23 setembro 2009

Bancários aprovam greve geral por tempo indeterminado em todo páis

Os sindicatos dos bancários realizaram assembléia em todo o país, na noite desta quarta-feira (23), e aprovaram greve nacional por tempo indeterminado em todos os bancos a partir desta quarta (24).


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O Sindicato de Taubaté e Região contou com a presença de mais de 100 bancários (as) na Assembléia local, que teve início as 19h na sede da entidade em Taubaté. A decisão pela greve acontece depois de cinco rodadas de negociações sem nenhuma proposta que contemple as reivindicações da categoria.

Mesmo os bancos obtendo os maiores lucros de toda a economia brasileira no primeiro semestre, a última proposta, que foi rejeitada pelo Comando Nacional no dia 17, foi considerada um insulto aos trabalhadores, pois não contém aumento real de salário, diminui em vez de aumentar o valor da PLR e ignora as reivindicações sobre valorização dos pisos salariais, garantia de emprego e melhoria das condições de saúde e segurança.

O Comando Nacional é composto pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), nove federações e 134 sindicatos de bancários, que representam 400 mil dos 470 mil bancários do país.

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Por que os bancários vão à greve?


Reajuste de 10% do salário. Os bancos ofereceram 4,5%, apenas a reposição da inflação.

Bancos querem reduzir PLR para aumentar lucros. A proposta da Fenaban reduz a distribuição de até 15% (como foi no ano passado) para 5,5% do lucro líquido a parcela da PLR.

Valorização dos pisos salariais. A categoria reivindica pisos para portaria, escriturário, caixa, primeiro comissionado e primeiro gerente. Os bancos rejeitam a valorização dos pisos e propõem 4,5% de reajuste para todas as faixas salariais.


Preservação dos empregos e mais contratações. Seis dos maiores bancos do país estão passando por processos de fusão. Os bancários querem garantias de que não perderão postos de trabalho e exigem mais contratações para dar conta da crescente demanda de serviços e para reduzir as filas.

Mais saúde e melhores condições de trabalho. A enorme pressão por metas e o assédio moral são os piores problemas que a categoria enfrenta hoje, provocando sérios impactos na saúde física e psíquica. A Fenaban não fez proposta para combater essa situação e melhorar as condições de saúde e trabalho.

Os bancos também apresentaram proposta que diminui o auxílio-creche/babá de 83 para 71 meses, não valoriza o auxílio-refeição e a cesta-alimentação e ignoraram as reivindicações sobre segurança e previdência complementar para todos.

INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A GREVE E SOBRE O SINDICATO

SINDICATO DOS BANCÁRIOS E FINANCIÁRIOS DE TAUBATÉ E REGIÃO
Filiado à CUT, CONTRAF e FETEC

Sede:
Rua Dr. Silva Barros, 248 - Centro - Taubaté - Cep: 12010-020
Tel: 3633-5329 e 3621-9751

Cidade pertencentes à base do Sindicato: Taubaté, Pindamonhangaba, Tremembé, Caçapava, Ubatuba, São Luiz do Paraitinga, Natividade da Serra, Redenção da Serra, São Bento do Sapucaí, Santo Antonio do Pinhal, Moreira César, Roseira, Lagoinha

Bancos da Região: ABN, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Mercantil, Nossa Caixa, Santander, Sudameris e Unibanco

Número de Bancários: mais de 1.200 bancários na base, com cerca 53% de associados.

Bancários em algumas cidades (aproximadamente):
Ubatuba:120;
Pinda:200;
Caçapava:120;
Taubaté:600.

Outros Sindicatos dos Bancários na Região:
São José dos Campos
Contato: www.sjcbancarios.com.br
Guaratinguetá
Contato: Tel: (12) 3122-2260 | 3122-2700

Contatos úteis
Fetec/SP - Federação dos Bancários da CUT (11) 3361-4419
Contraf-CUT - Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (11) 3107-2767
Febraban - Federação Brasileira de Bancos: (11) 3244-9800

Contatos do Sindicato para entrevista:

- Luizão, Presidente do Sindicato: 9106-5243
- Alemão, Diretor do Sindicato: 9102-8754
- Valdir Aguiar, Diretor do Sindicato: 8133-9091

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18 setembro 2009

Bancários rejeitam proposta dos bancos e sinalizam greve a partir do dia 24

Os Bancários rejeitaram já na mesa de negociação a proposta rebaixada e insuficiente apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) nesta quinta-feira 17, uma vez que ela não contempla as principais reivindicações da categoria.

Reunido após a negociação, os Bancários solicitaram que os bancos apresentem nova proposta até a próxima quarta-feira, 23, para ser avaliada nas assembléias de todo o país. Caso os bancos mantenham esta proposta rebaixada, o a orientação é de deflagração de greve nacional por tempo indeterminado, em todos os bancos, a partir da quinta-feira dia 24.

Orientação do Sindicato: pelo sexto ano seguido os banqueiros parecem estar forçando os trabalhadores a fazerem greve, uma vez que a proposta do dia 17 é absurdamente baixa, o que deixa a categoria sem alternativas a não ser a greve.

Pelo andamento das negociações e pelo nível de desrespeito dos banqueiros com os trabalhadores, a possibilidade de GREVE é muita alta, e tudo indica que será uma paralisação longa. O Sindicato orienta aos clientes que procurem os bancos antes do dia 24/09 para retirada de talões de cheque e cartões, uma vez que a greve dos bancários deve coincidir com o período de pagamentos.

Assembléia: O Sindicato realiza na próxima quarta-feira 23 uma Assembléia Geral com os trabalhadores para deliberar sobre a greve. Não podemos aceitar esse desrespeito de braços cruzados. "Vamos juntos participar da Assembléia no dia 23 e se não houver melhora na proposta, a única alternativa dos bancários é a greve", convoca Luizão, Presidente do Sindicato.

Assembléia Geral Extraordinária
DIA: 23/09/2009 - quarta-feira A partir das 19h
Local: Sede do Sindicato dos Bancários
Rua: Dr. Silva Barros, 248 – Centro – Tel: 3633-5329

Proposta absurda da Fenaban é um insulto à categoria

Reajuste: 4,5%.

PLR

a) Parcela em número de salários: 1,5 salário reajustado limitado ao valor individual de R$ 10.000 e limitado a 4% do lucro líquido de 2009, o que ocorrer primeiro.

b) Parcela linear: 1,5% do lucro líquido, distribuído linearmente, limitado ao valor individual de R$ 1.500,00.

Condições: Os bancos que tiverem prejuízo em 2009 não pagarão PLR. O valor poderá ser compensado dos planos próprios de participação em lucros ou resultados.

Salário de ingresso

Portaria: R$ 673,71.
Escritório: R$ 966,20.
Caixa: R$ 1.252,03.

Salário após 90 dias
Portaria: R$ 738,00.
Escritório: R$ 1.059,25.
Caixa: R$ 1.480,24.

Anuênio: R$ 16,35.
Gratificação de compensador de cheques: R$ 93,13.
Auxílio refeição: R$ 16,63.
Auxílio cesta-alimentação: R$ 285,21.
13ª cesta-alimentação: R$ 285,21.
Auxílio-creche/babá: R$ 285,00 (até 71 meses).
Auxílio-funeral: R$ 549,89.
Ajuda de deslocamento noturno: R$ 57,39.
Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto: R$ 81.998,61.
Requalificação profissional: R$ 819,52.

Veja as principais reivindicações dos bancários:

- Reajuste salarial de 10% (reposição da inflação mais aumento real).

- Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 3.850.

- Valorização dos pisos:
Portaria: R$ 1.432.
Escriturário: R$ 2.047 (salário mínimo do Dieese).
Caixa: R$ 2.763,45.
Primeiro comissionado: R$ 3.477,00.
Primeiro gerente: R$4. 605,73.

- Auxílio-refeição: R$ 19,25.

- Cesta-alimentação: R$ 465,00 (um salário mínimo).

- 13ª cesta-alimentação: R$ 465,00.

- Auxílio-creche/babá: R$ 465,00.

- Fim das metas abusivas e do assédio moral.

- Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) em todos os bancos, negociado com as entidades sindicais.

- Contratação da remuneração total, inclusive a parte variável, com a incorporação dos valores aos salários e reflexo em todos os direitos (13º, férias e aposentadoria) - com o objetivo de acabar com as metas abusivas.

- Garantia de emprego, fim das terceirizações, mais contratações e aplicação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que inibe demissões imotivadas.

- Segurança contra assaltos e sequestros, com a retomada imediata da Comissão de Segurança Bancária, proibição ao transporte de valores pelos bancários e adicional de risco de vida.

- Auxílio-educação para todos.

- Ampliação da licença-maternidade para seis meses.

- Planos de previdência complementar para todos os bancários.

