15 setembro 2008

Bancos crescem mais que PIB e podem atender reivindicações dos bancários

O produto interno bruto (PIB) do setor bancário cresceu 41,7% no ano passado, quase oito vezes mais que a economia como um todo, e caminha para um resultado semelhante em 2008. Levantamento divulgado nesta quarta-feira 10 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o setor de intermediação financeira e seguros (que inclui bancos, seguros e previdência complementar) teve um crescimento de 12,5% no primeiro semestre deste ano, mais que o dobro do aumento do PIB nacional no período, que foi de 6,1%, superando todas as expectativas.

"O fantástico desempenho dos bancos mostra que eles não têm nenhuma razão para rejeitar as reivindicações da categoria. Queremos incorporar aos nossos direitos e salários uma parte da riqueza que ajudamos a construir", afirma Vagner Freitas, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, que está negociando a campanha salarial com a Fenaban.

Na próxima quarta-feira, 17, os bancários começam a discutir com os bancos as cláusulas econômicas da pauta de reivindicações, que inclui aumento real de 5% (acima dos 7,15% da inflação medida pelo INPC/IBGE nos últimos 12 meses), aumento e simplificação da PLR, valorização dos pisos salariais, cesta-alimentação no mesmo valor do salário mínimo (R$ 415) e contratação da remuneração total. Clique aqui para conhecer as principais reivindicações e aqui para ver o calendário estabelecido para as negociações.

Na rodada de negociação marcada para terça-feira, 16, o Comando Nacional pretende concluir as discussões sobre as cláusulas não econômicas, que incluem saúde e condições de trabalho, igualdade de oportunidades e segurança bancária.


O aumento da riqueza dos bancos

De acordo com os dados do Relatório Social dos bancos divulgado no mês passado pela Febraban, a riqueza gerada pelo setor bancário (valor adicionado; veja no quadro o que é) em 2007 foi de R$ 136,9 bilhões, contra R$ 92,5 bilhões em 2006 - aumento de 41,7%. No mesmo período, o PIB nacional subiu 5,4%. Com isso, a participação do setor bancário no PIB nacional, que era de 4,0% em 2006, cresceu para 5,4% no ano passado.

Distribuição do valor adicionado dos bancos (R$ milhões)
2007 (1) 2006 Evolução Real*
RECURSOS HUMANOS 45.510 36.662 18,8%
Salários e Honorários 24.620 20.181 16,8%
Encargos Sociais (30%) 12.310 10.090 16,8%
Benefícios (10%)4.103 3.363 16,8%
Participações (funcionários e minoritários) 4.477 3.028 41,6%
GOVERNO 33.212 23.97732,6%
Despesas Tributárias 12.015 9.135 25,9%
IRPJ e CSLL 11.964 7.274 57,5%
INSS sobre salário (22,5%)9.233 7.568 16,8%
LÍQUIDO PARA ACIONISTAS 58.176 31.851 74,9%
Dividendos distribuídos 14.627 8.256 69,6%
Lucro retido 43.881 24.768 69,6%
Prejuízos(332) (1.173)79,4%
TOTAL136.898 92.490 41,7%

Fonte: Austin Asis/Relatório Social dos Bancos 2007 - Febraban
(1)em 2007, os dados são de 150 bancos, contra 147 em 2006
*Valor Deflacionado pelo IPCA/IBGE de 2007, igual a 4,46%


Os resultados dos bancos no primeiro semestre indicam a mesma tendência de crescimento em 2008, como demonstram os dados do IBGE divulgados na quarta-feira. Enquanto o PIB de toda a economia cresceu surpreendentes 6,1% nos primeiros seis meses, a riqueza do setor de intermediação financeira e seguros aumentou mais que o dobro (12,7%). Mais uma vez foi o segmento que mais cresceu. O setor de serviços de informação, que ficou em segundo lugar, teve acréscimo de seu valor adicionado em 9,7%.

O levantamento do IBGE não permite separar os segmentos de bancos, seguros e previdência complementar, o que dificulta um comparativo do setor estritamente bancário com o crescimento no primeiro semestre do ano passado.


A participação dos salários cai

Como a tabela da Febraban mostra, o valor destinado aos acionistas dos bancos registrou um extraordinário aumento real de 74,9%, enquanto os gastos com salários cresceram apenas 18,8%. Ou seja, o crescimento do valor pago aos donos do capital é quatro vezes superior ao crescimento do montante pago aos donos da força de trabalho (18,8%), os trabalhadores.

O que significa que piorou o quadro da distribuição de renda do setor bancário, com redução da renda do trabalho e a ampliação da renda do capital. Sobre isso, os dados são reveladores. Pois, além de divulgar e identificar o valor da riqueza gerada por uma empresa, o valor adicionado revela também como essa riqueza foi distribuída entre aqueles que contribuíram, direta ou indiretamente, para a sua geração.

Além disso, os dados do Relatório Social da Febraban mostram que da riqueza gerada pelo setor bancário em 2007 os trabalhadores viram a participação de sua renda reduzida de 39,6% para 33,2% da riqueza. Enquanto os donos do capital (investidores) ampliaram sua participação de 34,4% para 42,5%. O governo, por sua vez, também viu sua fatia (impostos) sendo reduzida de 25,9% para 24,3% da riqueza do setor bancário.

Fonte: Contraf/CUT

09 setembro 2008

PSDB quer privatizar BB e Caixa

Enquanto os bancários de São Paulo lutam para manter o último banco público do estado, a Nossa Caixa, que foi colocada à venda pelo governador José Serra (PSDB), em Brasília, projeto de lei de um deputado federal também tucano prevê a privatização do Banco do Brasil, Banco do Nordeste do Brasil, Banco da Amazônia e Caixa Econômica Federal.

O PL do parlamentar Feu Rosa (PSDB/ES) quer modificar os artigos 2º e 3º da Lei 9.491/1997, que trata do Programa Nacional de Desestatização criado por Fernando Henrique Cardoso. Esse programa levou à privatização de várias estatais, a exemplo do Banespa, em São Paulo, mas mantinha como exceção os bancos que agora são ameaçados por Feu Rosa, que em seu projeto de lei diz considerar prioritária a desestatização das instituições financeiras federais.

Em São Paulo, acabaram com o Banespa e agora investem contra a Nossa Caixa. Não bastasse isso, agora partem para cima, na surdina, com um projeto de lei contra os bancos federais que são os principais responsáveis pelo investimento em produção no Brasil.

O PL já passou pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, pela Comissão de Finanças e Tributação, e está na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara. No dia 21 de agosto encerrou-se o prazo para apresentação de emendas.

Fonte: Cláudia Motta
- Seeb SP

03 setembro 2008

Bancários doam mais de 500 kg de alimentos

No último dia 23 de agosto o Sindicato dos Bancários de Taubaté e Região realizou um almoço com churrasco, antecipando o dia 28 de Agosto, “Dia do Bancário”. Todos os bancários sindicalizados foram convidados e doaram pelo menos 1 kg de alimento, que ao final da festa somaram mais de 500 kg.

Todos os mantimentos foram doados para o Centro Espírita André Luiz, que realiza um trabalho permanente de assistência e inclusão social, com crianças, gestantes e adolescentes, num projeto de reintegração da cidadania.

Para o Diretor do Sindicato, Alemão, os Bancários estão de parabéns pela participação. “A categoria provou que está sintonizada com questões sociais e o Sindicato agradece a todos pela contribuição, que com certeza vai ajudar muitas pessoas”, comenta o diretor.

Clique na figura abaixo e leia a Carta de Agradecimento do Centro Espírita:

Veja também a Galeria de Fotos do churrasco!

HSBC: banco continua líder de reclamações no BC

Conforme levantamento do BC, HSBC continua na liderança do ranking de reclamações contra os bancos.

Conforme o Banco Central, os clientes de bancos estão bastante descontentes com o mau atendimento prestado pelas instituições financeiras. O úlitmo levantamento disponibilizado no site do BC reúne 17.654 reclamações sobre o mau atendimento e falta de fornecimento de documentos.

O HSBC mantém-se campeão de reclamações desde abril até julho deste ano, após adotar fechamento de agências e também efetuar varias demissões no Brasil.


