10 outubro 2007

Governo Serra ignora pareceres e libera contratos sem licitação

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo ignorou sete pareceres de técnicos da própria instituição e aprovou por unanimidade um contrato de R$ 671 milhões, sem licitação, firmado entre a Nossa Caixa e a Asbace – associação de bancos estatais investigada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.


A decisão do TCE, a quem cabe fiscalizar atos do Executivo e de empresas públicas, serviu de esteira para que outros quatro contratos da estatal com a Asbace fossem celebrados na seqüência, todos sem licitação.

Sem infra-estrutura para a execução dos serviços, a associação subcontratou empresas, em acordos que não são submetidos ao tribunal de contas.

A Asbace está sob suspeição desde junho, quando a polícia e a Promotoria do Distrito Federal deflagraram a Operação Aquarela, que prendeu o ex-presidente da associação e do BRB (banco estatal de Brasília) Tarcísio Moura e o ex-secretário-geral e principal homem da entidade, Juarez Cançado.


Foi apontado um rombo de R$ 50 milhões dos cofres do BRB. Para a polícia, há “fortes indícios” de que o desvio se repetiu na Nossa Caixa.

Em São Paulo
Em 2003, a Nossa Caixa contratou a Asbace para que a associação cuidasse da instalação de redes de auto-atendimento (caixas eletrônicos) em todo o Estado. O acordo foi fechado por R$ 671 milhões e tem validade até outubro de 2008.


Para justificar a contratação direta num valor tão alto, a Nossa Caixa se baseou no inciso XIII, do artigo 24 da lei nº 8.666/93, que prevê a dispensa de licitação se a contratada não tiver fins lucrativos, gozar de inquestionável reputação ético-profissional e for voltada ao ensino, à pesquisa ou ao desenvolvimento institucional.
Esse argumento não foi acolhido por técnicos do TCE, que estudam a legalidade de um contrato antes de o caso ser submetido à avaliação final dos conselheiros do tribunal.

Vaivém
O primeiro técnico a opinar foi Alan Roberto Hoffmeier. Para ele, sem pesquisa de mercado, não era possível garantir o caráter econômico do acordo.

O processo voltou à Nossa Caixa, que reafirmou que a Asbace era a mais recomendada para a execução do serviço.

De volta ao TCE, o contrato passou por mais quatro técnicos. Todos opinaram pela irregularidade do documento.

Mais uma vez chamada a se explicar, a Nossa Caixa manteve o mesmo argumento.
No tribunal de contas, o acordo novamente foi rejeitado, desta vez, em dois pareceres.

O processo seguiu, então, para três técnicos do tribunal que ainda não haviam examinado o contrato. Eles se manifestaram pela regularidade.

O último a opinar foi Cláudio Plaschinsky, que substituiu o diretor-geral Sérgio Ciquera Rossi -que já havia dito que os argumentos do banco “careciam de comprovação efetiva”.

Segundo o TCE, Rossi não votou pois “estava de férias ou dando palestras no interior”.

No plenário do tribunal, o conselheiro e relator Eduardo Bittencourt acolheu os argumentos da Nossa Caixa e considerou legal a dispensa de licitação. Os colegas Edgard Rodrigues e Cláudio Ferraz de Alvarenga acompanharam o voto do relator. A partir daí, os demais contratos também foram feitos sem concorrência pública.

Subcontratos
Após fechar contrato com a Nossa Caixa, a Asbace, que não tem fins lucrativos, subcontratou a ATP Tecnologia e Produtos, que tem fins lucrativos e pertence à própria associação.

A ATP, por sua vez, subcontratou a ONG Caminhar, cujos funcionários relataram à polícia terem prestado serviços fictícios à Nossa Caixa.

Para o promotor Eduardo Rheingantz, a Nossa Caixa não poderia ter dispensado a licitação. O fato de a Asbace subcontratar empresas para a execução de serviços, diz, mostra que ela não é especializada.

“Não tenho dúvida de que a licitação deveria ter ocorrido. A minha investigação é para apurar se a dispensa foi por equívoco ou por má-fé e também se houve prejuízo ao erário, pois o Estado de São Paulo é o acionista majoritário da Nossa Caixa”.


Para o líder do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo, Simão Pedro, houve uma “tremenda forçação de barra” no TCE para que os contratos fossem aprovados sem licitação.


“É de extrema gravidade ver o TCE, a despeito da opinião de vários técnicos que desaconselharam o contrato, aprovar a dispensa de licitação. Não estamos falando de R$ 10 mil para uma situação de emergência. São R$ 671 milhões para a instalação de caixas eletrônicos, que não tem nada de urgente”.

Fonte: Folha de S.Paulo

09 outubro 2007

Trabalhadores encerram greve da Caixa Federal depois de sete dias

Os bancários da Caixa Econômica Federal demonstraram durante sete dias sua garra e disposição para a luta. E quando corriam o risco de ver tudo ser colocado em risco pela postura antidemocrática da direção do banco, viraram a mesa e conseguiram arrancar uma nova proposta que foi aprovada em assembléia nesta terça-feira em Taubaté, acabando assim com a greve.

Confira a galeria de fotos da Greve em Taubaté e Região.

Foi uma lição de mobilização. No dia 3, os empregados da Caixa, por falta de avanço nas questões específicas, decidiram em assembléia rejeitar a proposta aceita pelos trabalhadores dos bancos privados, da Nossa Caixa e do Banco do Brasil. Desde então, construíram uma greve que cresceu a cada dia.

A direção da Caixa demonstrou pouca habilidade e optou pela pior possibilidade, o ajuizamento de dissídio no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Mais uma vez os bancários deram o exemplo. Recorreram a parlamentares e ministros em Brasília, destacando o risco da medida para os trabalhadores e a sociedade. Uma nova negociação foi marcada e avançou durante toda a noite de segunda e a madrugada desta terça. A Caixa solicitou a suspensão da audiência no TST, aguardando a decisão das assembléias.

A proposta aceita (veja abaixo) representa avanços. Menores do que os trabalhadores mereciam, mas infinitamente maiores do que a direção da empresa pretendia conceder. O banco preferiu, por exemplo, alterar a forma de distribuição da PLR – prejudicando uma parcela dos bancários – do que aumentar o montante a ser distribuído.

Toda essa mobilização não termina com o fim da campanha. As conquistas precisam ser aprimoradas, consolidadas. O Sindicato e os delegados sindicais da Caixa têm encontros permanentes marcados para fiscalizar a aplicação da proposta e buscar novas conquistas. Cada decisão será partilhada com o valoroso time de trabalhadores que nessa Campanha Nacional 2007 deu a todos uma lição de cidadania.