Fonte: Contraf-CUT

10 setembro 2009

Seminário Interdito Proibitório X Direito de Greve

PARA ESPECIALISTAS, INTERDITO PROIBITÓRIO FERE DIREITO CONSTITUCIONAL DE GREVE

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), o Sindicato dos Bancários de São Paulo e a Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito de São Paulo (Fetec-SP), realizaram, no dia 24 de agosto, o Seminário "Interdito Proibitório x Direito de Greve", que reuniu dirigentes sindicais de várias categorias de trabalhadores, o presidente da OAB nacional e representantes do Tribunal Superior do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e Anamatra, além de parlamentares - que foram unânimes em condenar o uso do interdito proibitório contra as mobilizações dos trabalhadores, considerado uma afronta ao direito constitucional de greve.

DEBATER A QUESTÃO COM OS MINISTROS DO TST

O ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Vantuil Abdala, elogiou os bancários, que afirmou serem "a categoria mais desenvolvida do país", e exemplo para os demais trabalhadores. Discutindo a questão do interdito, o magistrado afirmou que o brasileiro não tem "espírito associativo", o que diminui a participação dos trabalhadores.

"Por que é necessário convencer os trabalhadores a aderirem à greve? Eles não deveriam seguir a decisão da maioria na assembléia? É ininteligível que se debata uma greve numa assembléia e alguns membros da categoria vão trabalhar, alegando a ilegalidade do movimento", afirma.

O jurista explicou que, após a decisão da assembléia pela greve, o direito individual de ir trabalhar não se sobrepõe ao direito da luta coletiva. Abdala citou o jurista Márcio Túlio Viana, que afirmou: "Ao exercer o seu suposto direito, o fura-greve dificulta ou inviabiliza o direito real da maioria. O que faz não é apenas trabalhar, mas - com o perdão do trocadilho infame - atrapalhar o movimento. Ele realmente fura a greve, como se abrisse um buraco num cano de água. (...) Ele luta contra os que lutam por um novo e maior direito; esvazia o sindicato, dificulta a convenção coletiva e fere o ideal de pluralismo jurídico e político."

O jurista destacou a situação dos Estados Unidos, onde apenas cerca de 17% dos trabalhadores são sindicalizados, mas mesmo assim as entidades possuem grande força na negociação com as empresas. "A lei americana prevê sanções fortíssimas contra práticas anti-sindicais, o que faz com que os empregadores tenham muito cuidado", afirma.

"No Brasil, as mobilizações e o convencimento são quase atos de legítima defesa contra a pressão que os empregadores fazem contra os trabalhadores. E nunca se viu uma punição para um empregador por prática anti-sindical", afirma.

Abdala propôs a realização de um seminário junto aos ministros do TST, reunindo representantes das centrais sindicais e outros setores interessados, para discutir a questão do interdito proibitório. "O TST não tem vivência nem experiência no interdito porque o tema não era de competência da Justiça do Trabalho. Sugiro que façamos um congresso no TST com parlamentares, sindicatos, OIT para nós aprendermos", afirmou.

PRESSÃO SOBRE O STF

O presidente da OAB Nacional, Cezar Brito, disse que o abuso do interdito proibitório por parte dos bancos e da justiça deve-se à visão patrimonialista que ainda impera nas classes dominantes brasileiras, e por extensão no Judiciário. "A OAB está muito preocupada com as tentativas de criminalização dos movimentos sociais no Brasil e com a visão policialesca e conservadora que ganha cada vez mais força, inclusive no Primeiro Mundo", disse Brito.

Ele sugeriu que o movimento sindical e os movimentos sociais, além de fazerem a denúncia à OIT, devem juntar todos os processos envolvendo interdito proibitório no país e ocupar Brasília no dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) for discutir o tema, para mostrar que esse mecanismo jurídico está sendo empregado de forma equivocada para tolher o exercício constitucional do direito de greve.

"Poucos advogados e juízes hoje no Brasil são especialistas em direito coletivo. O movimento sindical precisa se mobilizar e ocupar esse vácuo, senão ele será ocupado pelos conservadores", aconselhou o presidente da OAB.

LUTAR CONTRA AS PRÁTICAS ANTI-SINDICAIS

Os debatedores Omar Afif, da Procuradoria Geral do Trabalho, e Flavio Landi, da Associação Nacional dos Magistrados (Anamatra XV) também criticaram o uso do interdito contra o direito de manifestação dos trabalhadores e defenderam mudanças nas relações entre capital e trabalho, incluindo a instituição de penas contra as ações anti-sindicais praticadas por empregadores.

Omar Afif destacou a diferença entre o direito de propriedade e o direito de posse, que torna impossível o uso do interdito. Ele explicou que a propriedade é exclusiva e ilimitada, enquanto a posse, que é tutelada pelo interdito, refere-se a usar, usufruir, dispor ou reaver. "O grevista não detém nenhum desses poderes", afirmou.

Ele salientou que o interdito só pode ser usado se houver ameaça à posse. "No caso do direito de greve não há receio de perda da posse. É o principal mecanismo do trabalhador de enfrentamento da força empresarial. Exercício justo e legítimo. Não há intenção de ocupação perpétua do estabelecimento. A maioria dos atos ocorre em local público, razão pela qual não cabe interdito", completou o procurador do Trabalho. "Interdito é prática anti-sindical porque atenta contra a prática fundamental dos sindicatos."

Flavio Landi, da Anamatra, enumerou os direitos que o interdito atropela: impede reunião em área pública, impede o direito à expressão do pensamento quando proíbe o uso de carro de som para convencimento dos trabalhadores sobre a importância do movimento, faz uso indevido da força policial.

Landi destacou que o uso do dispositivo vai contra a organização sindical, que é uma das quatro bandeiras da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Assim, fica o Brasil sujeito a denúncia e tem que responder aos questionamentos internacionais pelo desrespeito à livre organização sindical dos trabalhadores. "Mesmo o piquete eu sempre vi como manifestação. Enquanto for pacífico está protegido pela Constituição, que estabelece que a ordem econômica está adstrita à valorização do trabalho", afirmou.

GREVE É INSTRUMENTO DE REAÇÃO FRENTE AO PATRÃO

O deputado federal João Paulo Cunha atacou o interdito proibitório e defendeu a importância das ações dos sindicatos para informar e mobilizar os trabalhadores. "Numa base grande, como a do Sindicato dos Bancários de São Paulo, por exemplo, o fato de um bancário não comparecer à assembléia não quer dizer que ele não queira aderir à greve. O sindicato tem a obrigação de informar esse trabalhador, convencê-lo a participar do movimento", afirma.

"A greve é algo concreto. Não existe greve no papel, no planejamento, existe a greve de fato. Se alguém não quer que exista mobilização nos locais de trabalho, não quer que tenha greve, e isso é um direito fundamental", acrescenta.

Para João Paulo, mais grave do que os bancários fecharem uma agência é o patrão impedir o processo de negociação, que passa pelo direito de greve. "O patrão tem o direito de punir, demitir o trabalhador e seu único instrumento de reação é a greve. Mas quando você marca a greve para a semana que vem, seguindo as etapas previstas na lei, a empresa consegue uma liminar impedindo a mobilização", afirma o deputado.

"Queremos fazer uma audiência na Câmara e no Senado para avaliar se é possível tomar alguma medida sobre o interdito proibitório de forma que não atrapalhe o direito de greve", sustenta

DEMOCRATIZAR AS RELAÇÕES TRABALHISTAS

A secretária de Relações do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Denise Mota Dau lembrou que a luta da central por uma nova estrutura sindical no Brasil passa também pela democratização das relações de trabalho. "Estamos num momento de luta por ampliação de direitos, como a redução da jornada de trabalho, e a ratificação das convenções 151 e 158 da OIT. Mas estas conquistas não serão possíveis sem liberdade de organização sindical e direito de greve", afirma.

Ela lembrou a Proposta de Emenda Constitucional 368 de 2005, apresentada pelo então ministro do Trabalho e Emprego Ricardo Berzoini, que incluía avanços nas relações de trabalho e no direito de organização. "Não era um projeto ideal, porque tivemos que abrir mão de vários pontos na negociação, mas era um grande avanço, e não foi aprovada. Hoje, temos a Lei 7783, de 1989, que é muito pior e nem ela é cumprida corretamente, sendo derrubada com base em um instrumento legal que visa a proteção do patrimônio", afirma.

"O uso do interdito está associado à cultura autoritária que há no Brasil de tutela das organizações dos trabalhadores. Parte-se do princípio de que seremos sempre violentos. É uma visão atrasada, patrimonialista, que vem desde Getúlio Vargas", afirma Denise. "A CUT sempre teve como missão a criação de uma estrutura sindical, com negociação permanente, organização nos locais de trabalho, punição ao empregador que não negociar e às práticas anti-sindicais", afirma.

FORMALIZAR DENÚNCIA SOBRE O ABUSO DOS INTERDITOS

O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, informou que a entidade irá intensificar a luta para garantir o direito de greve, imprescindível para a defesa dos direitos dos trabalhadores. "Vamos formalizar denúncia sobre o abuso dos interditos proibitórios por parte dos bancos e da Justiça junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT", afirmou.