No mês de julho, o HSBC, Unibanco, ABN Real, Santander e Bradesco estão entre os cincos bancos com o maior índice de reclamações. "Se olharmos o gráfico, eles se mantêm desde janeiro trocando de posições de quinto a segundo lugar no ranking das reclamações", afirma Valdir Machado, diretor de Bancos Privados da FETEC SP e do Sindicato de Taubaté e Região.


Conforme o dirigente, o movimento sindical já sinalizou aos bancos a falta de funcionários. "Nesta Campanha Nacional dos Bancários pedimos mais contratação e melhor atendimento aos clientes e usuários", finaliza o dirigente.


Fonte: Lucimar Cruz Beraldo - Fetec/SP

01 setembro 2008

Negociação avança para política de prevenção ao assédio moral

A segunda rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), ocorrida nesta terça-feira (02), foi marcada por uma conquista importante à categoria bancária. Depois de muitos anos de luta, os trabalhadores do ramo financeiro finalmente garantiam a inclusão de uma cláusula na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que busca combater a prática de assédio moral nos bancos.

Dentre as diretrizes apresentadas pelos representantes dos bancários para a construção de uma Política Permanente de Combate Assédio Moral estão: a criação de um manual de conduta a ser debatido banco a banco, a implementação de um canal de denúncia com a participação do movimento sindical, o estabelecimento de prazo de até 60 dias para a solução de conflitos, a
realização de cursos de treinamento específicos sobre o tema e a aplicação de critérios que levem em consideração as boas práticas interpessoais para a promoção.


O movimento sindical bancário vem há anos denunciando a prática de assédio moral no cotidiano da atividade bancária, mas os banqueiros sempre negaram essa política de gestão. O estabelecimento dessas cláusulas mostra, portanto, que os banqueiros finalmente admitiram a existência dessa prática danosa aos trabalhadores.


A redação final das claúsulas sobre assédio moral acontecerá no dia 08 de setembro. No mesmo dia, serão debatidas as temáticas sobre saúde e condições de trabalho, segurança bancária e igualdade de oportunidades. Na terça-feira (09), as negociações prosseguem com os debates sobre emprego, itens sociais e cláusulas renováveis.

Cesta-alimentação


Na primeira rodada, o Comando Nacional também reafirmou aos bancos o seu entendimento de que o pagamento da décima-terceira cesta-alimentação vale para todos os bancários, inclusive aos afastados. E defendeu que esse entendimento deve estar explicitado na Convenção Coletiva que será assinada este ano.

"Consideramos que houve avanços nessa primeira rodada de negociações com a Fenaban, uma vez que conseguimos estabelecer uma dinâmica que permitirá discutir em profundidade as reivindicações dos bancários", avalia Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT e coordenador do Comando Nacional.

Banco do Brasil e Caixa

A direção do Banco do Brasil confirmou para o dia 4, às 14h, em São Paulo, a primeira rodada de negociação com os bancários nessa Campanha Nacional 2008. Os trabalhadores levarão para a mesa as questões específicas do banco, definidas no 19º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, realizado nos dias 28 e 29 de julho. Clique aqui para conhecer as reivindicações específicas dos funcionários do BB.

A Caixa Econômica Fedeal também agendou a primeira rodada de negociação para a sexta-feira, dia 5, 16h. Os trabalhadores irão solicitar a prorrogação do acordo coletivo conquistado no ano passado até o fechamento das negociações e acertar o calendário de reuniões para negociar a pauta específica definida pelo 24º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef). Clique aqui para ver as principais reivindicações.


Conheça o calendário de negociações

Pelo calendário acertado, as negociações terão o seguinte cronograma:

2 de setembro: conclusão da discussão sobre assédio moral e ativação das comissões temáticas que discutirão saúde e condições de trabalho, igualdade de oportunidades e segurança bancária.

9 de setembro: Emprego, questões sociais e cláusulas renováveis da Convenção Coletiva dos Bancários.

16 e 23 de setembro: Remuneração total.

Clique aqui para acessar a Página Especial da Campanha!


Fonte: Contraf/CUT e Fetec/SP

Segurança bancária: semana é marcada por uma série de reuniões, em Brasília

A primeira semana de setembro começa agitada para os dirigentes sindicais que discutem Segurança Bancária. Na segunda-feira, dia 1º, às 14h, acontece a reunião do Grupo de Trabalho de Segurança. Na terça-feira, dia 02, às 9h, se realiza a reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (Cecasp), onde serão julgados os processos de autuações contra as instituições financeiras. Já na tarde da terça e durante o dia de quarta, dia 03, estará sendo debatido por esta Comissão as propostas de alteração da Legislação sobre Segurança Privada. Todas as reuniões acontecerão em Brasília.

Na segunda, o ponto alto da reunião será a discussão das propostas debatidas pelos bancários a serem apresentadas na reunião do dia 03. Dentre elas destacam-se: necessidade de vedação de transporte de valores e malotes realizados por bancários; proibição de posse e guarda da chave dos cofres nas mãos dos bancários; maior rigor quanto a negligência dos bancos em relação à segurança de bancários, vigilantes, clientes e usuários e não privatização da segurança pública.

Na terça, serão julgados os processos nos quais as instituições financeiras e empresas de segurança que foram autuadas por irregularidades e infrações à lei 7.102/83 que dispõe sobre segurança privada. Estarão em pauta mais de 400 processos.

No final do segundo e terceiro dia de reuniões, será iniciado os debates sobre a redação final da proposta de lei que pretende alterar a legislação de segurança bancária vigente, trazendo várias inovações, tais como: a inclusão da porta de segurança; a criação do cadastro nacional de segurança privada; e o sistema nacional de segurança privada.

Contador de assaltos - Já está disponível no portal da Contraf/CUT o contador de assaltos a bancos, que vai facilitar o registro de ocorrências em todo o país. A intenção é criar e divulgar uma estatística o mais confiável possível sobre os riscos a que estão expostos bancários, vigilantes, clientes e usuários.

As informações sobre os crimes ou tentativas deverão ser enviadas à Contraf/CUT, que fará a compilação dos dados. Mensalmente, será divulgado um relatório detalhado sobre as ocorrências e a situação de segurança nas agências e postos de atendimento bancário em todo o país.

Informações: Michele Amorim - Fetec/SP

26 agosto 2008

Sindicato lança Campanha Nacional da Categoria em Taubaté e Região

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Taubaté e Região realizou nesta quarta-feira, 27 de agosto, o lançamento da Campanha Nacional 2008.

Confira a Galeria de Fotos do Ato!

A atividade, que começou às 10h, percorreu a região central de Taubaté com paradas nas principais agências. A cidade parou para ver os dirigentes sindicais agitando bandeiras e discursando sobre as metas dessa campanha e os problemas do sistema financeiro no Brasil.

O recado dos bancários: “não chora banqueiro, você é quem mais ganha nesse país, agora é a nossa vez”, veio com o bom humor e a irreverência de sempre, com direito a Banda e Palhaço. “Os atos promovidos pelo Sindicato promovem debates com bancários e clientes sobre a campanha nacional, reforçando os objetivos e as preocupações da categoria em melhorar as prestações de serviços a clientes e usuários dos bancos”, afirma Luizão, Presidente do Sindicato.

Representantes do Sindicato dos Bancários de Mogi da Cruzes, Guarulhos, São Paulo e diversas outras cidades, além de representantes das confederações, engrandeceram o ato. “Estamos conseguindo levar ao conhecimento da população nossas bandeiras, mostrando a força e a união da categoria, sempre na tentativa de negociações positivas para que não haja greves”, comentou Francisco Cândido (Chiquinho), presidente do Sindicato de Mogi.

Para Camilo Fernandes, Diretor do Banesprev e do Sindicato de São Paulo, Osasco e Região, ato em Taubaté foi bem recebido por todos. “Aqui em Taubaté me surpreendi com receptividade da população e dos bancários, inclusive alguns clientes vieram até nós mostrar extratos de tarifas abusivas e mostrando que estão do lado da categoria.

Confira a Galeria de Fotos do Ato!

Negociação com Fenaban define calendário e retoma pendências de 2007

Representantes do Comando Nacional dos Bancários e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) reuniram-se nesta quarta-feira, dia 27, para dar início às negociações da Campanha Nacional 2008.

Como resultado desta primeira rodada foi definido o calendário preliminar de negociações (confira abaixo) e retomado o debate em torno dos temas que ficaram pendentes na campanha 2007 (saúde e condições de trabalho, igualdade de oportunidades e segurança bancária).

