria incorporada definitivamente ao contrato de trabalho.

Os ministros ressaltaram que a “cláusula de acordo coletivo que determina a integração benéfica ao contrato de trabalho em caráter definitivo tem respaldo no artigo 7º, inciso XXVI, da Constituição Federal, que, por sua vez, determina o reconhecimento de direitos conquistados através de convenções e acordos coletivos”. Para a turma, apesar de constar do acordo a incorporação do benefício “em caráter definitivo, o Regional ignorou a vontade das partes e prejudicou a trabalhadora”.

A Enersul não concordou. Ao julgar os embargos na SDI-1, a relatora, ministra Maria Cristina Peduzzi, afirmou que o acordo trabalhista prevê que, no caso de despedida imotivada, a empresa deve indenizar o empregado com a maior remuneração recebida nos meses anteriores à rescisão, por cada ano de serviço na firma. Estipula ainda que o benefício se incorpore aos contratos individuais de trabalho.

A segunda instância negou o pedido da empregada, por entender que a cláusula do acordo coletivo de 1990 foi retirada do acordo de 93/95 e não foi renovada nos acordos seguintes. “Segundo o item IV artigo 613 da CLT, não se estabelecem condições que se perpetuam no tempo, sendo todas as condições válidas apenas no período de vigência do acordo coletivo”, afirmou o TRT.

Cristina Peduzzi esclareceu que o fato de a cláusula de incorporação definitiva ao contrato de trabalho não ter sido renovada significa que os benefícios não abrangem os empregados admitidos posteriormente à sua vigência.

Segundo ela, “os acordos e convenções coletivas de trabalho têm previsão constitucional, atribuindo o legislador constituinte importância capital à negociação coletiva, como forma de solucionar os conflitos entre empregados e empregadores. Ocorrendo negociação coletiva em torno do pagamento do aludido benefício, deve ser observado o instrumento normativo, sob pena de desrespeito ao art. 7º, XXVI, da Constituição, que assegura o reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho”.

A maioria dos ministros da SDI-1 votou com a relatora no sentido de negar seguimento aos embargos.

E-ED-RR-31609-2002-900-24-00.3

Revista Consultor Jurídico, 30 de outubro de 2007