Veja a seguir todos os detalhes da proposta aprovada em assembléia:

Índice de reajuste - 6% para salários e demais verbas

PLR

>>R$ 4.100,00 aos empregados não-comissionados
>>R$ 4.362,84 aos empregados comissionados

O pagamento será feito 60% até dez dias após a assinatura do acordo e 40% até março de 2008. Se o banco tiver crescimento do lucro superior a 15% em comparação a 2006, serão acrescidos R$ 600 que também serão pagos até março de 2008

13ª cesta-alimentação - incorporada ao contrato de trabalho de R$ 252,60

Adiantamento de férias - Parcelamento passa de 5 para 10 meses sem juros

Plano de Cargos e Salários - Construção de diretrizes e premissas do novo PCS em 30 dias após a assinatura do acordo. Apresentação da proposta de novo PCS até 30 de abril de 2008. Implantação até 1º de julho de 2008

Unificação das carreiras - Todos os empregados da carreira administrativa passam a ter um único Plano de Cargos Salários. Além disso, as atuais vantagens pessoais (VP) dos escriturários passam a integrar a tabela do PCS, o que traz mais segurança na carreira funcional do empregado

Incorporação - Os R$ 30 (correspondentes à campanha de 2004) serão incorporados no Plano de Cargos e Salários, realinhando a curva salarial numa nova tabela. A forma de ascensão será por antigüidade e merecimento e os critérios serão apresentados até 30 de abril de 2008

Emprego - Contratação de mais 3 mil empregados até dezembro deste ano e realização de concurso público em março de 2008

Taxa de juro - Os bancários da Caixa terão direito à menor taxa de juro de consignação nominal

Internet - Em até 30 dias após a assinatura do acordo devem ser apresentadas pela Comissão de Funcionários propostas de alterações para facilitar a utilização da internet

Saúde Caixa - Fica garantido aos empregados em efetivo exercício na Caixa e que venham a se aposentar pela Previdência Social o plano de Saúde Caixa

Licença Prêmio Apip - Conversão de até 30 dias da licença-prêmio - para aqueles que já têm este direito - mais a Apip (ausência permitida para tratar de interesses particulares) em espécie

Bolsas - Ampliação da bolsa de incentivo à graduação para 4.100 vagas

Idiomas - Bolsa para cursos de idiomas – inglês, espanhol e japonês – de até R$ 1.200 por ano

Antecipação do tíquete-refeição - aos contratados até o 15º dia útil do mês

Auxílio-creche a partir do 1º mês – hoje é a partir do 3º mês

Funcef - Empregados atualmente no Plano de Melhoria de Proventos e Pensões (PMPP) poderão aderir ao novo plano de benefícios do fundo de pensão

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08 outubro 2007

Fenaban: acordo será assinado na quinta-feira

Contraf-CUT e Fenaban agendaram para a próxima quinta-feira a assinatura da Convenção Coletiva Nacional. Os bancos assumiram o compromisso de pagar a primeira parcela da PLR dez dias após essa assinatura.

Negociação - Antes da assinatura, o Comando Nacional dos Bancários e os representantes dos bancos voltam a negociar sobre as mesas temáticas na segunda -feira.

Reunião do Comando Nacional - No mesmo dia da reunião com a Fenaban, o Comando reúne-se para debater a campanha na Caixa Federal e a possibilidade de ajuizamento de dissídio.

Bancários da Nossa Caixa participam de ato da CUT contra privatizações

Na segunda-feira, dia 8, os bancários da Nossa Caixa vão protestar contra a intenção manifestada pelo governador José Serra de privatizar o banco. A mobilização faz parte de ato promovido pela CUT-SP contra as privatizações.

As atividades começarão na sede do banco (R. XV de Novembro, 111, Centro - SP) às 8h30. Às 9h30, os bancários se reunirão com outros trabalhadores em frente à Secretaria da Fazenda do Estado, na Praça da Sé (Rua Rangel Pestana, s/n, Centro - SP). A denúncia será feita por meio de uma atividade de teatro organizada pelos bancários.

"O que está ficando muito claro é que o Serra pretende se desfazer das empresas públicas do estado de São Paulo. O intuito disso é fazer caixa para viabilizar sua candidatura a presidente da república, sem medir o prejuízo que isso traz", denuncia Elias Maalouf, diretor da Fetec-SP e funcionário da Nossa Caixa. "Empresas como a Nossa Caixa, a Sabesp, o Metrô e outras têm interesse público, precisam ser publicas. Os funcionários da Nossa Caixa têm consciência disso e, à medida que o processo avançar, vão se mobilizar para garantir seus empregos, porque privatização significa desemprego", afirma.

O governo de São Paulo abriu processo de licitação para verificar o valor de mercado de 18 empresas do patrimônio de São Paulo entre as quais Nossa Caixa, Metrô, CDHU, EMTU, Emplasa e CESP, que lidam com setores fundamentais como transporte, saneamento e energia elétrica. A abertura dos envelopes com as propostas das consultorias ocorrerá na segunda, na Secretaria de Fazenda .

Fonte: Contraf

Após ameaça da Caixa, greve cresce e atinge 80%

A ameaça da Caixa Econômica Federal de ajuizar dissídio coletivo na Justiça do Trabalho, caso os bancários não encerrassem a greve, foi respondida pelos empregados nesta sexta-feira, dia 5, com mais paralisações.

A greve, que começou na quarta-feira com o fechamento de 70% dos postos de trabalho no Brasil inteiro, cresceu e já atinge 80% das agências e departamentos do banco.

Até o final desta sexta-feira, não houve nenhuma sinalização da Caixa para a retomada das negociações, embora os bancários tenham deixado claro na última rodada que apostam num acordo negociado. Sem avanço, os bancários da Caixa devem ampliar a greve ainda mais na segunda-feira.

Confira a galeria de fotos da Greve em Taubaté e Região.

Clique aqui confira a Minuta de reivindicações da Caixa.

05 outubro 2007

Caixa não apresenta proposta viável e greve continua

O Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados avaliaram que a proposta apresentada pelos representantes da Caixa na noite da quinta-feira, dia 4 é um retrocesso a todo o processo negocial construído nos últimos anos.

Confira a galeria de fotos da Greve.

Foram várias horas de negociação onde a Caixa apenas demonstrou seu descaso para com os trabalhadores. A proposta é uma afronta ao forte movimento nacional deflagrado pelos empregados, demonstração inequívoca de que eles estão indignados com a postura do banco.

Proposta da CEF: A proposta apresentada limita-se ao cumprimento dos itens econômicos acordados com a Fenaban e não avança nas reivindicações específicas. Para que a proposta fosse melhor, a única diferença que a Caixa apresentou foi o aumento do valor da antecipação da primeira parcela da PLR.

Sobre as reivindicações específicas, o banco apenas assume um "compromisso" com a estruturação de um projeto de unificação das tabelas de remuneração da carreira administrativa; com o aumento do número de bolsas de incentivo à graduação de 4.000 para 4.100; o pagamento do auxílio-creche na data do nascimento do filho (hoje é pago a partir do terceiro mês), entre outros.