Na oportunidade, o Comando Nacional dos Bancários cobrou acerto na aplicação da 13ª cesta alimentação. O benefício conquistado no ano passado, com o objetivo de favorecer os trabalhadores com menores salários, deveria ser extensivo aos bancários afastados por doença/acidente de trabalho, entretanto, isso não ocorreu na prática. Essa discussão será retomada na próxima rodada.

Além da 13ª cesta alimentação, o Comando quer que os demais direitos sejam extensivos aos afastados (isonomia de direitos), como também aposta na necessidade de se avançar na questão da igualdade de oportunidades, já com a divulgação dos resultados do Mapa da Diversidade. Outro ponto em debate é a extensão do direito ao plano de saúde para parceiros do mesmo sexo.

No que diz respeito a condições de trabalho, uma das pendências de 2007 refere-se à cláusula sobre assédio moral, cujo debate foi salutar. Foi acordado entre as partes que a Convenção Coletiva terá uma citação sobre o programa de combate ao assédio moral, com a criação de um manual de conduta que será debatido banco a banco.

Outro ponto definido é que o prazo para a solução de conflitos será de até 60 dias. Também será implementado um canal de denúncia para que o trabalhador registre o assedio moral sofrido. Este canal estará disponível tanto no sindicato quanto no banco.

Reunião – Os representantes do Comando Nacional se reúnem na próxima segunda-feira, dia 1º de setembro, às 16h, na sede da Contraf-CUT, em preparação para a segunda rodada de negociação com a Fenaban, agendada para o dia 02, terça-feira.

Calendário negociação:

02/09 – fechamento das pendências de 2007 e comissões temáticas
09/09 - emprego, cláusulas sociais e cláusulas renováveis
16/09 - cláusulas econômicas
23/09 - cláusulas econômicas

Informações: Fetec/SP

Todos os detalhes da Campanha Nacional 2008 no site do Sindicato:
www.bancariostaubate.com.br

20 agosto 2008

Dieese reforça que aumento salarial não alimenta a inflação

Em estudo divulgado na segunda-feira, dia 18, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) reforça o argumento do Sindicato de que os trabalhadores não podem “pagar o pato” pela inflação mais alta este ano. “Os trabalhadores não devem aceitar que os custos do combate à inflação lhes sejam transferidos, especialmente se considerado o bom desempenho do mercado de trabalho”, diz o estudo.

No documento, o Dieese rebate o discurso do empresariado, ecoado com intensidade pela mídia, de que aumentos salariais resultariam em risco para o controle da inflação. Não faltaram comentaristas e matérias – até a maquininha de remarcação de preços foi ressuscitada pela imprensa – com este conteúdo para dar suporte aos argumentos dos patrões.

O estudo mostra que a pequena alta inflacionária dos últimos meses deve-se a questões externas e ao aumento dos preços de alguns produtos agrícolas circunscritos, mas que essa tendência está perdendo força e não pode ser um impeditivo para que os trabalhadores busquem aumentos reais de salários.

Leia mais
> O estudo completo do Dieese
> Todos os detalhes da Campanha Nacional 2008 na página especial


Bolsa Família: Cadê os vagabundos?

Carta Capital
20 /08 / 2008
Desde a criação do programa, há quatro anos, 60 mil famílias pediram para deixar de receber o benefício. Não precisam mais.

Uma estatística recém-divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento Social derrubou outra tese defendida pelos críticos mais ferrenhos do Bolsa Família: a de que o programa alimenta a vadiagem do povo brasileiro. Desde a sua criação, há quatro anos, 60.165 famílias beneficiadas pediram voluntariamente o seu desligamento. "É a prova de que os pobres não estão se acomodando", avaliou o ministro Patrus Ananias.

Nos últimos dias, trechos de cartas encaminhadas por ex-beneficiários, a solicitar o cancelamento dos pagamentos, ganharam as páginas dos jornais. Alguns trazem relatos comoventes, como o da ajudante de serviços gerais Sueli Miranda, de 47 anos, reproduzido pelo diário O Estado de S. Paulo: "Bom dia! Eu, Sueli Miranda de Carvalho Silva, venho, por meio destas linhas, agradecer os idealizadores do Bolsa Família, os anos que fui beneficiada. Ajudou-me na mesa, o pão de cada dia. Agora, empregada estou e quero que outro sinta o mesmo prazer que eu, de todo mês ser beneficiada. Obrigada".

Mais da metade dos pedidos de desligamento (34.185) vieram de famílias residentes nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. De acordo com Rosani Cunha, secretária nacional de Renda e Cidadania, a justificativa mais comum para o pedido de cancelamento do benefício é o aumento da renda familiar.

Atualmente, o programa Bolsa Família atende 11,2 milhões de beneficiários em todo o País. A secretária garante que o cadastro está em constante renovação. Desde junho de 2006, informa, quase 2,7 milhões de famílias deixaram o programa, seja por vontade própria, seja em razão de inadequações apresentadas por auditorias.

14 agosto 2008

Comando entrega pauta à Fenaban e reivindicações específicas a BB e Caixa

O Comando Nacional dos Bancários entregou nesta quarta-feira 13 a pauta geral de reivindicações da campanha salarial de 2008, à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), e as pautas específicas ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal. A reunião foi realizada na sede da Fenaban, em São Paulo.

BB e Caixa

Após a entrega da pauta geral à Fenaban, o Comando Nacional dos Bancários apresentou as listas de reivindicações específicas aos representantes do Banco do Brasil e da Caixa, que também estavam presentes na mesa única.


O que os bancários querem

As principais reivindicações aprovadas pelos 830 delegados presentes à 10ª Conferência Nacional são as seguintes:

Aumento real

Manter a estratégia de conquista de aumento real dos últimos quatro anos, reivindicando 13,23% de reajuste (inflação mais 5% de aumento real).

PCS para todos

Plano de Cargos e Salários para todos os bancários de todos os bancos, prevendo 1% de reajuste a cada ano de trabalho. A cada cinco anos, esse reajuste será de 2%. O banco é obrigado a promover o bancário pelo menos um nível a cada cinco anos.

Os bancos são obrigados a treinar o trabalhador para a nova função por no mínimo 60 dias, pagando o novo salário durante o período de treinamento. E quando houver uma nova vaga, o banco é obrigado a fazer um processo de seleção interna para preenchê-la. Para cada cargo e função o banco deve apresentar a grade curricular necessária e oferecer o curso aos trabalhadores dentro do expediente. Em caso de descomissionamento do bancário, a comissão será incorporada ao salário integralmente.

Fim das metas abusivas

As metas serão definidas pela agência/departamento com a participação de todos os trabalhadores, levando em consideração também a abordagem ao cliente e o tempo para sua execução.

As metas serão obrigatoriamente coletivas.

A constituição das metas deverá levar em consideração a região, o porte da agência, o número de funcionários, a base de clientes e o perfil econômico local.

As metas serão regressivas proporcionalmente ao seu cumprimento.

As metas estabelecidas coletivamente serão adequadas no caso de afastamento, licença, ausência, férias de funcionários, etc.

As metas não serão aplicadas aos caixas.

Ficam proibidas quaisquer tipos de comparação dos resultados obtidos, elaboração de rankings ou classificação por desempenho individual, da agência ou por região.

Pisos salariais

Aumento progressivo, em três anos, até atingir o piso do Dieese, atualmente estimado em R$ 2.074, sendo incorporado 50% da diferença entre o piso da categoria (R$ 921,49) e o piso do Dieese neste ano, 25% em 2009 e outros 25% em 2010. Desta forma, neste ano, o piso da categoria passaria a valer R$ 1.497,75 para escriturários, R$ 1.947,07 para caixas e tesoureiros, R$ 2.321,50 para primeiro comissionado, e R$ 3.369,93 para gerente

Contratação da remuneração total

Distribuição de 5% da receita de prestação de serviços de forma igualitária entre todos os bancários. O pagamento deverá ser feito após a publicação do balanço trimestral. Além disso, 10% de toda a produção da agência deve ser distribuída entre os trabalhadores da unidade.

Aumento da PLR

Os objetivos são elevar o valor da PLR e simplificar os critérios de distribuição: três salários mais R$ 3.500 para todos, sem limitador e sem teto.

Vale-refeição

Aumentar o valor para R$ 17,50, de forma a compensar a inflação dos alimentos dos últimos 12 meses.