Cordeiro ressaltou o "abuso" dos bancos, tema da Campanha Salarial 2009, somando o uso do Interdito Proibitório como mais uma das irresponsabilidades cometidas para impedir a adesão dos trabalhadores ao direito de greve. "Este Seminário tem por objetivo cobrar do poder judiciário que os trabalhadores tenham seu direito de greve garantido. Para isto, estamos organizando documentos para fazer uma denúncia junto a Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre as práticas anti-sindicais dos bancos", afirmou.

"Além disso, vamos articular junto com a CUT a realização de um seminário em Brasília dirigido aos ministros do TST para esclarecer a posição dos trabalhadores a respeito desse recurso jurídico que está sendo empregado para tolher o direito constitucional de greve", acrescentou.

O presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino, lembrou do primeiro interdito proibitório, realizado junto ao então Banco Bandeirantes com a tese de que o movimento sindical estava ocupando e destruindo o patrimônio privado da instituição financeira. Porém, a ação gravada e registrada deixou claro que o objetivo dos dirigentes sindicais era estabelecer o diálogo com os trabalhadores e informar sobre a Campanha Salarial. "A tese foi derrubada, mas é um fato que deixa claro o conflito existente entre patrões e empregados", diz.

Segundo Marcolino, as discussões sobre o tema iniciadas em 1994 eram mais de caráter reflexivo, o que precisou ser revisto após a ação deste primeiro interdito. "Os bancos vêm se aperfeiçoando nas técnicas do interdito proibitório, fazendo uso do aparato policial e do oficial de justiça. Nas últimas decisões, nem mesmo ficar em frente às empresas está sendo permitido", diz. "Estamos amparados sobre uma decisão legal que é a do direito de greve, por isso que este seminário está sendo feito com o judiciário e os trabalhadores para que a lei valha em todo o país e para todas as pessoas", complementa.

Contraf-CUT
Edição do Sindicato dos Bancários da Paraíba

Fenaban enrola de novo e não apresenta proposta aos bancários

Após seis horas de discussões durante a quarta rodada de negociações, ocorrida nesta quarta-feira, dia 9, em São Paulo, a Fenaban mais uma vez não apresentou proposta para o Comando Nacional dos Bancários sobre as reivindicações de saúde e condições de trabalho, segurança bancária e igualdade de oportunidades, dentre outras. Os bancos repetiram a postura adotada nas duas rodadas anteriores em relação às demandas sobre emprego e remuneração. Eles marcaram nova reunião para a próxima quinta-feira, dia 17, e disseram que nessa data pretendem fazer uma proposta global para a categoria.

"Em todas as rodadas de negociação insistimos que, além das questões econômicas, os bancários exigem garantias de proteção ao emprego, melhorias das condições de trabalho, adoção de medidas para combater o assédio moral e as metas abusivas, mais segurança e iniciativas que promovam a igualdade de oportunidades", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Diante da postura dos bancos até aqui, temos que ampliar a mobilização e a pressão para que apresentem na próxima negociação uma proposta que contemple as expectativas da categoria".

Veja os temas discutidos nesta quarta:

Saúde

1. Metas - os bancários cobraram o fim das metas abusivas. A Fenaban negou, limitando-se a discutir as distorções na forma de cobrança, mas não fez proposta para mudar essa realidade que gera adoecimento na categoria.

2. Assédio moral - os trabalhadores reafirmaram a necessidade de combater o assédio moral e a violência organizacional. A Fenaban insistiu em defender os assediadores, ao exigir o sigilo de seus nomes para uma "política de prevenção de conflitos no ambiente de trabalho", o que é inaceitável.

3. Reabilitação profissional - os bancários cobraram a implantação de um programa que garanta aos afastados, quando do retorno ao trabalho, condições que respeitem suas limitações funcionais, normalmente fruto do adoecimento em razão das péssimas condições de trabalho. A Fenaban afirmou que concorda com tal programa, desde que possa incluir também trabalhadores que ainda se encontram afastados, o que não se admite, pois isso forçaria a volta precoce de funcionários ainda em processo de recuperação da capacidade laboral.

4. Isonomia aos afastados por motivos de saúde - os bancários reivindicaram a manutenção por prazo indeterminado de todas as verbas salariais, além de outros direitos, tais como auxílio-alimentação, ticket, vale-transporte e PLR. A Fenaban disse que não é possível estender os direitos já previstos na convenção coletiva aos afastados.

5. Licença maternidade de 180 dias - o Comando defendeu a ampliação desse direito para todas as bancárias em todos os bancos. A Fenaban salientou que a proteção da maternidade é obrigação do Estado, mas ficou de estudar a questão.

Segurança Bancária

1. Comissão de Segurança Bancária - os bancários cobraram a retomada das reuniões que não ocorrem há vários anos. A Fenaban sinalizou com a volta dos trabalhos na segunda quinzena de novembro, com a participação de representantes das áreas de segurança dos bancos.

2. Transporte de valores - o Comando reivindicou a proibição aos bancários do transporte de valores, malotes e chaves do cofre e da agência, o que tem ocorrido em várias regiões do país, com assaltos e sequestros. A Fenaban negou, dizendo que, se isso for proibido, algumas agências teriam de ser fechadas.

3. Adicional de risco de vida - os bancários cobraram o pagamento de adicional de 40% do salário para quem trabalha em agências e postos, a exemplo de vários acordos coletivos de vigilantes, cujo risco é o mesmo. A Fenaban disse que isso não faz sentido, pois atingiria 70% dos trabalhadores, revelando que a preocupação não é a vida e sim o custo dos bancos.

Igualdade de Oportunidades

1. Mapa da diversidade - os bancários defenderam a inclusão de uma cláusula na convenção coletiva que garanta medidas de democratização do acesso e de políticas que eliminem todos os tipos de preconceito e discriminação nos locais de trabalho. A Fenaban alegou que não tem governança sobre o programa de valorização da diversidade, mas ficou de estudar uma forma de registrar as diretrizes na convenção.

2. Pessoas com deficiência - os bancários cobraram uma cláusula na convenção coletiva que garanta inclusão e capacitação para pessoas com deficiência nos bancos. A Fenaban negou, dizendo que já possui um programa que necessita de constantes ajustes.

3. Homoafetivos - o Comando defendeu igualdade de direitos para os casais homoafetivos. A Fenaban respondeu afirmando que há restrições legais para garantir igualdade de tratamento, mas irá verificar as travas.

Previdência Complementar

O Comando reivindicou planos de previdência complementar para todos os bancários. Muitos trabalhadores ainda não possuem esse direito que garante uma aposentadoria digna.

A Fenaban, no entanto, negou a reivindicação dos bancários, alegando que cada banco possui esse produto à venda e que, assim, não é possível colocar esse tema na convenção coletiva.

Fonte: Contraf-CUT

03 setembro 2009

Após três rodadas de negociação, nenhuma proposta dos banqueiros

Crédito: Susan Meire/Feeb SP-MS
A Fenaban mais uma vez frustrou a expectativa da categoria, na terceira rodada de negociação da campanha salarial realizada com o Comando Nacional dos Bancários nesta quarta-feira 2, em São Paulo. Os banqueiros não apresentaram proposta de índice de reajuste nem valores para tíquete-refeição, auxílio-creche/babá e cesta-alimentação. Apenas sinalizaram com a disposição de formatar um novo modelo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Apesar dos lucros de R$ 14,3 bilhões obtidos pelos 21 maiores bancos no primeiro semestre deste ano, os bancos se negaram até mesmo a garantir a reposição da inflação dos últimos 12 meses. Mais: a Fenaban disse que "a tendência de aumento real é muito pequena".

Desde 2004, com mobilizações e greves, os bancários vêm conquistando reajustes acima da inflação. "Não abrimos mão de aumento real nesta campanha e queremos discutir a recomposição do poder de compra de salários", destaca o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro.

Os bancários reafirmaram a necessidade de valorizar os pisos salariais. Defenderam também que, além dos escriturários e caixas, sejam criados pisos para o primeiro comissionado e o primeiro gerente. Mas a Fenaban não apresentou proposta, desrespeitando os trabalhadores.

Os banqueiros também se recusaram a discutir Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), auxílio-educação e remuneração variável para inclusão na convenção coletiva, alegando que são assuntos de cada instituição. Além disso, não fizeram proposta para o aumento das verbas de alimentação e da gratificação de caixa.

Novo modelo de PLR

Houve um único avanço nesta rodada de negociação. Os bancos aceitaram negociar um novo modelo de PLR, cujos parâmetros, no entanto, eles não apresentaram, limitando-se a dizer que o pagamento deve ter como base de cálculo o lucro do exercício. Eles concordaram com os bancários de que a PLR não pode ter como premissa a variação de crescimento do lucro em relação ao ano anterior.