Reivindicações dos bancários: Na negociação, os dirigentes sindicais reafirmaram as reivindicações dos trabalhadores, como recomposição do poder de compra, contração de mais empregados, melhores condições de trabalho, fim da restrição do acesso à internet, questões de isonomia, Plano de Cargos e Salários e que a Participação nos Lucros e Resultados seguisse os mesmos parâmetros do ano passado. Nos anos anteriores, por meio das negociações, os empregados conquistaram PLR maior, cesta-alimentação igual à da categoria, deltas no PCS e aumento real nos salários. Agora, em vez de superar o impasse por meio do diálogo, a empresa tenta chantagear os empregados, ameaçando ajuizar dissídio na Justiça do Trabalho.

Próxima negociação: Na tentativa de superar o impasse, os representantes dos bancários disseram que apostam na negociação e propuseram uma nova rodada na segunda-feira.

Assembléia e Greve: No último dia 5 os bancários realizaram assembléia na Sede do Sindicato em Taubaté deliberando a continuação da greve. Nesta segunda, dia 8, em outra assembléia, os funcionários da Caixa resolveram dar continuidade a greve por tempo indeterminado em Taubaté, Caçapava, Pindamonhangaba, Tremembé, Ubatuba e Moreira César.

02 outubro 2007

Negociação continua nesta quinta e greve também

Depois de o Brasil inteiro deflagrar uma greve por tempo indeterminado na Caixa Econômica Federal, o banco e a Contraf-CUT voltaram a negociar nesta quarta-feira, dia 3, em Brasília.

Depois de quatro horas de reunião, a discussão foi suspensa e prossegue nesta quinta-feira,
enquanto os empregados da Caixa permanecem de braços cruzados em greve por tempo indeterminado.

O banco não apresentou nenhuma proposta.


Os bancários exigem uma proposta com avanços para que ela possa ser avaliada nas assembléias.

Greve: As quatro agências da Caixa Econômica Federal em Taubaté aderiram à greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira, dia 3. Também estão em greve agências da Caixa nas cidades de Caçapava, Pindamonhangaba, Tremembé e Ubatuba. Em Moreira César a agência da Caixa está funcionando normalmente, mas os funcionários permanecem em Estado de Greve.

Confira a galeria de fotos da Greve.

Clique aqui confira a Minuta de reivindicações da Caixa.

Outros Bancos: Os funcionários dos bancos Privados, BB e Nossa Caixa aprovaram a proposta da Fenaban. Clique aqui e leia a matéria completa.

Negociações com a Caixa: Não faltou boa vontade dos empregados da Caixa para resolver a campanha na mesa de negociação. Após muita pressão, o Sindicato conseguiu marcar, no dia 10 de setembro, a primeira negociação para discutir as questões específicas: Plano de Cargos e Salários, Plano de Cargos Comissionados, isonomia de direitos, questões da Funcef e dos aposentados, entre outras. Desde então, ocorreram três negociações em que o banco demonstrou não ter interesse em atender as reivindicações dos bancários. A última reunião aconteceu nesta segunda, dia 1º, novamente sem registrar avanços.

Tal postura demonstra a falta de sensibilidade do banco para com as demandas de seus empregados ao se negar a debater o processo de isonomia entre novos e antigos de maneira mais abrangente e não se dispor a praticar uma PLR nos mesmos moldes do ano passado. No que diz respeito ao PCS/PCC, embora tenha se colocado favorável a promover alterações, não abriu o debate sobre parâmetros da reestruturação e critérios de negociação.

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Privados, BB e Nossa Caixa aprovam proposta, CEF rejeita

Mais de 50 bancários presentes na assembléia da noite desta terça, dia 2, em Taubaté, aprovaram a proposta de itens econômicos apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na última segunda-feira.

Os funcionários do Banco do Brasil também aprovaram essa proposta e as específicas apontadas pela direção da empresa. Somente os empregados da Caixa Federal, diante da falta de proposta para as questões específicas apresentadas ao banco, poderão entrar em greve por tempo indeterminado a partir dessa quarta, dia 3.

O reajuste será de 6% (aumento real de 1,13%) para salários e demais verbas, como vale-refeição, cesta-alimentação e auxílio-creche.

Os bancários conquistaram o pagamento da 13ª cesta-alimentação, que este ano terá valor de R$ 252,36 depositado até a folha de pagamento de novembro. A cesta será definitivamente incorporada à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Outro importante avanço: além dos 80% do salário mais valor fixo de R$ 878 – que pode chegar a dois salários nos bancos que não atingirem os 5% do lucro na distribuição – o valor adicional à PLR foi aumentado em 20%, o que corresponde ao crescimento do lucro dos bancos no 1º semestre.

Inovação –
A Campanha Nacional 2007 ganhou um novo formato de negociação graças à intervenção dos trabalhadores. O Comando Nacional dos Bancários, durante mais de um mês, apostou num processo que previa que os blocos de reivindicações seriam debatidos até que se esgotassem as discussões de cada tema. O objetivo: decidir a campanha desse ano sem os percalços que a greve traz para bancários e população, e evitar o “não para tudo” que sempre caracteriza a postura dos banqueiros.

Na primeira rodada foi acertada a criação de programas para prevenção e combate ao assédio moral – com canal de denúncias para o bancário – e de prevenção e tratamento de doenças ocupacionais, entre outros avanços.

Quando começaram a ser debatidas as cláusulas econômicas, os banqueiros voltaram a enrolar. Após quatro rodadas apresentaram uma proposta que previa somente a reposição da inflação. Foram necessárias mais cinco rodadas até que aparecesse a proposta aceita pelos bancários na noite desta terça.

Como fica a PLR
Pela regra da Participação nos Lucros e Resultados assegurada em convenção coletiva nacional todas as empresas devem destinar no mínimo 5% e no máximo 15% de seu lucro líquido na distribuição a seus funcionários.

Quando a distribuição for inferior aos 5%, o banco tem de majorar o pagamento até atingir dois salários do funcionário – com teto de R$ 11.652.

Pelas projeções do Sindicato, todos os trabalhadores do Bradesco, Itaú, Unibanco, Santander e Real ABN receberão dois salários.

Vale lembrar que a PLR será de 80% do salário mais o valor fixo de R$ 878 para os bancos que gastarem acima dos 5% do lucro líquido, como é o caso do HSBC: 50% desse valor (40% do salário mais R$ 439) serão pagos dez dias após a assinatura do acordo e a segunda parcela vem até março de 2008.

Adicional – Os funcionários desses bancos também receberão o adicional à PLR que pode variar de R$ 1.200 até R$ 1.800. Metade deste valor, de R$ 600 até R$ 900, também será creditado dez dias após a assinatura do acordo. O adicional é pago acima dos tetos e sem desconto de programas próprios de remuneração.

O valor adicional equivale a 8% da variação do lucro líquido do primeiro semestre de 2006 para o primeiro semestre de 2007, dividido pelo número de empregados.

Quando a variação do lucro do primeiro semestre for igual ou maior que 15%, será garantida a parcela mínima de R$ 600.

01 outubro 2007

Fenaban avança na proposta e terça tem Assembléia Geral

Os bancários estão convocados para uma assembléia esta terça-feira, dia 2, na Sede do Sindicato, às 18:30h. A categoria deverá decidir se aceita a proposta ou se irá à greve a partir do dia 3, quarta-feira.