Cesta-alimentação

R$ 415,00, o mesmo valor do salário mínimo. Além disso, os bancários reivindicarão a 13ª cesta-alimentação conquistada no ano passado.

Auxílio-Creche

Deve ter o mesmo valor do salário-mínimo (R$ 415), com ampliação da idade para 8 anos e 11 meses e comprovação anual dos gastos.

Novas conquistas

Auxílio-educação e a criação de um plano de previdência complementar fechado, com gestão compartilhada

Emprego

Ratificação da convenção 158; defesa do emprego; cumprimento da jornada de 6 horas; contratação de mais funcionários, estabelecendo efetivo mínimo para o atendimento aos clientes

Segurança

Instalação de portas de segurança em todas as agências bancárias, já no auto-atendimento; pagamento de adicional de risco de vida no valor de 40% do salário para funcionários de agências e PABs

Eixos políticos

 Defesa dos bancos públicos.
 Ampliação do crédito produtivo para investimentos, principalmente agrícola.
 Redução da taxa de juros.
 Regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal (que estabelece o papel do sistema financeiro no país).

Fonte: Contraf/CUT

11 agosto 2008

Bancária do Unibanco é reintegrada após demissão

Uma bancária do Unibanco, portadora de doença ocupacional LER/DORT, foi despedida sem justa causa e reintegrada por processo administrativo.

"É importante que no caso de surgimento de algum sintoma de doença ocupacional, o bancário procure imediato tratamento médico e o sindicato, a fim de receber as devidas orientações, buscando garantir seus direitos", afirma Maria Isabel,
Diretora Interina de Saúde, que acompanhou a bancária do Unibanco durante o processo.

Aumento do piso é uma das prioridades da campanha. Meta é o mínimo do Dieese

Uma das prioridade da Campanha Nacional dos Bancários 2008 será a luta pela elevação do piso da categoria. A proposta que está na pauta de reivindicações, aprovada pela 10ª Conferência Nacional dos Bancários, traz este ano uma novidade sobre essa reivindicação antiga dos bancários.

Como no ano passado, o objetivo é que o salário inicial de todos os bancários, hoje em R$ 921,49, seja equivalente ao salário mínimo necessário calculado pelo Dieese, atualmente em R$ 2.074. Esse ano, no entanto, os bancários formularam uma estratégia diferenciada que prevê um aumento progressivo para, em três anos, atingir o objetivo.

Nesse ano, a reivindicação é que seja somado ao valor do piso 50% da diferença entre o piso atual e o salário mínimo do Dieese, ou seja, R$ 576,26. Assim, a partir de 1º de setembro deste ano, o piso passaria a ser de R$ 1.497,75, um reajuste de 62,54%.

Em 2009 e 2010 seria incorporado ao valor mais 25% da diferença em cada ano, alcançando o total em três anos. Em valores de hoje, essas duas etapas equivaleriam a 19,24% de reajuste em 2009 e 16,13% em 2010.

A elevação do piso um ponto primordial desta campanha. Isso porque, além de valorizar os salários mais baixos, a elevação tem reflexos para as gerências médias, cujas comissões são calculadas proporcionalmente ao valor do piso. Assim, os bancários na primeira comissão, estabelecida hoje em 55% do valor do piso, passariam a receber R$ 2.321,50 ainda este ano, caso o reajuste seja aprovado.

O movimento sindical deu um grande avanço quando estabeleceu a luta por uma política de valorização do salário mínimo nacional, que gerou distribuição de renda e ganhos para todas as categorias profissionais. Com os ganhos de produtividade que as empresas têm conseguido, esse é o momento das categorias profissionais exigirem aumentos de seus pisos. Especialmente no setor bancário, que alcança lucros recordes a cada ano, não dá mais para o bancário ganhar um piso tão baixo. Estamos no certos em pedir a equiparação com o Dieese e mostrar o caminho para isso e esperamos que nossa luta se torne um parâmetro para as outras categorias.

Fonte: Contraf/CUT

08 agosto 2008

Itaú divulga lucro líquido de R$ 4,084 bi no primeiro semestre

O Itaú, segundo maior banco privado do país, registrou um lucro líquido de 4,084 bilhões de reais no primeiro semestre de 2008, ante R$ 4,016 bi registrados no mesmo período do ano passado. Em relação ao segundo trimestre, o banco divulgou um lucro líquido de 2,041 bilhões de reais, levemente abaixo do lucro de 2,115 bilhões de reais registrado no ano anterior.

"Mais uma vez os bancos, a exemplo do Itaú e Bradesco, apontam lucros astronômicos. Nada mais justo que na campanha nacional atendam as reivindicações dos bancários e devolvam à categoria o poder de compra, principalmente, no que se refere ao piso dos bancários que esta estacionado a muito tempo", avaliou Valdir Machado, diretor de Bancos Privados da FETEC/CUT-SP e funcionário do Itaú.

Segundo o dirigente sindical, o lucro do banco é reflexo da dedicação dos trabalhadores. "Esta na hora do banco rever seus conceitos de cidadania, proporcionando qualidade de vida a quem tem direito, começando pelos seus funcionários que lutam por aumento na cesta alimentação, no vale refeição e no reajuste do salário", acrescenta.

No que se refere ao PCR ( Participação Complementar de Resultado ), o banco adiantou no dia 1º de agosto uma pequena parte, mas o movimento sindical já deixou claro que neste quisito é possível avançar muito mais e o resultado esta demostrado no lucro do banco.

Fonte: Michele Amorim - Fetec/SP

04 agosto 2008

Bancários pretendem entregar minuta de reivindicações à Fenaban no dia 13

A 10ª Conferência Nacional dos Bancários, encerrada nesta terça-feira, dia 29, aprovou o dia 13 de agosto como data de entrega da minuta de reivindicações à Fenaban. Os bancários agora aguardam resposta da entidade patronal sobre a viabilidade da reunião.

A conferência também aprovou que a Campanha Nacional dos Bancários 2008 será lançada no dia 12.

Veja a galeria de fotos da Conferência!

28 julho 2008

Bancários definem estratégia e pauta de reivindicações da Campanha Nacional

A 10ª Conferência Nacional dos Bancários foi encerrada neste domingo 27 com a aprovação da estratégia da campanha e da pauta de reivindicações da campanha salarial de 2008, que tem como eixos aumento real de salário, elevação e simplificação da PLR, fim do assédio moral e das metas abusivas, valorização dos pisos, PCS para todos, mais segurança nas agências e criação de planos de previdência complementar para toda a categoria.

Nestas segunda e terça-feiras, serão realizados os congressos nacionais dos bancos, para discutir e aprovar as reivindicações específicas de cada empresa, que serão negociadas simultaneamente com a Campanha Nacional dos Bancários.

As principais reivindicações aprovadas pelos 830 delegados presentes à 10ª Conferência Nacional são as seguintes:

Aumento real

Manter a estratégia de conquista de aumento real dos últimos quatro anos, reivindicando 13,23% de reajuste (inflação mais 5% de aumento real).

PCS para todos

Plano de Cargos e Salários para todos os bancários de todos os bancos, prevendo 1% de reajuste a cada ano de trabalho. A cada cinco anos, esse reajuste será de 2%. O banco é obrigado a promover o bancário pelo menos um nível a cada cinco anos.

Os bancos são obrigados a treinar o trabalhador para a nova função por no mínimo 60 dias, pagando o novo salário durante o período de treinamento. E quando houver uma nova vaga, o banco é obrigado a fazer um processo de seleção interna para preenchê-la. Para cada cargo e função o banco deve apresentar a grade curricular necessária e oferecer o curso aos trabalhadores dentro do expediente. Em caso de descomissionamento do bancário, a comissão será incorporada ao salário integralmente.

Fim das metas abusivas

As metas serão definidas pela agência/departamento com a participação de todos os trabalhadores, levando em consideração também a abordagem ao cliente e o tempo para sua execução.

As metas serão obrigatoriamente coletivas.

A constituição das metas deverá levar em consideração a região, o porte da agência, o número de funcionários, a base de clientes e o perfil econômico local.

As metas serão regressivas proporcionalmente ao seu cumprimento.

As metas estabelecidas coletivamente serão adequadas no caso de afastamento, licença, ausência, férias de funcionários, etc.

As metas não serão aplicadas aos caixas.