Os bancários reforçaram a necessidade de não-desconto na PLR dos programas próprios de renda variável e de que seja simples, transparente, segura e perene. A categoria reivindica PLR de três salários mais R$ 3.850 fixos para cada trabalhador.

Cadê a proposta?

O Comando Nacional cobrou com insistência que os bancos apresentem propostas às reivindicações da categoria, inclusive sobre emprego, que foi tema da segunda rodada de negociação, ocorrida no dia 27 de agosto, mas a Fenaban se recusou. Os banqueiros afirmaram que pretendem formular uma proposta econômica somente após a quarta rodada, marcada para a próxima quarta-feira, dia 9 de setembro, sobre saúde, condições de trabalho e cláusulas sociais.

"Nós exigimos uma proposta global para os bancários sobre todos os temas em negociação, que envolve questões como emprego, aumento real, valorização dos pisos, PLR maior, saúde, segurança e condições de trabalho", cobrou o presidente da Contraf-CUT.

Mobilização

Após a avaliação da negociação, o Comando Nacional orientou os sindicatos e federações a intensificarem a mobilização da categoria, promovendo também atividades junto aos clientes e à população que sofrem igualmente com os abusos dos bancos.

Calendário de negociações

Sexta - dia 4 - Negociação específica com a Caixa
Quarta - dia 9 - Quarta rodada com a Fenaban (saúde, condições de trabalho e cláusulas sociais)
Sexta - dia 11 - Negociações específicas com o BB e a Caixa

O que os bancários querem

- Reajuste salarial de 10% (o que significa aumento real de cerca de 6%).
- PLR de três salários mais R$ 3.850.
- Valorização dos pisos salariais
- portaria: R$ 1.432,90
- escriturário: R$ 2.047,00
- caixa: R$ 2.763,45
- primeiro comissionado: R$ 3.447,80
- primeiro gerente: R$ 4.605,73
- Plano de cargos salários em todos os bancos.
- Inclusão na Convenção Coletiva também da parte variável da remuneração.
- Tíquete-refeição: R$ 19,25.
- Cesta-alimentação: R$ 465 (um salário mínimo)
- 13ª cesta-alimentação
- Auxílio-creche/babá: R$ 465

Fonte: Contraf-CUT

31 agosto 2009

Fenaban rejeita reivindicações de garantia do emprego e de mais contratações

Na segunda rodada de negociação da Campanha Nacional 2009, realizada nesta quinta-feira 27 em São Paulo, a Fenaban rejeitou todas as reivindicações apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários relativas ao emprego.

Os bancos se recusam a dar garantias de preservação dos postos de trabalho. Não aceitam discutir a contratação de mais trabalhadores nem mecanismos para garantir o cumprimento da jornada de 6 horas. E se negam a reconhecer a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe demissões imotivadas. Tampouco querem discutir a limitação de permanência máxima de 15 minutos nas filas das agências, o que obrigaria os bancos a contratarem mais bancários para melhorar o atendimento à população.


"Mostramos a pesquisa da Contraf-CUT/Dieese sobre a redução de postos de trabalho no primeiro semestre e todos os dados que revelam a sobrecarga de trabalho e a necessidade de os bancos contratarem mais bancários para dar conta da crescente demanda, mas a Fenaban rejeitou todas as nossas reivindicações", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "É um começo de negociação preocupante, que deve deixar os bancários em alerta e aponta para a necessidade de fortalecer a nossa mobilização para conquistar melhor qualidade de vida à categoria".

Pelo calendário de negociações definido na primeira rodada, ocorrida no dia 17, o próximo tema a ser discutido com os bancos, no dia 2 de setembro, será a remuneração da categoria, que inclui o índice de reajuste, a valorização dos pisos salariais, o novo modelo de PLR, a contratação da renda variável e demais cláusulas econômicas. No dia 9 de setembro a negociação se concentrará na saúde, segurança, condições de trabalho e cláusulas sociais.

Enquanto lucram, bancos fecham postos de trabalho

Pesquisa realizada pela Contraf-CUT e pelo Dieese, divulgada na terça-feira 25, mostra que os bancos fecharam 2.224 postos de trabalho no primeiro semestre de 2009 e estão usando a rotatividade para reduzir a média salarial dos bancários. As empresas financeiras desligaram 15.459 bancários, principalmente em razão das fusões, e contrataram 13.235 entre janeiro e junho. É uma inversão do que ocorreu no ano passado, quando houve um aumento de 8.754 novas vagas no mesmo período.

"Os bancos estão na contramão do movimento que a economia brasileira está seguindo. Enquanto os demais setores econômicos criaram 300 mil novos postos de trabalho no primeiro semestre com a retomada do crescimento, os bancos, que não sofreram nenhum impacto com a crise, estão fazendo o contrário", critica Carlos Cordeiro. "Isso é ainda mais injustificável quando sabemos que o sistema financeiro foi o que apresentou a maior rentabilidade de toda a economia no primeiro semestre, quando os 21 maiores bancos somaram lucro líquido de R$ 14,3 bilhões".

"Por isso os bancários querem incluir na Convenção Coletiva cláusulas de proteção ao emprego, em especial nos casos de fusões e incorporações, e pressionar os bancos a contratarem mais bancários para atender a crescente demanda e, assim, diminuir a pressão por obtenção de metas, melhorar o atendimento aos clientes e acabar com as filas", explica Carlos Cordeiro. "A preservação do emprego e a contratação de mais bancários são tão importantes para nós quanto a remuneração".

Ampliar as contratações

Os dados dos próprios bancos sobre a evolução dos negócios nos últimos anos revelam a necessidade de haver mais contratações. De 2004 a 2008, as operações de crédito dos seis maiores bancos (BB, Caixa, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander Real e HSBC) aumentaram de R$ 272 bilhões para R$ 680 bilhões - um salto de 149,3%, enquanto o número de funcionários dessas empresas cresceu em apenas 54 mil (13,3%).

Nesse mesmo período, as receitas de prestação de serviços desses mesmos bancos tiveram um aumento de 62,69% e as operações de crédito registraram 106% de crescimento. "Ao mesmo tempo, vem diminuindo o número de bancários nas agências, piorando o atendimento aos clientes e usuários e aumentando as filas", diz Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT. "Por isso a sobrecarga de trabalho é cada vez maior e a pressão por metas se torna insuportável. Os bancos precisam contratar mais bancários".

Na negociação desta quinta-feira, o Comando Nacional reivindicou da Fenaban que os bancos repassem aos sindicatos cópia dos dados sobre emprego e remuneração que são fornecidos ao Ministério do Trabalho, mas os representantes das empresas também negaram. "Como pode os bancos, que falam tanto em responsabilidade social e transparência, se recusarem a fornecer esses dados?", questiona Marcel.

Respeitar a Convenção 158 da OIT

A pesquisa Contraf-CUT/Dieese mostra ainda que os bancos estão utilizando as demissões para diminuir os salários dos bancários. Os desligados no primeiro semestre recebiam remuneração média de R$ 3.627,01. Já os contratados têm remuneração média de R$ 1.928,92, o que representa uma diferença de 46,82% - quase a metade.

Isso porque os desligamentos foram concentrados nos escalões hierárquicos superiores e as admissões ocorrem principalmente nos cargos iniciais da carreira. Esse movimento intensificou a tendência observada no mesmo período do ano passado, quando a diferença entre os salários médios dos bancários contratados e desligados foi de 38,02%.

"É a famigerada rotatividade que prejudica todos os trabalhadores do país. A pesquisa mostra que 61,3% dos bancários que deixaram os bancos foram demitidos sem justa causa e apenas 4% demitidos por justa causa. Para combater essa injustiça defendemos, junto com a CUT, a ratificação pelo governo federal e pelo Congresso Nacional da Convenção 158 da OIT, que inibe a demissão imotivada. Além disso, queremos que os bancos incorporem os princípios da Convenção 158 na convenção coletiva, dando maior proteção e tranquilidade aos trabalhadores, que hoje vivem sob a ameaça constante da demissão", afirma Carlos Cordeiro.

Os bancos rejeitaram essa reivindicação, afirmando que consideram a Convenção 158 obsoleta, anacrônica, impossível de ser aplicada e que defendem sua revogação.

Prorrogação do acordo

Na primeira rodada de negociação, o Comando Nacional reivindicou a manutenção da data-base em primeiro de setembro e a prorrogação da Convenção Coletiva da categoria até 30 de setembro. Os bancos responderam nesta quinta-feira, concordando com as duas demandas.

Fonte: Contraf-CUT

28 agosto 2009

ARTIGO: ASSÉDIO MORAL DOS LOCAIS DE TRABALHO

Uma Constatação diária nas agências

Atuando na área de saúde do Sindicato, a mais de 8 anos, temos acompanhado inúmeros relatos de situações vexatórias e humilhantes sofridas por bancários em suas agências.