Proposta: A mobilização dos bancários deu resultado. A Federação dos Bancos (Fenaban) convocou negociação e apresentou proposta de reajuste de 6%, representando aumento real de 1,13% para salários e demais verbas, como vale-refeição e cesta-alimentação. Outro importante avanço: o valor adicional à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) será aumentado em 20%, o que corresponde ao crescimento do lucro dos bancos no 1º semestre.

A proposta saiu na nona rodada de negociação sobre cláusulas econômicas, realizada nesta segunda-feira, 1º de outubro, e após a paralisação de 24 horas da sexta, 28 de setembro.

Caso seja aprovada, os valores devem ser pagos até 10 dias após a assinatura do acordo.

Na última rodada, os bancos haviam proposto 5,2% de reajuste, valor prontamente rejeitado pelo Comando Nacional dos Bancários.

Incorporação de cláusula nova – O pagamento da 13ª cesta-alimentação, que este ano terá valor de R$ 252,36, será incorporado à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e depositado até a folha de pagamento de novembro.

PLR – A PLR mantém o formato de 80% do salário mais o valor fixo que, reajustado pelos 6%, ficaria em R$ 878 na regra básica (teto de R$ 5.826). Os bancos que ao calcularem a distribuição da PLR não atingirem 5% do lucro líquido, devem majorar o valor até chegar a dois salários com teto de R$ 11.652. O pagamento seria feito da seguinte maneira: metade até dez dias após a assinatura do acordo e a outra metade em março de 2008.

Adicional à PLR – Paga-se 8% da diferença nominal entre o lucro de 2007 e de 2006 divido entre os funcionários do banco, com teto de R$ 1.800. Ela vale para todos os bancos, inclusive para a Nossa Caixa, que deve receber no mínimo R$ 600 de antecipação.

Antecipação do pagamento da PLR – Será antecipada 50% da regra básica, a ser paga dez dias após a assinatura da convenção coletiva. Dessa forma, os bancários receberão 40% do salário, mais parcela fixa de R$ 439 limitado a 15% do lucro líquido do primeiro semestre. A parcela adicional que também será antecipada e paga dez dias após a assinatura da convenção coletiva será 8% da variação do lucro líquido nominal do primeiro semestre de 2006 para 2007, com teto de R$ 900 e mínimo de R$ 600, se o lucro for maior do 15%.

Greve – A proposta também prevê que os dias parados de greve até 1º de outubro não sejam descontados.

Caixa não avança e BB faz nova proposta aos bancários

CEF: A direção da Caixa Econômica Federal chegou à mesa de negociação desta segunda-feira, 1º de outubro, sem nenhuma novidade para os trabalhadores. Com o resultado deste terceiro encontro, ocorrido na sede do banco em Brasília, a orientação do Comando Nacional é que os empregados da Caixa participem das assembléias de amanhã (02) e votem pela deflagração de greve por tempo indeterminado.

BB: Após a negociação com a Fenaban nesta segunda-feira, o Banco do Brasil entrou em contato com a Contraf-CUT e apresentou uma proposta de acordo específico. Ela prevê Participação nos Lucros e Resultados (PLR) adicional à da Fenaban, correções no Plano de Cargos e Salários (PCS) e na isonomia entre novos e antigos funcionários.

Conheça a proposta
Pela proposta da direção do BB, a PLR semestral teria parcela fixa de R$ 439, mais 40% do E6 para escriturário, ou este percentual do E6 mais comissão de caixa para os caixas, ou 40% do Valor de Referência para os comissionados. Além da regra básica, similar à da Fenaban, o Banco do Brasil se compromete a distribuir 4% do lucro líquido de forma linear para todos (o equivalente a R$ 1.168,92 por funcionário), garantindo no mínimo um VR para quem cumpriu o acordo de trabalho (ATB).

Para o PCS, o Banco do Brasil aceita a incorporação dos R$ 33 para o E1 e VP-020. A diferença entre cada interstício será de 3%.

Isonomia
O Banco do Brasil avançou nos itens de isonomia. Na negociação desta segunda, a direção concordou com o adiantamento de férias para ser pago em até dez vezes. O BB já havia concordado em universalizar os direitos de adiantamento salarial para cobrir a cobrança de consignações em atraso e a devolução das vantagens por desistência de remoção parcelada em dez vezes.


28 setembro 2007

Bancários realizam greve de 24h na Região

Bancários de Taubaté e Região realizaram hoje, dia 28, paralisações e protestos nas agências da base. A Caixa Econômica Federal e o BB permanecem em greve de 24 horas, os demais bancos retardaram a abertura das agências em 1 hora, exceto o Bradesco, que funcionou normalmente.

Veja a galeria de fotos da Greve

Negociação desta sexta: Nesta sexta-feira, dia 28, o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) voltaram a se reunir, mas não houve avanço. A Fenaban propõe 5,2% de reajuste e PLR nos moldes antigos.

Mais Greve: O Sindicato irá seguir a orientação do Comando Nacional e convocará a base para Assembléia no dia 2 e greve por tempo indeterminado a partir do dia 3 de outubro. “A paralisação de hoje foi advertência, mas como os Bancos não apresentaram uma proposta digna, a greve deve continuar na quarta-feira e ai não tem data para terminar,” alerta Luizão, Presidente do Sindicato dos Bancários de Taubaté e Região.

> Entenda os motivos da greve:
Artigo: "Greve dos bancários é inevitável"

> Confira a proposta da Fenanan
> Veja as reivindicações dos Bancários

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27 setembro 2007

Em assembléia, bancários decidem por paralisação de 24h nesta sexta-feira em Taubaté e Região

Os bancários de bancos públicos e privados rejeitaram por unanimidade o índice de 4,82% para reajustar salários e a Participação nos Lucros e Resultados e decidiram parar por 24h nesta sexta-feira em Taubaté e Região. A decisão foi deliberada na noite da quinta-feira, dia 27, em assembléia na sede do Sindicato em Taubaté.


Seguindo
a decisão da maioria das assembléias que aconteceram nesta quinta, os bancários em todo o país fazem atividades, manifestações e paralisações para pressionar os bancos a apresentarem nova proposta na negociação que acontece neste dia 28.

> Entenda os motivos da greve: - Artigo: "Greve dos bancários é inevitável"
> Confira a proposta da Fenanan
> Veja as reivindicações dos Bancários

Bancos públicos: no dia 28, também acontece nova rodada sobre questões específicas entre os funcionários e a direção do Banco do Brasil. A expectativa é que o banco traga propostas para o Plano de Cargos e Salários (PCS), isonomia e PLR.

Na Caixa Federal, a negociação acontece na segunda, 1º de outubro, e os empregados esperam que também sejam apresentadas propostas às questões específicas como o PCS.