Ficam proibidas quaisquer tipos de comparação dos resultados obtidos, elaboração de rankings ou classificação por desempenho individual, da agência ou por região.

Pisos salariais

Aumento progressivo, em três anos, até atingir o piso do Dieese, atualmente estimado em R$ 2.074, sendo incorporado 50% da diferença entre o piso da categoria (R$ 921,49) e o piso do Dieese neste ano, 25% em 2009 e outros 25% em 2010. Desta forma, neste ano, o piso da categoria passaria a valer R$ 1.497,75 para escriturários, R$ 1.947,07 para caixas e tesoureiros, R$ 2.321,50 para primeiro comissionado, e R$ 3.369,93 para gerente

Contratação da remuneração total

Distribuição de 5% da receita de prestação de serviços de forma igualitária entre todos os bancários. O pagamento deverá ser feito após a publicação do balanço trimestral. Além disso, 10% de toda a produção da agência deve ser distribuída entre os trabalhadores da unidade.

Aumento da PLR

Os objetivos são elevar o valor da PLR e simplificar os critérios de distribuição: três salários mais R$ 3.500 para todos, sem limitador e sem teto.

Vale-refeição

Aumentar o valor para R$ 17,00, de forma a compensar a inflação dos alimentos dos últimos 12 meses.

Cesta-alimentação

R$ 415,00, o mesmo valor do salário mínimo. Além disso, os bancários reivindicarão a 13ª cesta-alimentação conquistada no ano passado.

Auxílio-Creche

Deve ter o mesmo valor do salário-mínimo (R$ 415), com ampliação da idade para 8 anos e 11 meses e comprovação anual dos gastos.

Novas conquistas

Auxílio-educação e a criação de um plano de previdência complementar fechado, com gestão compartilhada

Emprego

Ratificação da convenção 158; defesa do emprego; cumprimento da jornada de 6 horas; contratação de mais funcionários, estabelecendo efetivo mínimo para o atendimento aos clientes

Segurança

Instalação de portas de segurança em todas as agências bancárias, já no auto-atendimento; pagamento de adicional de risco de vida no valor de 40% do salário para funcionários de agências e PABs

Eixos políticos

- Defesa dos bancos públicos.
- Ampliação do crédito produtivo para investimentos, principalmente agrícola.
- Redução da taxa de juros.
- Regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal (que estabelece o papel do sistema financeiro no país).

Fonte:
Rede de Comunicação dos Bancários
José Luiz Frare/Contraf-CUT e Elisângela Cordeiro/Seeb São Paulo

24 julho 2008

10ª Conferência Nacional dos Bancários começa nesta sexta. Confira programação!

Em mais um passo importante da Campanha Nacional, bancários de Taubaté e Região e de todas as partes do Brasil se reúnem em São Paulo a partir da próxima sexta-feira 25 para a 10ª Conferência Nacional dos Bancários.

O evento, que será realizado no Hotel Holiday Inn, termina no dia 29 de julho, e vai discutir todas as propostas trazidas pelas federações, que serão convertidas em uma pauta final de reivindicações a ser encaminhada à Fenaban - Federação dos Bancos.

Brasília será representada por 48 delegados, de bancos públicos e privados, eleitos no IV Congresso dos Bancários, que terminou no último dia 12. Entre as propostas à minuta de reivindicações para a campanha salarial deste ano, constam, além do reajuste salarial de 13,08%, o piso de R$ 2.079 para todos os segmentos da categoria e uma PLR justa.

Abaixo, a programação completa divulgada pela Contraf/CUT:

25/julho (6ª. feira) - 09h às 17h:

- Encontro Nacional sobre Saúde, sala Tiradentes (Piso Inferior)

- Encontro Nacional sobre Remuneração, sala São Paulo I (Lobby)

- Encontro Nacional sobre Segurança Bancária, sala São Paulo II (Lobby)

- Encontro Nacional sobre Previdência Complementar, sala Santana I (Piso Mezanino)

- Encontro Nacional sobre Bancos Regionais, sala Santana II (Piso Mezanino)

18h às 19h30h: Jantar

19h30:

- Abertura solene da 10ª Conferência Nacional dos Bancários

- Debate sobre "Juros e Desenvolvimento" com Márcio Pochmann (presidente do IPEA) e Guilherme Lacerda (presidente da Funcef)

26/julho (sábado) - 09h às 18h:

- Quadro das categorias em luta: CNM, FUP e CONTRACS

- Aprovação do Regimento Interno da 10ª Conferência

- Apresentação das teses

- Apresentação Oliver Rothig, UNI Finanças Mundial sobre "Análise do Instrumento Pacto Global das Nações Unidas em Empresas Multinacionais"

- Apresentação da pesquisa, levada pelo Observatório Social, sobre saúde e segurança no trabalho no ABN/Real

- Encaminhamentos dos Encontros Temáticos

27/julho (domingo) - 09h às 18h:

- Continuação dos encaminhamentos dos Encontros Temáticos

- Mesa sobre Igualdade de Oportunidades e deTratamento

- Estratégia Campanha Salarial 2008

- Eixos

- Plano de Lutas

- Mobilização

- Calendário

- Aprovação geral da Minuta

- Eleição do Comando

20h - Festa de confraternização

28/julho (2ª. feira) - 09h às 18h:

Encontros Específicos de Bancos Privados (Bradesco, Itaú, Unibanco, HSBC e Santander/ABN) e dos demais Bancos

28 e 29/julho (2ª. feira e 3ª. feira) - 09h às 18h

19º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, sala São Paulo II

24º CONECEF, sala São Paulo I

(os trabalhos em grupo serão realizados em outras salas)

22 julho 2008

Bradesco viola direitos constitucionais ao xeretar conta de funcionários

Os funcionários do Bradesco estão tendo os seus direitos constitucionais violados por certos inspetores do banco. O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre (SindBancários) recebeu uma série de denúncias de trabalhadores do "banco do planeta", informando que alguns inspetores estão indo além das verificações de auditoria dos procedimentos internos e documentais do dia-a-dia, passando a xeretar na conta-corrente dos empregados.

"Estão olhando a conta-corrente de cada colega e exigindo explicações acerca de cada depósito e/ou retirada", denuncia um funcionário de uma agência. Para o Departamento Jurídico do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região, tal procedimento é totalmente ilegal.

Em recente julgamento, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou o Santander por idêntica prática. O ministro Vieira de Mello Filho assim se manifestou:

"O sigilo bancário integra o direito personalíssimo das pessoas relativamente à inviolabilidade da sua intimidade e da sua vida privada, de que trata o item X do art. 5º da Constituição Federal. O simples fato de o empregado manter vínculo com instituição bancária não autoriza o empregador a invadir a sua privacidade e ter acesso às suas movimentações bancárias, para fim estranho e não autorizado pelo ordenamento jurídico, qual seja realizar auditoria interna para verificar a saúde financeira dos empregados."

"O art. 508 da CLT e a legislação que resguarda o sigilo bancário (Lei Complementar nº 105/2001) não autorizam tal prática, configurando dano moral passível de indenização. É de se notar que a caracterização do dano moral, no caso, é objetiva e independe da comprovação de lesão ou sofrimento psíquico, sendo irrelevante o fato de o banco não ter dado publicidade a terceiros dos dados bancários do seu empregado". NÚMERO ÚNICO PROC: E-ED-RR - 1187/2002-029-12-00 PUBLICAÇÃO: DJ - 30/05/2008

Além de xeretar na conta-corrente dos bancários, esses inspetores estão consultando o CPF de cada trabalhador, criando embaraços na frente dos colegas.

"Orientamos cada empregado do Bradesco que, ao se sentir violado em seus direitos à intimidade e ao sigilo em suas movimentações financeiras, que procure o Departamento Jurídico do Sindicato. Não podemos permitir estas práticas ilegais e constrangedoras. Vamos tomar todas as medidas políticas e jurídicas possíveis", afirma Lúcio Paz, diretor Jurídico do Sindicato.

Fonte: Seeb Porto Alegre, com informações do TST

Contraf/CUT e Itaú assinam acordo da PCR

Foi assinado nesta segunda-feira, dia 21, acordo entre Itaú e Contraf/CUT sobre a Participação Complementar nos Resultados (PCR). É o primeiro acordo de banco privado a ser assinado na sede da Contraf/CUT, depois do reconhecimento legal da entidade.