São relatos amargurados que vêem acompanhados de reclamações dando conta também do surgimento de distúrbios físicos e mentais, como a falta de sono ou insônia, dores de cabeça, dificuldade de memorização, má digestão, surtos depressivos etc, que muitas vezes agravam-se após a ocorrência de situações constrangedoras.

É fato que nem todos os distúrbios tem como causa as situações sofridas pelos bancários nas agências, no entanto, a experiência de vida nos permite concluir que o maior e um dos grandes causadores desses problemas é o ASSÉDIO MORAL.

O ASSÉDIO MORAL no trabalho consiste no constrangimento do trabalhador por seus superiores ou colegas, usando-se de atos repetitivos, cujo efeito atente contra a dignidade do mesmo. É usado para cobrar a superação de metas de produção, com o único objetivo de gerar mais lucro para as empresas ou bancos.

O ASSÉDIO MORAL, além de ser uma prática desumana, pois atenta contra a dignidade humana, cada vez mais essa prática e suas conseqüências tem levados inúmeros trabalhadores à Justiça, como forma que defender-se desse abuso, mas também de verem respeitados os seus direitos Constitucionais.

FAÇA RESPEITAR-SE, DENUNCIE O ASSÉDIO MORAL.

Autor Valdir Aguiar – 28/08/09

RESULTADO DAS NEGOCIAÇOES FUNC. DA NOSSA CAIXA X DIREÇAO BB

Horas Extras - A Nossa Caixa informa que, diferentemente do que tem
sido informado nas agências, as horas extras não foram proibidas, elas
precisam de autorização dos gerentes regionais para serem efetuadas e
serão pagas conforme previsto no acordo coletivo - Adicional de 50% -
O banco autorizou o mesmo número de horas extras dos anos anteriores,
62 mil horas.

Banco de horas - Foi definido que até 30 de setembro o banco de horas
será regularizado - Existem hoje em torno de 110 mil horas devidas -
para tanto foram definidos os seguintes critérios:

Unidades de negócios - Até 30 de setembro os saldos inferiores ou
equivalentes a até 5 dias de trabalho ( 30 horas para aux.
administrativo e caixa e 40 horas para comissionado) serão usufruídos
em descanso em comum acordo com o gerente da unidade.

Administração - Até 30 de setembro os saldos inferiores ou
equivalentes a até 10 dias de trabalho ( 60 horas para funcionário com
jornada de 6hs. e 80 horas para comissionado) serão usufruídos em
descanso em comum acordo com o gerente de Divisão ou Departamento.

Nos casos de existência de saldo no banco de horas, sua utilização
deverá ter prioridade sobre o gozo de férias, desde que não esteja
vencendo o segundo período aquisitivo.

Plano de saúde - Finalmente os 454 aposentados que aderiram ao PDV e
não fizeram a opção de permanecer no PLUS poderão fazê-lo, um
comunicado autorizando deve ser divulgado nas próximas horas, porém
persiste um grave problema social, dos aposentados, que estão
impedidos de ingressar no FEAS e não tem condições para pagara o PLUS,
o banco informa que tem vários casos nesta situação e diferentemente
do que foi acordado com o representante do BB, os recursos do FAC não
podem ser utilizados, pois tem uma destinação definida no seu
regulamento.

Convênio de Reciprocidade - O Convênio de reciprocidade, assinado pela
CASSI, ECONOMUS como Convenentes e o BANCO NOSSA CAIXA como
interveniente anuente, estabelece como seu objeto o seguinte:

" Cláusula Primeira - O presente Convênio de Reciprocidade tem por
objeto a mútua utilização dos serviços de assistência
médico-hospitalar oferecidos pelas CONVENENTES, de modo que os
beneficiários de seus planos coletivos fechados de assistência à saúde
possam usufruir, mutuamente, das redes credenciadas de prestadores de
serviços que ofereçam e disponham de condições mais apropriadas para
atendimento. de acordo com os recursos assistenciais disponíveis no
âmbito de cobertura e abrangência geográfica de seus respectivos
planos de saúde."

Está claro, portanto, que os participantes dos dois planos, Economus e
Cassi tem o direito de utilizar toda rede conveniada dos dois planos,
assim as reclamações dos funcionários do BB procedem e devem ser
levadas para o banco. Da nossa Parte temos insistido que no geral os
convênios da CASSI em muitos municípios são insuficientes e isso é
motivo de preocupação dos funcionários da Nossa Caixa, que temem uma
queda na qualidade do plano. a informação que existe é que a CASSI
está credenciando os convênios que aceitam suas condições.

Sobre a restrição ao estado de São Paulo, como consta no objeto, a
abrangência do nosso plano é estadual, por isso a limitação, Já os
funcionários lotados em outros estados eles receberão carteirinhas com
abrangência nas suas respectivas regiões.

Os funcionários da Ativa, ou aposentados do grupo A, que permaneceram
no PAMC ou no Básico continua m com o mesmo atendimento, consta das
suas carteirinhas as restrições que cada plano impõe.

26 agosto 2009

Sindicato ajuda na organização do GRITO DO IPIRANGUINHA em Ubatuba

A comunidade do Bairro Alto do Ipiranguinha em Ubatuba, litoral Norte de São Paulo, e o Movimento Todos pela Educação está convidando pessoas de toda os bairros adjacentes, escolas, Comunidades, ONGs, Sindicatos, igrejas, para discutir a realização de uma Festa chamada “GRITO DO IPIRANGUINHA” como forma de mobilização para dialogar com a comunidade a questão da qualidade da educação.

O bairro é um adensamento urbano e dos mais carentes e populosos da cidade, o índice de avaliação do IDEB e o mais baixo de toda a média do município.

A Festa acontece nos dias 19 e 20 de Setembro no final da Rua da Cascata, principal rua do bairro. Muita atração cultural, musical, comidas típicas locais, porem com orientação e conscientização o tempo todo, alertando para que os país acompanhe a educação dos seus filhos, de uma forma descontraída e alegre.

O evento servirá também para divulgar e fomentar o Desenvolvimento local. Às 21h haverá uma parada para a leitura do manifesto “O GRITO DO IPIRANGUINHA”, exibição do vídeo “os oito objetivos do milênio” com a participação de autoridades locais e dos atores envolvidos em educação nos diversos níveis.


"Pode se considerar uma sementinha que estamos plantando, com a certeza que a permanência deste debate, no curto, médio e longo prazo colheremos resultados extraordinários com uma humanidade mais incluída e desenvolvida", afirma Gerson Florindo, Diretor do Sindicato dos Bancários e um dos organizadores do Evento.

21 agosto 2009

Bancários lançam Campanha Salarial em Taubaté

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Taubaté e Região realizou nesta terça-feira, 25 de agosto, um grande ato de lançamento da Campanha Nacional da categoria.

Veja mais fotos do ato!


A atividade começou às 10h e percorreu a região central de Taubaté com paradas nas principais agências bancárias. Representantes dos Sindicatos dos Bancários de Mogi da Cruzes, Guarulhos, ABC, além de representantes da Fetec/SP (Federação dos Bancários da CUT), também participaram do ato.


O lançamento teve faixas, cartazes, banda musical e muita conscientização sobre os graves problemas que a categoria bancária enfrenta. Os dirigentes alertaram sobre as péssimas condições de trabalho, o assédio moral, as metas abusivas, além de outros diversos temas de ação da campanha 2009.

“Mostramos para categoria nossa disposição nessa campanha e a população viu que os bancários são unidos. Além disso, ganhamos espaço na imprensa local, que se interessou pela campanha e pela caravana estadual”, contou Luiz Antonio da Silva (Luizão), presidente do Sindicato em Taubaté e Região.

“A idéia foi levar ao conhecimento da população nossas bandeiras, mostrando a união da categoria e a intensa luta por mais respeito aos trabalhadores e aos clientes”, afirma Alemão, diretor do Sindicato.

Veja mais fotos do ato!

Negociações: Em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) definiram o calendário de discussão da minuta de reivindicações da categoria. Haverá três rodadas, uma por semana: emprego no próximo dia 27, remuneração e cláusulas econômicas no dia 2 de setembro; e saúde, condições de trabalho e cláusulas sociais no dia 9 de setembro.

19 agosto 2009

Sindicato assina acordo com o Itaú e oficializa a CCV

Em reunião realizada na última terça-feira (19) entre dirigentes do Sindicato e representantes do banco Itaú, foi assinado o acordo formalizando a Comissão de Conciliação Voluntária (CCV).

Estiveram presentes na reunião o Presidente do Sindicato Luizão, as diretoras Claudia Gil e Maria Isabel e o Departamento Jurídico do Sindicato representado pela Dra. Regina. Do banco Itaú participaram Narcelho Pinheiro Maia, Superintendente Operações Rh, Vania Selma Calçada Juncal, Coordenadora Operacoes Rh e Andreia Cristina Ridolfi, Analista Operações Rh Pleno.

No mês de julho os bancários do Banco Itaú de Taubaté e Região aprovaram por unanimidade o encaminhamento proposto pelo Sindicato autorizando a entidade a assinar o acordo de instalação da CCV com o banco.