>Acompanhe a trajetória das negociações

Contatos para mais informações sobre quais bancos devem funcionam nesta sexta e como será a greve na região:
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26 setembro 2007

Greve de 24h será discutida nesta quinta em Assembléia

Após quase um mês de negociação salarial a proposta apresentada pelos banqueiros é medíocre. Na rodada desta terça-feira (25/09), a Fenaban veio para a mesa de negociação sem trazer melhorias na proposta apresentada na última sexta-feira:

  • Reajuste de verbas e salário de 4,82%
  • 13ª Cesta Alimentação
  • PLR nos moldes já existentes e reajustada pela inflação do período.

Bancários vão à luta: O Comando Nacional deliberou continuidade do calendário de lutas, é hora de aumentarmos nossa mobilização para pressionarmos os bancos. Foi marcada nova rodada de negociação na próxima sexta-feira (28/09), às 14h, em São Paulo. A mobilização dos Bancários é o que vai definir esta Campanha.

CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Sindicato convoca todos os bancários da base para participar da Assembléia Geral Extraordinária para deliberação das seguintes pautas:

  1. Deliberação sobre paralisação de 24horas, a partir da 00:00 hora do dia 28 de setembro de 2007.
  2. Outros assuntos de interesse da categoria.

DIA: 27/09/2007 – Quinta-feira
HORÁRIO: 18h30 Primeira Convocação
19h00 Segunda Convocação

Local: SEDE DO SINDICATO DOS BANCÁRIOS
Rua: Dr. Silva Barros, 248 – Centro – Tel: 3633-5329

25 setembro 2007

Greve dos Bancários é inevitável

Após quase um mês de negociação salarial a proposta apresentada pelos banqueiros é medíocre. A situação é muito tensa entre os Bancários, e a categoria caminha para uma greve nacional sem precedentes.

Quatorze bilhões de reais é a estimativa do lucro acumulado pelos principais bancos nacionais, atingindo trinta por cento de crescimento no igual período no ano passado.

Nos últimos cinco anos os banqueiros aumentaram em cerca de 700% as taxas bancárias, contra uma inflação de cerca de 40%.

As agências trabalham com o número mínimo de funcionários ocasionando alto índice de demissão na categoria e uma baixa qualidade no atendimento aos clientes que pagam as tais taxas abusivas, sem falar na segurança das agências que tem seus custos minimizados deixando clientes e funcionários sob responsabilidade da proteção divina.

Infelizmente a população sofre com a greve dos bancários, mais saibam que os bancários têm sofrido, no dia a dia, com pressão, ameaças, doenças, baixos salários e com o descaso dos banqueiros, que ganham bilhões da exploração do trabalho de seus funcionários e dos milhões de clientes que sustentam seus lucros abusivos através de taxas de serviços, juros de empréstimos, cheque especial, cartão de crédito e outros artifícios que justifique o débito em conta corrente.

Portanto a população se prepare, porque os bancários vão reagir. Aqueles que necessitem utilizar as agências ou terminais na primeira semana do mês poderão ter dificuldades.

A greve poderá ser longa e ter posturas radicais de ambos os lados, não nos responsabilizamos por danos ou agressões de qualquer espécie, queremos apenas conquistar um aumento justo, condições de trabalho justas e qualidade de vida.

Sindicato dos Bancários de Taubaté e Região

Fenaban não avança. Negociação prossegue na sexta

Mais uma vez, a Fenaban veio para a mesa de negociação sem trazer melhorias na proposta apresentada na última sexta-feira, de reajuste de verbas e salário de 4,82%, 13ª Cesta Alimentação e PLR nos moldes já existentes, e reajustada pela inflação do período.

Na rodada desta terça-feira (25/09), os banqueiros insistiram na argumentação de que não têm condições de elevar os custos dos bancos e que sua proposta englobaria PLR, aumento real e correção de verbas e benefícios conforme o reajuste salarial, além da 13ª Cesta Alimentação, o que, segundo eles, contemplaria os trabalhadores com menores salários.

O Comando reiterou a necessidade de se melhorar a PLR e de se concederem reajustes diferenciados em benefícios, como o auxílio alimentação e auxílio creche, com base em três salários mínimos.

Os representantes da Fenaban disseram que não conseguem atender todas as reivindicações econômicas e que os bancários precisariam abrir mão de algumas das solicitações. Com relação à PLR, ficaram de estudar alguma forma de aprimorar a parcela adicional. O Comando ressaltou a importância de se agregar valor à parcela adicional, tendo como premissa a contemplação de todos os bancários.

De acordo com os banqueiros para se fazer qualquer movimentação no que já foi apresentado será necessário consultar o conjunto dos bancos, apontando para uma nova rodada de negociação na próxima sexta-feira (28/09), às 14h, em São Paulo.

Ao término da rodada, o Comando Nacional deliberou pela manutenção do calendário previamente agendado, com assembléias nos sindicatos no dia 27/09 e Dia Nacional de Lutas com paralisações, na sexta-feira (28/09).

Fonte: Lucimar Cruz Beraldo - Fetec/SP

24 setembro 2007

Bancários reafirmam que proposta tem de melhorar

Seguindo a lógica de negociação defendida pelo Comando Nacional, o início da semana voltou a ser de debate entre os representantes dos bancários e dos banqueiros. A rodada de negociação, que teve duração de quatro horas, aconteceu nesta segunda-feira (24). Ela será retomada nesta terça-feira (25), às 14h30, em São Paulo.


Após avaliação da proposta apresentada pela Fenaban na última sexta-feira (21), o Comando optou por reafirmar a valorização do Piso e dos benefícios, o aumento real, bem como a simplificação da regra da PLR.


No caso da PLR, o Comando insiste na necessidade de destravar a parcela adicional de tal forma que todos os trabalhadores sejam contemplados com valor linear e sem vinculação à evolução do lucro do ano anterior.


O Comando ainda insiste na necessidade de valorização dos salários, com indicação de aumento real, além de alguns benefícios como: vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-creche.

Por fim, foi acordado entre as partes que as pendências referentes à Igualdade de Oportunidades, Saúde e Assédio Moral serão retomadas em negociação específica, a ser agendada nesta terça-feira.

21 setembro 2007

Depois da pressão dos bancários, Fenaban faz a primeira proposta econômica

Na reunião da tarde desta sexta-feira, (21), os representantes da federação dos bancos, Fenaban, apresentaram a primeira proposta econômica desta campanha nacional.

O índice de reajuste proposto é de 4,82% para salários e demais benefícios – valor equivalente à inflação de 31 de agosto de 2006 a 1º de setembro de 2007. Outro ponto é o pagamento de 13ª cesta-alimentação, no mesmo valor da cesta de todo mês, reajustada pelos 4,82%.

O valor e o formato da Participação nos Lucros e Resultados, PLR, seria o mesmo do ano passado corrigido apenas pela inflação.

As Negociações continuam na segunda-feira. Plenária dos sindicatos está suspensa

Contraf-CUT - 21/09/2007

20 setembro 2007

Pressão dos bancários arranca nova negociação nesta sexta-feira

Os avanços nos debates sobre saúde, condições de trabalho e assédio moral apontavam para uma mudança de postura dos banqueiros. Mas não foi isso que aconteceu e tão logo começaram as discussões sobre cláusulas econômicas, os representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) quebraram o compromisso de negociar com seriedade e voltaram à velha enrolação.