Os funcionários receberão no próximo dia 1 de agosto a antecipação de uma parcela de R$ 750 da PCR, conquistada pela Contraf/CUT em mesa de negociação. O adiantamento corresponde a 50% do valor da PCR recebida pelos funcionários em 2007. Para este ano, o valor total da PCR pode chegar há até R$ 1.800.

"A PCR é uma conquista importante dos bancários do Itaú, por suas características", lembra Carlos Cordeiro, secretário geral da Contraf/CUT e funcionário do banco. "Ela é paga além da PLR prevista na Convenção Coletiva da categoria, não é descontada do programa próprio de remuneração variável do banco (Agir) e tem distribuição linear, ou seja, todos os trabalhadores recebem o mesmo valor, não importando seu salário, o que é uma bandeira do movimento sindical cutista", explica.

Fonte: Contraf/CUT

21 julho 2008

Bancários do Estado de São Paulo aprovam índice de 13,23%

Cerca de 400 delegados, representantes dos quinze sindicatos filiados à Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo (FETEC/CUT-SP) estiveram presentes, neste sábado (19), em São Paulo, durante a 10ª Conferência Estadual dos Bancários. Desafios da campanha, consultas realizadas junto aos bancários e apresentação de propostas para os eixos foram os temas contemplados no evento.

Os delegados da Conferência discutiram e deliberaram propostas para os eixos “Emprego” e “Remuneração”. Também foram definidas as “Estratégias” que serão utilizadas pelas trabalhadores do ramo financeiro durante as negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Na mesa de “Emprego”, as deliberações a serem encaminhadas à 10ª Conferência Nacional foram: o cumprimento da jornada de trabalho, a redução da jornada de trabalho para 5h, com dois turnos de trabalho e ampliação no horário de atendimento bancário, garantia de emprego. Com relação a contratação de mais funcionários, os bancários querem que se estabeleça um efetivo mínimo para o atendimento, em especial nas agências.

O movimento sindical bancário também vai negociar junto à Fenaban o programa de Aprendizagem, onde as contratações no sistema financeiro devem estabelecer como idade máxima 18 anos, com garantias dos direitos e benefícios da categoria bancária. Os trabalhadores do ramo financeiro ainda vão intensificar a campanha pela Ratificação da Convenção 158 da OIT

Já na mesa que tratou de “Remuneração”, os delegados priorizaram as seguintes reivindicações: valorização do piso da categoria, levando em consideração o mínimo estabelecido pelo Dieese de R$ 2.072,00 para o ingresso de escriturários e PLR (Participação dos Lucros e Resultados) maior. Ainda dentro dessa discussão, o que se propõe é um PCS (Plano de Carreira e Salários) para todos os bancários, independente de ser funcionário de banco público ou privado.

Em relação aos benefícios, os delegados definiram que tanto a cesta-alimentação quanto o vale-refeição tenham um reajuste maior, considerando que a inflação de alimentos está mais elevada que outros indicadores. “Já na discussão da contratação da Remuneração Total, foi aprovada uma estratégia de incorporar parcelas da remuneração variável à remuneração fixa do trabalhador.

Por fim, os delegados definiram um índice de 13,23% a ser reivindicado nesta campanha, que refere-se a inflação de 7,83%, projetada para o período de setembro de 2007 a agosto de 2008, mais 5% de aumento real de salário.

A última mesa da Conferência Estadual tratou das “Estratégias”, sendo os pontos em destaque, a manutenção da Campanha Nacional Unificada, com mesas concomitantes para debates de questões específicas, e a unidade do Comando Nacional, convidando todas as Centrais Sindicais a comporem a mesa de negociação com a Fenaban.

Delegação paulista - No final do encontro foram eleitos os 239 delegados do Estado de São Paulo para a 10ª Conferência Nacional dos Bancários, que será realizada entre os dias 25 a 29 de julho, no Hotel Holiday Inn, em São Paulo.

Bancários querem qualidade de vida e respeito nas relações humanas

Durante a Conferência, os delegados debateram e deliberaram reivindicações sobre “Igualdade de Oportunidades” e “Saúde e Condições de Trabalho” que serão encaminhadas à 10ª Conferência Nacional.

Dentre as propostas sugeridas pelos delegados no eixo “Igualdade de oportunidades” destacam-se: o cumprimento da lei de cotas para trabalhadores com deficiência, com condições adequadas para desenvolver o trabalho, a garantia de igualdade de oportunidades para todos, extensão dos direitos e benefícios para casais homoafetivos.

Os bancários também vão reivindicar a ampliação da licença maternidade para 180 dias, assim como a ampliação do período de amamentação. “Além disso, foi deliberada a ampliação da licença paternidade de 5 para 10 dias, quando do nascimento do filho e a instituição de licença paternidade de 180 dias a ser gozada pós-licença maternidade (quando a mulher volta a trabalhar o pai sai por 180 dias)”, destaca Maria Izabel da Silva, diretora de Políticas Sociais da FETEC/CUT-SP.

Já no eixo “Saúde e Condições de Trabalho” serão prioridades desta campanha nacional: a luta pelo fim das metas abusivas, o combate à violência organizacional do trabalho, especialmente em relação ao assédio moral, isonomia de direitos e condições adequadas de trabalho no que se refere a estrutura e a quantidade de funcionários. Plano de saúde e programas de prevenção também foram temas amplamente discutidos.


Consultas - As consultas realizadas junto aos bancários nas bases dos sindicatos, tiveram uma média de 6 mil respostas no interior do estado e 7 mil na capital paulista.

Dentre as cláusulas econômicas, os bancários priorizaram aumento real, seguido por PLR maior e abono. Nas cláusulas sociais, a categoria deu ênfase ao aumento do vale alimentação, seguido por garantia de emprego, auxílio educação e auxílio creche. Em Saúde e Condições de Trabalho, os trabalhadores responderam que querem discutir metas abusivas, seguido de fim do assédio moral e violência organizacional e isonomia de direitos. No que se refere ao índice, a maioria dos bancários optou pela média de 15% a 10%. Já no que se refere a participação dos trabalhadores durante a campanha nacional, a maioria disse que participará das Assembléias, seguido por Dia de Protesto e Greve.

Carta do Presidente do BB sobre incorporação com a Nossa Caixa

Confira no link abaixo a carta enviada enviada pelo Presidente do BB e BNC ao deputado David Zaia, onde explicam quais serão os procedimentos necessários à incorporação, em caso de sua concretização.

www.bancariostaubate.com.br/arquivos/carta do bb.pdf

17 julho 2008

Bancários realizam 10ª Conferência Estadual neste sábado

Os 370 delegados eleitos nas Conferências Regionais, no decorrer do mês de julho, estarão representando 15 sindicatos filiados a Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC/CUT-SP) durante a 10ª Conferência Estadual dos Bancários. O evento acontece neste sábado, dia 19, no Hotel Braston,localizado na rua Martins Fontes, 330, São Paulo.

A Conferência Estadual é considerada pela categoria paulista como a largada para uma Campanha Nacional vitoriosa. Nela valoriza-se os espaços democráticos para a construção das reivindicações, de forma unificada.

O diretor do Sindicato dos Bancários de Taubaté e Região, Luis Antonio Toledo, ressalta que a campanha nacional é um processo de construção de ações estratégicas e as plenárias regionais foram os pilares de sustentação e fortalecimento dessas ações. Para ele, os destaques deste ano são: o fim das metas abusivas, do assédio moral e a participação mais justa nos lucros dos bancos.

Esperamos que os delegados eleitos para a 10ª Conferência Estadual tenham, durante as discussões, a compreensão de que e a unicidade dos objetivos será a nossa maior força na campanha deste ano”, conclui Luis Antonio (Alemão).

Começamos com os sindicatos realizando consultas em suas bases e reuniões nos locais de trabalho para sabermos a opinião dos bancários”, afirma Pedro Sardi, secretário geral da FETEC-SP, ao lembrar que foram realizadas as Conferências Regionais e também diversos debates nos sindicatos sobre as estratégias de campanha.

Nas consultas, os bancários de todo o Estado apontaram como bandeiras de luta para este ano: aumento real de salários, PLR maior e descomplicada, melhores condições de trabalho, fim das metas abusivas, reafirmação da Campanha Unificada, entre outros temas.