A CCV é formada por representantes dos empregados e dos empregadores, tem como atribuição de tentar a conciliação dos conflitos existentes sem a necessidade de processos judiciais. O objetivo é resolver as pendências trabalhistas existentes, afastando a intervenção da justiça que muitas vezes apresenta-se complexa e demorada.

Na CCV o trabalhador decide se aceita ou não a proposta do banco, e em no máximo 30 dias.


17 agosto 2009

Febraban divulga orientações aos bancos sobre prevenção da nova gripe

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) emitiu na quinta-feira, dia 13, um comunicado de orientações e medidas a serem adotadas pelos bancos, com orientações gerais para bancários, clientes e usuários do sistema financeiro se prevenirem da Gripe Influenza A H1N1 (conhecida como Gripe Suína).

As ações levam em consideração as diretrizes e recomendações do Ministério da Saúde e dos órgãos públicos especializados.

MEDIDAS ESPECÍFICAS:

1. GESTANTES

Recomendar aos bancos que, de imediato, orientem as empregadas gestantes a procurarem os seus respectivos médicos de acompanhamento pré-natal, para que estes façam, no prazo máximo de 10 (dez) dias, um relatório de recomendação sobre a permanência ou o afastamento temporário delas do trabalho. Neste período, entre a orientação passada às empregadas e a apresentação da recomendação médica, elas permanecerão afastadas.

2. UTILIZAÇÃO DE ÁLCOOL GEL A 70%

Deixar disponível álcool em gel a 70% para funcionários das agências bancárias, Postos de Atendimento Bancários (PAB´s) e unidades de atendimento presencial ao público.

3. POSTOS DE ATENDIMENTO EM EMPRESAS

Nos casos dos postos de atendimento instalados em empresas ou hospitais, recomendamos seguir as orientações de segurança no trabalho e saúde ocupacional local.

4. ORIENTAÇÃO AOS PRESTADORES DE SERVIÇOS DE LIMPEZA

Orientar as empresas prestadoras de serviços de limpeza que intensifiquem a higienização das superfícies nos postos de trabalho e locais de contato manual frequente (maçanetas, botões de elevadores, torneiras, teclados etc).

5. UTILIZAÇÃO DE MÁSCARAS CIRÚRGICAS

A utilização de máscaras é uma medida que deve se restringir aos ambientes determinados pelas autoridades sanitárias locais. Caso seja necessária a utilização de máscaras, frisamos que devam ser do tipo cirúrgica, devendo ser posicionadas e utilizadas de acordo com as determinações das autoridades.

6. DIRETRIZES E RECOMENDAÇÕES DETERMINADAS PELOS ÓRGÃOS PÚBLICOS

Nas localidades onde existam diretrizes e recomendações específicas, determinadas pelos órgãos públicos, os bancos deverão cumprir essas regras. Os funcionários deverão ser conscientizados dessas determinações.

Além disso, clientes e usuários dos serviços bancários devem ser informados por meio de cartazes, afixados em locais visíveis, sobre as diretrizes e as recomendações de medidas implementadas, que foram definidas pelos responsáveis pela representação e recomendação ou decisão judicial, conforme o caso.

ORIENTAÇÕES DE CARÁTER GERAL:

Para funcionários dos bancos e terceiros

> Lavar as mãos com freqüência com água e sabão, especialmente após tossir ou espirrar e antes de tocar os olhos, boca e nariz;

> Evitar contatos com superfícies que podem estar contaminadas. Caso haja o contato, lavar as mãos, imediatamente;

> Evitar tocar olhos, nariz ou boca. Os germes são transmitidos por essa maneira;

> Proteger o nariz e a boca com um lenço de papel quando tossir ou espirrar. Após o uso, jogar o lenço no lixo e lavar as mãos, imediatamente;

> Evitar aglomerações e ambientes fechados (manter os ambientes ventilados);

> Manter o ambiente doméstico sempre arejado, recebendo a luz solar. No transporte público, abrir as janelas, sempre que possível;

> Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;

> Cultivar hábitos saudáveis (ingestão de muito líquido, alimentos saudáveis, prática de exercícios físicos, sono reparador e controlar o stress);

> Não usar medicamentos sem orientação médica. A automedicação é prejudicial à saúde;

> Todos os funcionários, inclusive, terceiros, que apresentarem sintomas da gripe, deverão ser prontamente encaminhados para atendimento médico e serão afastados do trabalho, conforme orientação médica.

Fonte: Febraban

12 agosto 2009

Informes do Banco Nossa Caixa

O Banco do Brasil divulgou edital de oferta pública de aquisição de ações do Banco Nossa Caixa, dentro do processo de venda de controle do banco paulista. Conforme esperado, o BB se dispõe a comprar 30,772 milhões de ações pelo preço pago na primeira oferta (100% de tag along), ou R$ 70,63 por ação. Caso compre todos os papéis, a oferta pode somar R$ 2,172 bilhões. Esse valor terá correção pela Selic desde 20 de novembro de 2008.

O leilão de compra das ações está marcado para 4 de setembro na Bovespa, às 13 horas. O BB comprou 71,25% do capital da Nossa Caixa em poder do governo do Estado de São Paulo pelo valor de R$ 5,386 bilhões.

Horas Extras e Banco de Horas

O Banco Nossa Caixa divulgou a nova política a ser adotada a partir do dia 1º de agosto do corrente ano:

1-) as horas-extras serão, quando realizadas, remuneradas na forma da lei;

2-) as horas-extras, em todas as unidades de Negócios e na Administração, serão realizadas apenas quando imprescindíveis;

3-) Caberá aos Gerentes Regionais a decisão quanto a prorrogação da jornada de trabalho dos colaboradores lotados nas Unidades de Negócios vinculadas a cada Regional;

4-) Para os funcionários da Administração, a decisão quanto a prática de horas-extras caberá a Gerente de Divisão ou Gerente de Departamento respectivo.

Quanto ao saldo do Banco de Horas existentes, também foram divulgados os critérios para a regularização no prazo máximo até 30 de setembro de 2009.

A regularização dos saldos existentes, é necessário o pagamento do acréscimo legal referente às horas extras realizadas no período anterior a abril de 2008.

CASSI / ECONOMUS

Começou a partir de 31/07/09 o envio do Cartão de identificação do convênio de reciprocidade firmado entre a CASSI e o ECONOMUS.

De posse do cartão os funcionários e seus dependentes poderão também utilizar os serviços dos profissionais de saúde da rede de prestadores da CASSI, que poderá ser consultada via site www.cassi.com.br

O cartão de identificação do ECONOMUS continua valendo para utilização na rede de serviços do ECONOMUS, disponível no site www.economus.com.br

Informações e ou esclarecimentos adicionais poderão ser obtidas na Central de Atendimento ECONOMUS, fone 3464-7700.

Cassi só para o Estado de S.Paulo

Infelizmente, o convênio de reciprocidade não liberou o uso da Cassi em todo o país, o que atenderia melhor os funcionários, principalmente quando estivessem fora do estado. Para as agências fora do Estado (Curitiba, Londrina, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Uberlândia e Campo Grande) foi apresentado a mesma carteirinha com possiblidade de uso só no Estado de S.Paulo.

11 agosto 2009

Bancários entregam pauta de reivindicações aos bancos

O Comando Nacional dos Bancários entregou nesta segunda-feira 10 ao presidente da Fenaban, Fábio Barbosa, e à comissão negociadora dos bancos a pauta de reivindicações da campanha salarial de 2009, aprovada na Conferência Nacional realizada de 17 a 19 de julho, em São Paulo.

Os diretores do Sindicato dos Bancários de Taubaté e Região Valdir Aguiar, Maria Isabel, Valdir Machado e Evanoel Machado estiveram presentes na entrega da Minuta no dia 10 e participaram de reuniões com a Federação dos Bancários (Fetec/SP) na terça-feira, dia 11.

O presidente da CUT nacional, Artur Henrique, reeleito para o posto na última sexta-feira, dia 7, participou da entrega do documento, na sede da Fenaban, num gesto de demonstração da importância da campanha dos bancários para as demais categorias de trabalhadores.


Além da remuneração, que envolve aumento real de salário, melhoria da PLR e valorização dos pisos (não só para caixas, mas também para comissionados e gerentes), os bancários querem este ano garantia de emprego e melhoria das condições de saúde e de trabalho, o que implica acabar com as metas abusivas, com o assédio moral e com a insegurança bancária."

Luta dos bancários interessa a todos os trabalhadores

Frisando ser essa sua primeira ação sindical após a recondução à presidência da CUT na sexta-feira, Artur Henrique disse aos representantes dos bancos que apesar da crise internacional o Brasil está se saindo bem e que o sistema financeiro continua apresentando resultados altamente satisfatórios. "Por isso os bancos estão em condições de atender às reivindicações da categoria. A CUT estará ao lado dos bancários nessa luta, que interessa a todos os trabalhadores brasileiros."