No final da tarde de quinta, 20, depois de outra rodada sem resultados, os banqueiros pediram mais uma negociação. Os bancários aceitaram, com a condição de que seja apresentada proposta. A reunião foi marcada para as 16h desta sexta, dia 21.


Outros destaques da Campanha Nacional:

Trabalhadores do Real ABN e do Santander realizam Dia de Luta

Avanço em PCS/PCC e preocupação com PLR marcam rodada na Caixa

Veja as reivindicações da categoria

18 setembro 2007

Bancários se mobilizam na porta do Banco do Brasil

Seguindo com o calendário de mobilizações, o Sindicato dos Bancários e Financiários de Taubaté e Região realizou atividade nesta quarta-feira, dia 19, em frente ao Banco do Brasil no centro de Taubaté.

O Ato contou com a presença da Banda do Quintino de Tremembé e com o Palhaço Shampoo.

Assista ao vídeo do ato!

Veja a galeria de fotos do ato!

Resultado das negociações:

Em rodada, nesta terça-feira (18/09), os banqueiros se recusaram a discutir o crescimento do lucro dos bancos como parâmetro para atender às reivindicações da categoria. Bancários pressionam a Fenaban a romper com o impasse.

O Comando Nacional dos Bancários e a Federação dos Bancos (Fenaban) realizam a quarta rodada de negociação sobre cláusulas econômicas, nesta quinta-feira, 20, a partir das 10h.

17 setembro 2007

Bancários dão recado e Fenaban agenda negociação

Depois da frustração da última semana, quando a Fenaban não trouxe qualquer proposta de negociação com a categoria, os bancários resolveram intensificar a mobilização, com paralisações nesta segunda-feira, na capital paulista.


Frente à reação dos trabalhadores, a Fenaban entrou em contato, na manhã desta segunda-feira, com o Comando Nacional e agendou a retomada das negociações para terça-feira (18/09), às 14h. Na oportunidade deverá ser dada continuidade às discussões sobre reivindicações econômicas. Ao término da rodada, haverá reunião do Comando Nacional.

Também para esta terça-feira está previsto início das negociações específicas com o Banco do Brasil, em São Paulo. Na pauta, cláusulas renováveis, saúde e isonomia. Para quarta-feira, está agendada a segunda rodada específica na Caixa Econômica Federal, a partir das 16h, na sede da Contraf/CUT.

14 setembro 2007

Diretor da Fetec alerta bancários sobre a venda do Real/ABN

O diretor jurídico da FETEC/CUT-SP, Gutemberg de Oliveira, visitou Taubaté e Região na última quarta-feira, dia 12, para uma série de reuniões com funcionários do Real/ABN. A intenção dos encontros foi esclarecer e mobilizar os trabalhadores diante dos impactos sócio-econômicos que a possível venda do banco para o Santander causará ao sistema financeiro do país.


Entenda o caso:

Manifesto dos funcionários Real/ABN
Moção em Defesa do Emprego dos Bancários do ABN

Para Gutemberg, a criação de um grande banco sob controle acionário estrangeiro poderá provocar nova corrida pela liderança no ranking dos bancos, resultando em novas fusões e, conseqüentemente, em novas demissões com prejuízo a inúmeras famílias e a sociedade como um todo. “Essas fusões seriam a curto prazo, coisa de um ano e meio, já que essas empresas não ficariam paradas vendo esses bancos dispararem na frente”, explica Gutemberg.

O diretor jurídico da Fetec alerta para situações com agências do Real/ABN e Santander na mesma rua, que por uma questão de racionalidade administrativa, não daria para ficar com quatro agências do mesmo banco na mesma cidade, como em Taubaté, por exemplo, onde poderia ocasionar um impacto social.

”Ocorreria então um quadro de demissões, com isso leva-se a família desses trabalhadores a uma condição de maior dificuldade e menor consumo, o que não é interessante para a prefeitura. Porque você tem menos recursos, menos desenvolvimento e muitas pessoas dependem dos empregos dos bancários - é o caso dos vigilantes, dos faxineiros, dos fornecedores, dos lojistas em volta das agências, dos restaurantes, em fim, você tem um impacto negativo na sociedade, gerando a quebra no nível de consumo,” afirma Gutemberg.

A Fetec/SP está realizando um processo de intervenção junto às câmaras municipais para que seja aprovada uma moção em defesa do emprego dos trabalhadores bancários do Real/ABN, isso já ocorreu na capital de SP, em Osasco e em breve deve ocorrer em Taubaté. “Estou vindo a Taubaté para visitar as agências e realizar reuniões com os bancários do Real/ABN, isso para cobrar dos bancários responsabilidade, participação e até mobilizações se preciso for,” conclui Gutemberg.

Gutemberg de Oliveira é membro da Comissão de Empregados do Real/ABN na Contraf e diretor jurídico da Fetec/SP.
Tel: (11)9183-1650 - Email: gutemberg@fetecsp.org.br

13 setembro 2007

TV AGITA BANCÁRIO 2ª EDIÇÃO - Sindicato protesta em frente ao Santander


No dia da quarta rodada de negociação com a Fenaban, os bancários realizaram mais um Dia Nacional de Luta em todo país.

Em Taubaté nosso Sindicato protestou em frente ao Banco Santander no centro da cidade, cobrando dos banqueiros uma negociação justa.

Veja a galeria de fotos do ato!

A diretoria do Sindicato aproveitou para alertar a população sobre o perigo que a venda do ABN Real pode representar para os trabalhadores.

Resultado da negociação

A negociação entre o Comando Nacional e os representantes dos bancos nesta quinta-feira (13) foi suspensa pelos representantes dos bancários porque a Fenaban não apresentou nenhuma proposta concreta para as reivindicações econômicas, cujas negociações vêm se prolongando desde a reunião da semana passada.

"Nossa expectativa era que o processo de negociação trouxesse algum avanço a cada bloco temático. Em relação às cláusulas econômicas era necessária, pelo menos, a definição de um modelo que garantisse aumento real e uma PLR melhor. Como os bancos não tinham resposta para nada, não havia o que continuar negociando", afirma Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT.

Os bancários estão na expectativa de que a Fenaban apresente algo concreto brevemente. "Mas para isso temos de investir na mobilização em todo o país para que os bancos passem a negociar com seriedade", conclui Vagner.

Comando Nacional - O Comando Nacional fará reunião nesta sexta-feira à tarde para definir calendário de mobilização e apontar os próximos passos da campanha nacional.