Para a presidente o Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, Paulo Santos de Mendonça a 10ª Conferência Estadual precisa ser, acima de tudo, objetiva. “Precisamos tirar desse encontro propostas viáveis, pois o enfrentamento com os bancos sempre é um processo muito difícil”, comenta.

Calendário da Campanha Nacional 2008

Conferência Estadual
Dia 19 de julho

Conferência Nacional
Dia 25 de julho, das 9h às 18h
- Encontro temático sobre Segurança Bancária
- Encontro temático sobre Saúde
- Encontro temático sobre Remuneração

Dias 26 e 27 de julho, das 9h às 18h
- Plenária conjunta, definição da pauta de reivindicações

Dias 28 e 29 de julho, das 9h às 18h
- Encontros de bancos privados, estaduais, federalizados e regionais
- 19º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil
- 24º Congresso dos Empregados da Caixa Econômica Federal

Michele Amorim

14 julho 2008

Encontro da Nossa Caixa mobiliza mais 3 mil bancários

O Encontro Nacional dos Funcionários do Banco Nossa Caixa foi marcado pela postura de resistência e unidade. Mais de 3 mil bancários reafirmaram num só coro que estão mobilizados e dispostos a lutar pela garantia de empregos, direitos e a manutenção do caráter público do banco paulista. O evento aconteceu neste sábado, dia 12, no Ginásio da Portuguesa, em São Paulo.


Na abertura do encontro, líderes sindicais de diferentes entidades representativas falaram da luta que o movimento sindical tem travado contra as privatizações. Expuseram ainda a importância do banco Nossa Caixa que promove políticas de inclusão com o objetivo de fortalecer o Estado e lembraram da necessidade da categoria manter-se unida neste momento de incertezas.


Os representantes do Comando Nacional dos Funcionários da Nossa Caixa, por sua vez, apresentaram um panorama de como andam as negociações entre os dois bancos, no que se refere a prazos e trâmites legais, bem como a luta o movimento sindical de fazer valer as reivindicações dos trabalhadores.


No final do encontro os participantes aprovaram, por unanimidade:

  • Manutenção do caráter público do banco Nossa Caixa
  • Garantia de empregos
  • Garantia da manutenção dos direitos de todos os funcionários da Nossa Caixa
  • Negociação permanente com o movimento sindical, antes, durante e depois de um eventual processo de fusão com o banco do Brasil
  • Mobilização permanente
  • Fim dos concursos externos
  • Respeito ao Economus
  • Manutenção dos termos atuais da assistência média
  • Manutenção do PCS da Nossa Caixa

Reunião do Comando – O Comando Nacional dos Funcionários da Nossa Caixa se reunirá nesta terça-feira (15), às 14h, para definir o calendário de luta. O local do encontro ainda será confirmado.


Fonte: Michele Amorim - Fetec/SP

10 julho 2008

Caso Alston coloca aliado de Alckmin na mira

Segundo os jornais de grande circulação que repercutem o caso Alstom, investigadores têm novas pistas sobre o elo entre políticos tucanos e a Alstom no pagamento de propinas. O caso pode ser uma 'pedra no sapato' de Geraldo Alckmin, porque parte das investigações do MP mira o período em que o tucano governou o Estado. O vereador do PSDB em São Paulo, Tião Farias, ex-chefe de gabinete do governo Mário Covas, é suspeito de ser o responsável por transformar o suborno da Alstom em caixa de campanha do PSDB.

O vereador do PSDB em São Paulo, Tião Farias, ex-chefe de gabinete do governo Mário Covas, recebeu em 2002 doação eleitoral do empresário Romeu Pinto Júnior, apontado por autoridades da Suíça como dono da MCA Uruguay, offshore que teria recebido R$ 8,7 milhões para enviar a empresas que prestaram serviços fictícios em contratos firmados pelo grupo Alstom no Brasil como o governo do Estado de São Paulo.

A multinacional é investigada por suposto pagamento de propina para obter contratos no governo tucano em São Paulo. Farias, que em 2002 tentou se eleger deputado estadual, é aliado de Geraldo Alckmin, e foi o único dos 12 parlamentares do partido na Capital a defender a candidatura do ex-governador à Prefeitura.

Nos documentos aparecem apenas as iniciais dos nomes, com referências a um "ex-secretário do governador", supostamente encarregado de intermediar a negociação das "gratificações ilícitas" pagas a pessoas ligadas ao governo entre 1988 e 2001. Outros documentos mencionam que a propina tinha como destino o "partido no poder" em São Paulo - o PSDB -, além do TCE e a Secretaria de Energia.

A doação a Farias, que comandou o gabinete de Marinho, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em nome de Romeu Alves Pinto Júnior, no valor de R$ 1 mil. Ao Ministério Público, Romeu negou ser dono da MCA Uruguay, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas. Ele disse que possui empresa homônima no Brasil. Farias informou que desconhece Romeu. A doação, diz ele, foi pela compra de convite para jantar de campanha.

Bomba-relógio para Alckmin

O caso Alstom pode ser 'pedra no sapato' de Geraldo Alckmin. Parte das investigações do MP mira o período em que o tucano governou o Estado. Apoiadores de Gilberto Kassab (DEM) ironizam o tucano, alegando que ele pode ser chamado de "Geraldo Alstom".

Alckmin nega irregularidades e diz que deve haver apuração. Mas, ao mesmo tempo, se manifestou contra CPI do caso na Assembléia, por não haver "fato concreto".

O código "Neves" (revista Época)

Uma das principais peças da investigação é um memorando manuscrito em francês por um executivo da Alstom. Nele, é identificada a rota das propinas. O dinheiro iria para integrantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE), funcionários da Secretaria de Energia e ainda para o caixa do PSDB. Na descrição dos intermediários da propina, o executivo da Alstom, em seu memorando, usou vários códigos. Entre eles constam "RM", "CM", "Splendor" e "Neves".

Os investigadores acreditam já ter identificado três desses códigos. O tal "RM" seria Robson Marinho, ex-secretário da Casa Civil do governo Covas e atual conselheiro do TCE. "CM" seria Cláudio Mendes, um sociólogo que atuou como lobista de empresas da área de energia junto ao governo paulista entre o fim dos anos 80 e 2004. "Splendor" é uma das seis offshore (empresas de fachada instaladas em paraísos fiscais no exterior) por onde também teriam sido feitos pagamentos da propina pela Alstom, segundo documentos do MP da Suíça. Segundo o memorando, a corrupção estaria relacionada a um contrato de R$ 101 milhões da Eletropaulo, a antiga estatal de energia, privatizada em 1998, com o grupo Alstom. Robson Marinho e Cláudio Mendes negam que tenham intermediado ou recebido propinas. E quanto ao código "Neves"? Os investigadores acreditam que era a pessoa responsável por transformar o suborno da Alstom em caixa de campanha do PSDB. O memorando do executivo da Alstom é de 21 de outubro de 1997. Nele, "Neves" aparece ao lado da cifra "8,5%", suposto valor da propina.

Os investigadores acreditam que darão um passo para elucidar o código "Neves" quando destrincharem o envolvimento do vereador paulistano Tião Farias (PSDB) com a história. Farias não é citado nos documentos da Suíça, mas tem ligações com várias pessoas investigadas no caso. Além de ter sido um dos assessores mais próximos de Mário Covas, foi secretário-adjunto de Robson Marinho na Casa Civil. Em 2002, quando concorreu a um mandato de deputado estadual, Farias recebeu doações dos empresários Romeu Pinto Júnior e Sabino Indelicato, citados nos documentos suíços. Pinto Júnior é acusado de ser o dono da MCA Uruguay, outra offshore supostamente usada como canal de propinas. Indelicato é dono da Acqua Lux Engenharia, suspeita de operar o esquema de propina da Alstom por meio de contratos de consultoria de fachada.

ENTENDA O CASO ALTOM

Ao apreender documentos da Alstom, o Ministério Público da Suíça descobre documentos que fazem referência a um suposto pagamento de propina para que a multinacional ganhasse contratos no governo do Estado, desde 1995 nas mãos do PSDB

As anotações citam as siglas R.M. e C.M., que seriam Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, e Cláudio Mendes, que atua na área de energia

Há suspeitas de propina envolvendo contratos no Metrô e Eletropaulo. Empresas prestadoras de serviço seriam usadas para repasse de "remuneração" às partes envolvidas no esquema

Ao todo, a Alstom teria repassado R$ 13,5 milhões a offshores que integrariam o esquema.