O que os bancários querem

As principais reivindicações da categoria, aprovadas na Conferência Nacional realizada entre 17 e 19 de julho e ratificadas pelas assembleias, são as seguintes:

- Reajuste salarial de 10% (reposição da inflação mais aumento real).

- PLR de três salários mais R$ 3.850.

- Valorização dos pisos:
Portaria: R$ 1.432.
Escriturário: R$ 2.047 (salário mínimo do Dieese).
Caixa: R$ 2.763,45.
Primeiro comissionado: R$ 2.763,45.
Primeiro gerente: R$4. 605,73.

- Auxílio-refeição: R$ 19,25.

- Cesta-alimentação: R$ 465,00 (um salário mínimo).

- 13ª cesta-alimentação: R$ 465,00.

- Auxílio-creche/babá: R$ 465,00.

- Fim das metas abusivas e do assédio moral.

- Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) em todos os bancos, negociado com as entidades sindicais.

- Contratação da remuneração total, inclusive a parte variável, com a incorporação dos valores aos salários e reflexo em todos os direitos (13º, férias e aposentadoria) - com o objetivo de acabar com as metas abusivas.

- Garantia de emprego, fim das terceirizações e ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe demissões imotivadas.

- Mais segurança nas agências.

- Auxílio-educação para todos.

- Ampliação da licença-maternidade para seis meses.

BB e Caixa

As entregas das pautas específicas dos bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal acontecerão no dia 17 de agosto, ambas em Brasília. Os empregados da Caixa se reunirão com o banco às 13h, enquanto os funcionários do BB fazem a entrega às 15h.

Fonte: Contraf-CUT

Crédito da Foto: Renato Silva/Contraf-CUT

05 agosto 2009

Sindicato orienta bancários sobre a gripe suína

A gripe suína vem se propagando rapidamente em vários paises, inclusive no Brasil, causando perplexidade entre os especialistas e o público em geral. São inúmeros casos diagnosticados, com 82 mortes registradas no país.

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum com febre superior a 38º C, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação nos olhos e fluxo nasal.

No dia a dia, os cuidados básicos de higiene podem e devem ser adotados para evitar a gripe suína, como cobrir a boca e o nariz com lenço descartável para tossir ou espirrar, lavar as mãos frequentemente com água e sabão, evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies, inclusive, dinheiro, e não compartilhar objetos de uso pessoal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos 4 ou 5 primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha os vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza já são utilizados contra a gripe aviária e apresentam-se eficazes contra o vírus H1N1, de acordo com os testes laboratoriais realizados nos Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos. Nunca use medicamentos sem orientação médica.

IMPORTANTE: A prevenção ainda é o melhor remédio, portanto, todos os bancários e bancárias devem estar bem informados sobre os PROCEDIMENTOS DE PREVENÇÃO, e em caso de adoecimento, procurar imediatamente assistência médica.

Texto: Valdir Aguiar Diretor do SEEB Taubaté

03 agosto 2009

Caixa Federal de Pinda demite portador de deficiência

A agência de Pindamonhangaba da Caixa Econômica Federal adotou uma postura de exclusão social quando demitiu um técnico bancário portador de deficiência. A alegação foi de “reduzida capacidade de memorização de informações”, além de “falta de iniciativa e de comunicação no trabalho”.

Segundo a dirigente do Sindicato Alessandra Campos, a alegação do banco beira ao absurdo. “O respectivo trabalhador foi admitido através de concurso público, na cota de portadores de deficiência, com laudo médico de PORTADOR DE PARALISIA CEREBRAL, COM REDUÇÃO DE MOVIMENTO DO MEMBRO SUPERIOR DIREITO”, explica Alessandra.

A Caixa aplicou ao trabalhador portador de deficiência os mesmos critérios adotados no processo de acompanhamento e avaliação profissional para o trabalhador não portador de deficiência, demonstrando, inclusive, o total desconhecimento da deficiência apresentada pelo técnico bancário.

“A Caixa, além de deixar de cumprir a cota de 5% que reserva postos de trabalhos para portadores de deficiência, esquece que a Constituição veda toda e qualquer discriminação quanto aos critérios de admissão do trabalhador de deficiência”, destaca o dirigente do Sindicato Valdir Aguiar.

A Caixa com essa conduta enterra por vez, todos os anunciados progressos conquistados pelo Governo Lula na questão de igualdade de oportunidades e gênero, principalmente quando tal conduta é adotada por uma instituição pública que tem de ser exemplar no campo da responsabilidade social.

Não concordando com essa atitude, o Sindicato dos Bancários encaminhou ao Ministério Público do Trabalho em São José dos Campos uma representação denunciando a perversa conduta adotada pela Caixa e estará ingressando com uma ação de reintegração.

Bancários do Itaú aprovam instalação da CCV em Taubaté e Região

Os bancários do Banco Itaú de Taubaté e Região aprovaram por unanimidade o encaminhamento proposto pelo Sindicato autorizando a entidade a assinar o acordo de instalação da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) com o respectivo banco.

A CCV tem por objetivo resolver as pendências trabalhistas existentes, afastando a intervenção da justiça que muitas vezes apresenta-se complexa e demorada. A CCV é formada por representantes dos empregados e dos empregadores, com a atribuição de tentar a conciliação dos conflitos existentes sem a necessidade de processos judiciais.

Segundo Valdir Aguiar, dirigente do Sindicato, após a aprovação o Sindicato estará encaminhando ao banco os documentos necessários à formalização do acordo que beneficiará ex-bancários sindicalizados que poderão resolver as suas pendências com o banco sem a intervenção da justiça do trabalho.

Na CCV o trabalhador decide se aceita ou não a proposta do banco, e em no máximo 30 dias.

30 julho 2009

Bancários de Taubaté e Região aprovam minuta de reivindicações

Os bancários de Taubaté e região realizaram Assembléia Geral na noite desta quarta-feira (29) e aprovaram a minuta de reivindicação da Campanha Salarial 2009, que será entregue à Fenaban em agosto.

Confira aqui todos os detalhes da minuta aprovada!

17 julho 2009

Conferência aprova pauta de reivindicações e estratégia da Campanha 2009

Após três dias de discussões, os 640 delegados de todo o país presentes à 11ª Conferência Nacional dos Bancários definiram neste domingo a pauta de reivindicações e a estratégia da Campanha 2009.

Veja fotos da participação do Sindicato na Conferência!

As principais bandeiras são índice de reajuste de 10% (reposição da inflação mais 5% de aumento real), PLR de três salários mais R$ 3.850, contratação de toda remuneração dos trabalhadores (inclusive a parte variável), valorização dos pisos salariais, combate às metas abusivas e ao assédio moral, PCS para todos, mais segurança nas agências e regulamentação do Sistema Financeiro Nacional, que incentive o crédito e reduza os juros.


Está mantida a campanha nacional unificada entre bancos públicos e privados, com negociações das questões de cada banco sendo realizadas simultaneamente em mesas específicas. A pauta de reivindicações será entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no início de agosto.

Aumento real de salário

Confirmando a vontade manifestada pela maioria dos bancários nas consultas feitas pelos sindicatos em todo o Brasil e pela pesquisa encomendada pelo Comando Nacional, os delegados que participaram da Conferência Nacional aprovaram reivindicar o índice de reajuste de 10%, o que pelas projeções da inflação para setembro significa aumento real de mais de 5%. O mesmo índice de reajuste deve ser aplicado nas demais verbas salariais (como vale-alimentação e refeição).

PLR maior e contratação da remuneração total

A reivindicação definida após os debates da conferência e que será levada aos banqueiros é o pagamento de três salários mais R$ 3.850 a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Essa é uma das alternativas de distribuição da PLR que o Comando Nacional havia apresentado na semana passada à Fenaban, nas conversações já iniciadas visando a mudança na fórmula de pagamento, de maneira a torná-la mais justa e transparente.

Os representantes dos bancários que participaram da 11ª Conferência Nacional também aprovaram a proposta de contratação total da remuneração da categoria, incluída a parte variável.

Valorização dos pisos

Os bancários querem a valorização dos salários de ingresso na categoria, com o piso salarial de escriturário baseado no salário mínimo do Dieese, de R$ 2.047. O piso de portaria seria de R$ 1.432,90 e o de caixa R$2.763,45. Para o primeiro comissionado, a reivindicação é de R$ 3.477,88 e para o primeiro gerente R$ 4.605,73.

Plano de Carreira

A Conferência manteve a proposta de criação de um Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) para todos os bancos, com o acompanhamento dos sindicatos - que já estava na pauta de reivindicações do ano passado.