Fator recomenda manutenção de papéis da Nossa Caixa

Valor Econômico
Terça-feira, 11 de setembro de 2007

Danilo Fariello

A Fator Corretora inicia a cobertura dos papéis da Nossa Caixa indicando manutenção e preço alvo de R$ 36,00 para a ação ordinária (ON, com voto) do banco em dezembro. Ontem, os papéis fecharam o dia cotados a R$ 28,91, o que implica potencial de valorização de 24,52% para o papel, segundo projeção da Fator levando em conta o fluxo de caixa descontado. Porém, apenas neste ano, a ação acumula queda de 38,37%. Vale lembrar que as estimativas levam em conta as projeções de resultados das empresas, mas dependem das condições de mercado e da procura pelo papel.

A Nossa Caixa é um banco estatal, com 71% do capital nas mãos do governo de São Paulo, e que levou à bolsa em 2005 as outras 29% das ações. A oferta foi feita já no Novo Mercado, em que o banco se compromete com níveis elevados de governança, como ter só ações ON, com direito a voto. Outro compromisso é oferecer a minoritários os mesmos direitos do controlador em caso de venda. Este, aliás, é um fator importante, segundo o relatório de Maria Laura Pessoa. Ela considera a possibilidade de uma privatização ou até de incorporação da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil.

A ação da Nossa Caixa passou por fase turbulenta com a licitação para folha de pagamentos dos funcionários públicos de São Paulo, pela qual concorreu com o Santander. Segundo o relatório, diferente do ocorrido, esperava-se que a Nossa Caixa pagasse menos do que o valor de mercado pela exclusividade de pagamentos do funcionalismo paulista. A competição com o Santander, ainda, traz "desafios adicionais para a execução da estratégia do banco com alavancagem significativa em crédito e venda cruzada de outros produtos".

A expansão da carteira de crédito é ainda um grande desafio para a Nossa Caixa. Diferentemente de outros bancos, que expandiram a parcela em crédito, a instituição tem a maior parte de seus ativos concentrada em títulos públicos. Apesar de muitos desses créditos serem consignados - com menor risco -, os títulos em carteira tornam o resultado banco mais vulnerável a eventual queda mais rápida dos juros, diz o relatório.

Para Maria Laura, as principais probabilidades apontam para expansão da carteira de crédito, crescimento das receitas de serviços e melhora na qualidade dos ativos, além da venda do banco. A Nossa Caixa é considerada boa pagadora de dividendos no mercado, distribuindo 35% do lucro líquido, acima dos 25% exigidos por lei.

È importante lembrar que o Banco Fator é quem formatou todo o processo de privatização das subsidiárias e deve ter informações estratégicas, assim preocupa o fato de apontar que o banco deve ser privatizado ou incorporado ao Banco do Brasil.

11 setembro 2007

PCS/PCC e isonomia dominam primeira negociação com a Caixa

Plano de Cargos e Salários (PCS), Plano de Cargos Comissionados (PCC) e isonomia de direitos e benefícios. Esses foram os principais temas em discussão na primeira rodada de negociação específica entre os empregados e a Caixa Econômica Federal, realizada nesta segunda-feira, dia 10.

Os negociadores da Caixa mostraram disposição para discutir globalmente o PCS/PCC, mas continuam alegando dificuldades por conta da existência de um grande contingente de empregados que não optaram pelo saldamento do REG/Replan e o Novo Plano da Funcef.

Os trabalhadores lembraram que a reabertura do saldamento e do Novo Plano é uma reivindicação já encaminhada à empresa pelos empregados, mas ressaltou que não concorda com qualquer vínculo que se faça entre questões relativas aos planos de benefícios da Funcef e a estruturação de um PCS/PCC que atenda às expectativas dos bancários da Caixa.

Sobre a isonomia, a Caixa disse que não tem intenção de negociar. A criação de uma tabela nova de PCS já seria um item da isonomia que queremos. Porém, existe a questão da licença-prêmio e dos adicionais por tempo de serviço, reivindicações com as quais o banco não concorda. A Caixa precisa reconhecer as injustiças que existem com a diferença de tratamento entre novos e antigos empregados. As discrepâncias desestimulam os novos.

Banco do Brasil aposta no impasse

As negociações desta campanha nacional com o Banco do Brasil nem começaram e a diretoria da empresa já está apostando no impasse e na truculência. Numa total demonstração de falta de respeito com os bancários, o BB insiste em não agendar a primeira rodada de negociação da mesa específica.

Grande parte dos bancos já iniciou as discussões, alguns até renderam frutos como no caso do Itaú e o auxílio-educação. Inclusive os bancos públicos começaram as negociações; a Caixa já se reuniu com os empregados e o BNB agendou a primeira rodada. O Banco do Brasil está destoando de todos os demais e é o único que se recusa a negociar.

10 setembro 2007

Campanha Nacional entra em fase decisiva

A Campanha Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro entra numa fase decisiva a partir de agora. Nesta semana que vai de 10 a 14 de setembro, os bancários e a Fenaban realizam o penúltimo bloco de negociações e iniciam as discussões específicas com os bancos.

O tema das negociações deste terceiro bloco e da semana temática é o emprego. Entre as cláusulas prioritárias sobre o tema que integram a minuta dos bancários está a garantia no emprego, com o cumprimento da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Os bancários também querem garantias contra dispensas imotivadas, combate à terceirização e a ampliação do horário de atendimento, com a abertura das agências das 9h às 17h e a criação de dois turnos de trabalho.

Negociações entre bancários e direções de CEF e BB


As negociações sobre reivindicações específicas serão discutidas nesta segunda-feira, 10 de setembro, em Brasília, entre o Comando Nacional dos Bancários e a direção da Caixa Econômica Federal. No dia seguinte, 11 de setembro, os dirigentes sindicais sentam à mesa com a direção do Banco do Brasil. A pauta de reivindicações específicas foi entregue para as direções dos respectivos bancos no dia 14 de agosto, data em que a Campanha Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro foi oficialmente lançada.


Concomitantemente, estão sendo realizadas negociações com a Fenaban (Federação dos Bancos) sobre reivindicações gerais da categoria que comporão o Contrato Coletivo de Trabalho. Os bancários são uma das poucas categorias no país que possuem um acordo coletivo de trabalho com validade nacional. Todos os direitos conquistados têm legitimidade em todo o país. A categoria conta com 420 mil bancários.

Reivindicações CEF

  • Criação de um novo Plano de Cargos e Salários (PCS).
  • Contratação de mais empregados.
  • Saúde e condições de trabalho – fim do assédio moral e da violência organizacional.
  • Extensão do auxílio e da cesta-alimentação aos aposentados.

Reivindicações BB

  • Isonomia de direitos entre os funcionários novos e antigos.
  • Mudanças no PCS.
  • Incorporação nos salários dos R$ 30 conquistados na greve de 2004.
  • Pagamento das horas extras e o retorno do anuênio.
  • Para a caixa de assistência dos funcionários do BB (Cassi), exige-se a não-terceirização do Sesmt (Serviço de Engenharia e Segurança de Medicina do Trabalho) e a cobertura por parte do BB de eventuais déficits.
  • Para a Previ, defendem o fim do “voto de minerva” e o aumento das pensões e do benefício, de 90% para 100%.