Deputados dizem não à proteção ao emprego

Comissão rejeita Convenção 158 da OIT. Saiba quem não quer proteger o seu emprego

A rejeição da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados escancarou o nome de pelo menos 20 deputados que não têm compromisso com os trabalhadores. A norma tem como fundamento fortalecer os mecanismos que proteção ao emprego ao dificultar as demissões imotivadas.

A Convenção 158 da OIT é de interesse de todos os trabalhadores. O congresso não está antenado com os direitos necessários à maioria da população.

Votaram pela rejeição os deputados Édio Lopes (PMDB/RR), George Hilton (PP/MG), Ibsen Pinheiro (PMDB/RS), Márcio Reinaldo Moreira (PP/MG), Antonio Carlos Pannunzio (PSDB/SP), Bruno Araújo (PSDB/PE), Claudio Cajado (DEM/BA), Raul Jungmann (PPS/PE), Eduardo Lopes (PSB/RJ), Marcondes Gadelha (PSB/PB), Luciana Costa (PR/SP), Marcelo Itagiba (PMDB/RJ), Paes Landim (PTB/PI), Regis de Oliveira (PSC/SP), Arnaldo Madeira (PSDB/SP), Bruno Rodrigues (PSDB/PE), Walter Ihoshi (DEM/SP), William Woo (PSDB/SP), Júlio Delgado (PSB/MG) e Fernando Gabeira (PV/RJ).

Apenas o deputado Nilson Mourão (PT-AC) se colocou contra a rejeição.

Trâmite - Como foi a primeira vez que a comissão rejeitou uma proposta, não há consenso entre os seus membros do trâmite da matéria, enviada diretamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em fevereiro por meio da Mensagem 59/08. O relator Júlio Delgado pediu o seu arquivamento, entretanto o chefe da assessoria jurídica da Secretaria-Geral da Casa, Fernando Sabóia, assegura que isso não irá acontecer e que a mensagem vai para as comissões de Trabalho e de Comissão de Justiça.

Gaveta - A Convenção 158 foi criada em 1982 e está em vigor em 34 países. O Brasil não é um deles, mas chegou a ser signatário do texto entre abril e novembro de 1996, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso(PSDB), por pressão da Confederação Nacional da Indústria (CNI), denunciou a convenção, ou seja, decretou que ela deixaria de vigorar para os trabalhadores brasileiros.

08 julho 2008

Sindicato organiza participação no Encontro Nacional da Nossa Caixa

Próximo dia 12 tem Encontro Nacional da Nossa Caixa em São Paulo e o Sindicato garante ônibus para os bancários. Reserve já seu lugar!

O Encontro Nacional aberto aos funcionários da Nossa Caixa tem um tema principal a ser discutido este ano: as negociações sobre a incorporação do Banco do Brasil e o Banco Nossa Caixa. O encontro será realizado no sábado, 12 de julho, a partir das 10h, no Ginásio da Portuguesa (Rua Comendador Nestor Pereira, nº 33, Canindé, São Paulo/SP).

Na negociação do Sindicato com o BB, no último dia 26 de junho, a direção da empresa frustrou os sindicatos ao não apresentar documento onde formalizaria a garantia de emprego caso se concretize a incorporação da Nossa Caixa. Portanto, a garantia de emprego aos funcionários do Banco Nossa Caixa, é informal.


O Conselho de Administração da Nossa Caixa também deixou os bancários apreensivos ao não decidir, na reunião ocorrida também na quinta, dia 26, se atenderia ou não à reivindicação do Sindicato de suspender as demissões enquanto perdurarem as negociações com o BB.

Temos que realizar um grande encontro no dia 12 para mostrar nossa força às direções do BB e da Nossa Caixa. Somente teremos garantia de emprego e preservação de nossos direitos se a direção do Banco do Brasil e da Nossa Caixa formalizar por escrito do contrario o funcionalismo da Nossa Caixa pode se sentir ameaçados.

Portanto é necessário que cada funcionário fortaleça a mobilização para mostrar que estamos dispostos a lutar por nossos direitos e empregos.

Para garantir sua vaga no onibus, procure o Sindicato dos Bancários ou seu representante!


SEDE: Rua Dr. Silva Barros, 248 centro Taubaté tel. 12 3621-9751 - www.bancariostaubate.com.br

07 julho 2008

Regional 5 discute estratégias da Campanha Nacional 2008

Cerca de 80 dirigentes das bases sindicais de Taubaté, Guarulhos e Mogi das Cruzes estiveram presentes na Plenária da Regional 5, no dia 05 de julho, em Arujá. O objetivo da conferência, que acontece em todas as regionais da FETEC-SP neste mês de julho, é discutir as estratégias e os eixos da Campanha Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro 2008.

Confira fotos da Conferência

Na ocasião, os bancários reafirmaram a importância da Campanha Nacional Unificada, apresentaram propostas para a campanha de mídia e também propostas de alteração e inclusão de temas na minuta de negociação como, por exemplo, em relação à PLR, Auxilio Alimentação, Auxílio Vestuário, Vale Transportes, Auxílio Creche Babá, entre outros pontos.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Taubaté, Luis Antonio da Silva, a plenária foi importante para reafirmar as principais demandas da categoria na campanha desse ano. "O fim das metas abusivas, do assédio moral e a participação mais justa nos lucros dos bancos, são algumas das prioridades que os bancários devem lutar nesta campanha", afirma.

Confira fotos da Conferência

02 julho 2008

Sindicato organiza participação no Encontro Nacional da Nossa Caixa

Próximo dia 12 tem Encontro Nacional da Nossa Caixa em São Paulo e o Sindicato garante ônibus para os bancários. Reserve já seu lugar!

O Encontro Nacional aberto aos funcionários da Nossa Caixa tem um tema principal a ser discutido este ano: as negociações sobre a incorporação do Banco do Brasil e o Banco Nossa Caixa. O encontro será realizado no sábado, 12 de julho, a partir das 10h, no Ginásio da Portuguesa (Rua Comendador Nestor Pereira, nº 33, Canindé, São Paulo/SP).

Na negociação do Sindicato com o BB, no último dia 26 de junho, a direção da empresa frustrou os sindicatos ao não apresentar documento onde formalizaria a garantia de emprego caso se concretize a incorporação da Nossa Caixa. Portanto, a garantia de emprego aos funcionários do Banco Nossa Caixa, é informal.


O Conselho de Administração da Nossa Caixa também deixou os bancários apreensivos ao não decidir, na reunião ocorrida também na quinta, dia 26, se atenderia ou não à reivindicação do Sindicato de suspender as demissões enquanto perdurarem as negociações com o BB.

Temos que realizar um grande encontro no dia 12 para mostrar nossa força às direções do BB e da Nossa Caixa. Somente teremos garantia de emprego e preservação de nossos direitos se a direção do Banco do Brasil e da Nossa Caixa formalizar por escrito do contrario o funcionalismo da Nossa Caixa pode se sentir ameaçados.

Portanto é necessário que cada funcionário fortaleça a mobilização para mostrar que estamos dispostos a lutar por nossos direitos e empregos.

Para garantir sua vaga no onibus, procure o Sindicato dos Bancários ou seu representante!


SEDE: Rua Dr. Silva Barros, 248 centro Taubaté tel. 12 3621-9751 - www.bancariostaubate.com.br


01 julho 2008

Funcionária da Taií ganha na Justiça condição de bancária

A Justiça do Trabalho de Bragança Paulista, interior de São Paulo, reconheceu a condição de bancária de uma ex-empregada da Taíi, financeira do Itaú, em ação movida pelo sindicato dos bancários daquela cidade. O banco ainda pode recorrer.

A condenação imposta determina o pagamento de diferenças salariais com base no piso dos bancários, adicional por tempo de serviço, auxílio-refeição, ajuda-alimentação, anuênio, indenização adicional, auxílios creche e babá, participação nos lucros e resultados, horas extras excedentes à 6ª diária com reflexos legais e pagamento de despesas para requalificação profissional da ex-empregada.

Na decisão, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª região entendeu que a trabalhadora realizava tarefas típicas de bancário, envolvendo diretamente os produtos do Itaú. Também foi destacada que a própria relação de emprego era voltada ao imediato benefício do banco.

Fonte: André Rossi com Contraf-CUT - 30/06/2008