A proposta prevê 1% de reajuste a cada ano de trabalho. A cada cinco anos, esse reajuste será de 2%. O banco é obrigado a promover o bancário pelo menos um nível a cada cinco anos. A proposta de PCS determina, ainda, que os bancos são obrigados a treinar o trabalhador para a nova função por no mínimo 60 dias. E quando houver uma nova vaga, o banco é obrigado a fazer um processo de seleção interna para preenchê-la. Para cada cargo e função, o banco deve apresentar a grade curricular necessária e oferecer o curso aos trabalhadores dentro do expediente. Em caso de descomissionamento do bancário, a comissão será incorporada ao salário integralmente.

Preservação do emprego

Novas contratações, fim das terceirizações, garantia de emprego inclusive durante os processos de fusão, luta pela ratificação da Convenção 158 da OIT que proíbe dispensas imotivadas, acabar com as demissões por justa causa em função de endividamento, respeito à jornada de trabalho. Essas foram algumas das prioridades definidas pelos trabalhadores para garantir o emprego dos bancários.

Os delegados bancários também definiram reivindicar a ampliação do auxílio-educação para todos e a licença-maternidade de seis meses.

Fonte: Contraf-CUT

Crédito da foto: Renato Silva/Rede de Comunicação dos Bancários

Sindicato participa do 2º Encontro Nacional de Comunicação realizado pela Contraf/CUT

Em meio a uma série de mudanças no âmbito da comunicação no Brasil e no mundo, a Contraf/CUT realizou, nesta quinta-feira (16), o 2º Encontro Nacional de Comunicação, com participação de 106 secretários de imprensa e jornalistas de federações e sindicatos filiados de todo o país.

Galeria de fotos do Encontro

Nosso Sindicato teve três representantes: a diretora Alessandra Campos (BB/Taubaté), o diretor da Fetec/SP Valdir Machado (Itaú/Taubaté) e o jornalista do Sindicato Victor Martin.

A tônica dos debates foram os desafios da comunicação de esquerda frente ao grande poder da mídia hegemômica e a recente revolução tecnológica.

Em sua exposição, o jornalista e professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP), Bernardo Kucinski, considerou o advento da internet como uma revolução ainda maior do que a invenção da tipografia pelo alemão Johann Gutemberg nos anos de 1400. “Essa nova revolução transforma hábitos, formas de socialização e de se fazer política”, afirmou ao lembrar, porém, a persistência dos problemas decorrentes do poder da grande imprensa.

Análise também compartilhada pelo secretário executivo da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (SECOM), Ottoni Fernandes Jr. “Estamos vivendo uma série de avanços na comunicação com a disseminação da internet. No entanto, ainda precisamos melhorar a organização para podermos enfrentar a grande mídia”.

Ao fazer a exposição da estrutura e diretrizes da SECOM, Ottoni frisou que às vésperas da 1. Conferência Nacional de Comunicação, em dezembro próximo, esse é o grande momento para todos os setores sociais buscarem formas de expressar o seu pensamento.

Conforme exposição do pesquisador sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política (Nemp) da Universidade de Brasília, Venício A. Lima, o mundo vive hoje um novo paradigma nas comunicações. “A internet embaralhou totalmente o debate sobre formação da opinião pública. Hoje, existem os blogs e as redes sociais, como o ORKUT, que cada vez mais restringem o poder dos formadores tradicionais de opinião, dando aos cidadãos maior capacidade de se opor ao poder hegemônico. Outro aspecto fundamental é a possibilidade de se colocar em xeque a credibilidade da grande imprensa”.

Venício lembrou, porém, que se trata de um momento de transição, quando “o velho já morreu e o novo ainda está por vir”.

O encontro também contou com debates sobre as recentes decisões do Supremo Tribunal Federal de suspender a obrigatoriedade do diploma de jornalismo e de revogar a Lei de Imprensa, sobre a construção da Rede Nacional de Comunicação dos Bancários, além da apresentação do Projeto Rede Brasil Atual, que já conta com mais de 50 entidades sindicais parceiras na produção da Revista do Brasil, da rádio Brasil Atual e do portal de notícias.

Para o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr, os debates realizados neste encontro reforçaram a idéia de que a esquerda precisa construir os seus próprios meios de comunicação. "No caso da Contraf, estamos empenhados em fazer comunicação aos bancários ao mesmo tempo em que buscamos fortalecer as ações das entidades sindicais”, sintetizou o dirigente.

Fonte:
Lucimar Cruz Beraldo - Fetec/SP

13 julho 2009

Posse do novo Presidente do BNC

No dia 06/07/09, foi realizada na sala de eventos da FECOMÉRCIO, a Cerimônia de posse do novo Presidente do BNC, Sr. Demian Fiocca.

Foi oferecido pelo Banco Nossa Caixa S.A., café da manhã empresarial a todos os funcionários e autoridades presentes a solenidade.

No discurso de posse, o Presidente do BNC ressaltou a importância da união de forças das duas instituições financeiras, o inicio de uma nova fase qualitativa, apresentou o lançamento de novas linhas de crédito de apoio a micro, pequenas e médias empresas,

Para Pessoa Jurídica, o produto Giro Nossa Caixa Flex, com redução de taxa para clientes de baixo risco na ordem de até 63,9 % em relação ás taxas que vinha sendo praticadas ; ou seja:- de 1,55% a 1,80% ao mês e prazo de até 36 meses e carência de até 180 dias para inicio do pagamento.

Quanto ao processo de Integração entre BNC e BB, esclareceu que os benefícios já estão ocorrendo o que possibilitou muitas facilidades e vantagens para os clientes da Nossa Caixa, citando os saques e consultas de saldos nos terminais eletrônico de auto atendimento do BB. Citou também a linha de crédito consignado para aposentados do INSS.

O evento contou com a participação do ministro de Estado Sr. Guido Mantega, o qual apresentou sua palestra sobre análise da Política Econômica do Governo federal, o combate a crise e suas consequências.

Também prestigiaram o evento o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Sr. Miguel Jorge, o senador Eduardo Suplicy, o Deputado Estadual Sr. David Zaia, o Presidente do Sindicato de São Paulo, Osasco e Região Sr. Luiz Claudio Marcolino, a diretora do Sindicato de São Paulo Osasco e Região Sra. Raquel Kacelnikas, o superintendente do Economus Sr Paulo Leite Julião, o ex Presidente do BNC Sr. Paulo Euclides Bonzanini, o Presidente do SEBRAE Sr. Paulo Tarcisio Okamotto, o Presidente do BNDES Sr. Luciano Coutinho, o Presidente do Banco do Brasil Sr. Aldemir Bendine, o vice Presidente de Gestão de Pessoas e Responsabilidade Sócioambiental do Banco do Brasil Sr. Robson Rocha, o vice Presidente de Crédito. Controladoria e Risco Global Sr. Ricardo José da Costa Flores, o Presidente da Previ Sr. Sérgio Rosa e o Presidente da Petros Sr. Wagner Pinheiro.


Reunião de Negociação com o BB.
Está prevista para o próximo dia 15 do corrente mês a 3ª rodada de negociação entre a Executiva do Comando dos Funcionários do Banco Nossa Caixa S.A. e os representantes do Banco do Brasil.

06 julho 2009

Bancários paulistas querem aumento real de 5%

Os bancários do Estado de São Paulo defendem reajuste salarial de 10% como proposta de reivindicação para a Campanha Nacional 2009. O índice representa aumento real de 5%, para uma inflação projetada de 4,72% no período de 2008 a agosto de 2009. A data-base da categoria é 1º de setembro. Os trabalhadores também defendem que a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) seja de 3 salários mais valor fixo de R$ 3.500.

As propostas de reivindicações foram aprovadas na 11ª Conferência Estadual dos Bancários, realizada no sábado 4, na capital paulista. A pauta aprovada será encaminhada à Conferência Nacional dos Bancários que acontece entre os dias 17 e 19 de julho, em São Paulo. Lá serão apreciadas todas as propostas trazidas pelas federações, que serão convertidas em uma pauta final de reivindicações a ser encaminhada à federação dos bancos (Fenaban).

Em pleno processo de fusão (Itaú/Unibanco, Banco do Brasil/Nossa Caixa e Santander/Real) onde trabalha metade dos 465 mil bancários no país, a proteção ao emprego é umas das prioridades da campanha nacional 2009, juntamente com as reivindicações de aumento real de salários e simplificação da regra da PLR com distribuição maior dos lucros e resultados. O fim do assédio moral e das metas abusivas também está no topo das prioridades apontadas pelos trabalhadores que compõem um das categorias que mais sofrem com doenças ocupacionais, entre elas Ler-Dort e transtornos mentais.

Pesquisa - Levantamento que ouviu 1.500 bancários no estado serviu de base para as decisões da conferência e apontam as expectativas dos trabalhadores. Na pesquisa, o reajuste acima da inflação foi apontado por 62% dos entrevistados como prioridade da campanha, sendo que para a maioria o reajuste de até 10% é considerado o índice ideal. PLR maior e distribuição igualitária (23%), aumento do vale alimentação e da 13ª Cesta (12%) e estabilidade de emprego (12%) também oram apontados como reivindicações prioritárias

Fonte: Seeb/SP