Isonomia - Os bancários entregaram, no dia 5 de setembro, ao Congresso Nacional abaixo-assinado pela isonomia de direitos entre funcionários novos e antigos dos bancos públicos federais BB, CEF, BNB e Basa. Durante a campanha do primeiro semestre, foram coletadas mais de 22 mil assinaturas em apoio ao projeto de lei dos deputados Inácio Arruda (PCdoB/CE) e Daniel Almeida (PCdoB/BA), que regulamenta a questão.


Fontes: Contraf e Bancários SP


06 setembro 2007

Governo do PSDB promove nova tentativa de sucateamento contra o Banco Nossa Caixa

O Governado José Serra quer transferir para a conta única do tesouro, 70% dos depósitos judiciais e administrativos existentes na Nossa Caixa, referentes aos processos nos quais o estado de São Paulo seja parte.


Trata-se da apresentação de um projeto de lei que transfere, Conforme a matéria, devem ser transferidos os depósitos juficiais anteriores a 1999, independentemente de sua natureza e, a partir desse exercício, os de natureza não tributária.

O projeto tramita em regime de urgência na Assembléia Legislativa de SP e deve ser aprovado sem grandes dificuldades, já que o governador José Serra conta com cerca de 70 dos 94 deputados na sua base de sustentação.

Se já não bastasse os desmandos ocorrido como a contratação de assessores especiais fora do quadro de funcionários; manter a diretoria da Nossa Caixa incompleta, apesar de passados mais de oito meses da posse; sacar R$ 2,08 bilhões para uma suposta compra da folha de pagamento do funcionalismo público estadual. A intenção de Serra de sucatear a Nossa Caixa e retirar o máximo de recursos, mostra a falta de compromisso e o interesse do Governador do PSDB em inviabilizar este banco que é um patrimonio do povo paulista independentemente, das conseqüências para a instituição e seus servidores.

Fonte: Gabinete Deputado Cido Serio

TV Agita Bancário 1ª Edição

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Taubaté e Região lança a 1ª edição da TV Agita Bancário. Agora as manifestações e protestos dos bancários terão discursos exclusivos publicados no YouTube.

Confira a 1ª edição:


04 setembro 2007

Bancários protestam nesta quarta-feira em Taubaté

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Taubaté e Região realizou nesta quarta-feira, dia 05, das 10h às 11h, uma manifestação em frente aos bancos Bradesco e ABN Real, na Rua Visconde do Rio Branco no Centro de Taubaté.

O objetivo do ato foi pressionar os banqueiros para que a negociação sobre Remuneração Total, que começou hoje, dia 05, em São Paulo, seja positiva para a categoria. Os bancários também protestaram em defesa do emprego no banco ABN Real, que pretende demitir em massa.

A manifestação teve bolo gelado para população e contou com a presença da Banda Quintino de Tremembé. Os dirigentes do Sindicato também distribuiram panfletos para conscientizar os clientes sobre a importância o perigo da venda do ABN Real.

Confira o vídeo do ato no youtube!

Confira a galeria de fotos do ato!

02 setembro 2007

Negociação aprofunda debate de temas

Negociação desta sexta envolveu auxílio educacional, 13ª cesta-alimentação, segurança, previdência complementar, entre outros temas

As negociações do primeiro bloco de reivindicações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban (Federação dos Bancos) foram encerradas nesta sexta-feira, dia 31, com a previsão de criação de um programa de prevenção de doenças ocupacionais e de reabilitação de afastados, além da instalação de um canal de denúncia contra o assédio moral. O próximo bloco que trata de cláusulas econômicas, entre elas a reivindicação de 10,3% de reajuste salarial, será discutido na próxima negociação marcada para o dia 5 de setembro.

Veja a seguir o resultado de cada ponto das negociações desta sexta-feira:

Auxílio educacional - Os bancos insistem que esse não é assunto para constar em Convenção Coletiva Nacional (CCT), que deve ser uma política banco a banco. O Comando Nacional dos Bancários insistiu que essa é uma política que já vem sendo adotada por várias empresas e que deve constar na CCT. O debate será retomado nas discussões sobre remuneração total.

13ª cesta-alimentação - Pela primeira vez não descartaram logo no início da negociação. A negociação será retomada quando se discutir remuneração total no próximo dia 5.

Abrangência (CCT para todos os trabalhadores do sistema financeiro) - Aceitaram debater, com a ressalva de que não podem negociar sem mandato das financeiras e outras empresas. Pela primeira vez admitiram que é inevitável "um dia fazer acordo para todo o ramo financeiro".

Segurança Bancária - Foram apresentados três temas: obrigatoriedade de instalação de porta de segurança, emissão de CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) em caso de assaltos e seqüestros, não transporte de numerários por bancários. Os representantes dos bancos disseram não ter autorização para debater questões técnicas e ficaram de levar as propostas para os bancos.

Isenção de tarifas para funcionários - Afirmam que é diferente do auxílio educacional, que esta é uma cláusula coletiva, mas que deve ser tratada banco a banco. Foi requisitado que a Fenaban oriente os bancos a abrirem então essas negociações.

Previdência Complementar - Não houve avanços.

Delegado Sindical - Não houve avanço

Veja aqui os resultados das negociações de quinta-feira.

Próxima negociação - No próximo bloco que prevê as reivindicações econômicas estão: reajuste de 10,3%, que prevê aumento real de salários de 5,5%; participação nos Lucros e Resultados (PLR) de dois salários mais valor adicional de R$ 3.500. Os bancários também querem a criação de um piso salarial de R$ 1.628,24 (salário mínimo definido pelo Dieese para que o trabalhador tenha atendidas suas necessidades básicas), além de Plano de Cargos e Salários em todos os bancos.

Uma novidade na minuta de reivindicações é a proposta de contratação da remuneração variável nos acordos coletivos da categoria. O objetivo é regrar o pagamento e acabar com a cobrança abusiva de metas. Assim, os bancários querem uma remuneração complementar de 10% do total das vendas de produtos feitas em cada unidade, distribuído de forma linear para todos os empregados da unidade. E 5% da arrecadação com prestação de serviços distribuídos trimestralmente de forma linear a todos os bancários de cada instituição, inclusive aos afastados por licença-saúde.

Os demais encontros acontecem nos dias 13 (reivindicações sociais e sobre defesa do emprego) e 20 de setembro (cláusulas renováveis da CCT).

Negociação - O novo formato de negociação prevê a discussão de um bloco de reivindicações por semana. A idéia é esgotar as discussões de cada bloco até que o outro seja iniciado. Esta nova estratégia foi proposta pelos dirigentes sindicais, com o objetivo de fortalecer o processo de negociação. “Estamos tendo mais espaço para os debates na mesa de negociação, o que favorece a qualificação de argumentos técnicos e comparativos de conquistas que já são aplicadas em alguns bancos na mesa de negociação”, disse Marcolino ao ressaltar que essa fórmula fica ainda mais completa com a mobilização da categoria.

Fonte: Contraf-CUT e / Bancários SP