31 outubro 2008

Comando Nacional assina acordos com a Fenaban, com o BB e com a Caixa

O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) oficializaram na tarde desta quinta-feira, 30 de outubro, a Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009. A solenidade de assinatura aconteceu no Maksoud Plaza Hotel, em São Paulo.


Os aditivos ao acordo coletivo da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil também foram assinados neste dia na Universidade da Caixa e na Superintendência do Banco do Brasil, respectivamente.


Como resultado da persistência e determinação dos bancários que mantiveram 15 dias de greve em todo o país, a CCT prevê aumento real de salário, valorização dos salários mais baixos, mudança importante na regra básica da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e não-desconto dos dias parados.


Caixa - No ato da assinatura do aditivo da Caixa, o Comando Nacional protestou contra a decisão da empresa de não dar o mesmo tratamento de compensação nas sete bases sindicais onde a greve continuou até o dia 24/10 e anunciou que quer renegociar a punição.


O Comando também denunciou o descomissionamento de quatro bancários da Caixa, entre elas uma dirigente sindical, como punição por participação na greve. “O que aconteceu no Rio Grande do Sul é inaceitável em um banco público sob um governo democrático e popular. Queremos que a empresa reveja essas punições”, disse o coordenador do Comando Nacional e presidente da Contraf/CUT, Vagner Freitas, durante a assinatura d o aditivo.


Os representantes da Caixa reconheceram o direito legítimo de greve dos trabalhadores, comprometeram-se a apurar os descomissionamentos e dar uma resposta ao Comando “o mais breve possível”. A Caixa também disse estar aberta às negociações sobre o desconto do dia 24/10.


BB - No Banco do Brasil, foram assinados os aditivos à Convenção Coletiva, com as questões específicas, e sobre a PLR.


PLR - A Participação nos Lucros e Resultados dos bancários do BB e da Caixa serão depositados ainda nesta sexta-feira, dia 31. Já os bancos privados devem creditar os valores referentes à PLR até o dia 10 de novembro.


No Banco do Brasil, foram assinados os aditivos à Convenção Coletiva, com as questões específicas, e sobre a PLR.


Fonte: Michele Amorim - Fetec/SP

30 outubro 2008

Financiários retomam negociação salarial

As negociações entre os representantes sindicais e a Fenacrefi (Federação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento) serão retomadas na segunda-feira, dia 3. Os financiários reivindicam, dentre outras coisas, aumento real, melhoria nos pisos e maior participação nos lucros. As reivindicações estão com a Fenacrefi desde o dia 10 de junho.

"Há muita expectativa por parte dos trabalhadores. Uma prova disso foi a participação na greve deste ano dos funcionários da Aymoré Financiamentos, do Real. Esperamos que as financeiras, que estão ligadas aos maiores bancos do país, apresentem nesta negociação uma proposta à altura desta expectativa", afirma Juvandia Moreira, secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, que compõe a mesa de negociações.

Cerca de 85% das empresas atualmente no mercado estão associadas a grandes bancos: além do Real (Aymoré), Bradesco (Finasa), Itaú (Taií), HSBC (Losango), Unibanco (Fininvest) e Santander (Olé).

Juvandia lembra também que, depois da entrada dos grandes bancos, este setor do ramo financeiro deu um salto enorme. "As empresas do setor, ligadas aos bancos, esperaram terminar a campanha dos bancários para voltar a negociar. Agora os financiários criaram a expectativa de garantir pelo menos o aumento real garantido aos bancários no acordo que será assinado com a Fenaban", diz a dirigente sindical.

27 outubro 2008

Veja como ficam os salários após assinatura do acordo

Os bancários de bancos privados, Nossa Caixa e Banco do Brasil aprovaram em assembléia na quarta-feira, dia 22, a proposta que prevê reajuste salarial de 10% para quem ganha até R$ 2.500 (ordenado e gratificação, sem contar o anuênio/ATS) e de 8,15% para os que ganham mais de R$ 2.500. Os valores representam aumento real que varia de 2,66% a 1%.

Os salários que variam entre R$ 2.500 e R$ 2.550 têm reajustes diferenciados – entre 8,15 e 10% – para ajuste da curva salarial (Confira na tabela). Em alguns casos, de acordo com os planos de carreira dos bancos, também podem ocorrer variações, sempre favoráveis ao bancário.

Bancos privados, Nossa Caixa e Banco do Brasil assinam o acordo no dia 30.

Elaboração: DIEESE Subseção SESE/Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

24 outubro 2008

Acordo com a Fenaban será assinado no dia 30

A assinatura dos acordos com a Fenaban, a Caixa e o BB, inicialmente marcada para o dia 29, foi alterada para o dia 30 de outubro, em São Paulo.

A expecativa é que o Banco do Brasil assine o
específico na mesma data. Em até dez dias depois, os bancários recebem
a primeira parcela da participação nos lucros e resultados (50%). As
diferenças salariais e das demais verbas vêm na folha de pagamento do
mês de novembro.

Proposta aprovada – O reajuste salarial varia entre 10% e 8,15%, o que
significa aumento real entre 1% e 2,66%. A participação nos lucros e
resultados (PLR) também será maior: a regra básica (80% do salário
mais R$ 878) foi alterada para 90% do salário mais R$ 966. Além disso,
os bancos que distribuírem menos de 5% do lucro líquido pagam PLR de
2,2 salários.

A regra da parcela adicional – conquista de 2006 – continua igual e,
de acordo com o crescimento do lucro, pode atingir o teto de R$ 1.980.

Fonte: Seeb SP

Caixa mantém proposta econômica e inclui dia 23 na compensação da greve

Aconteceu no último dia 23 de outubro, em Brasília, nova rodada de negociação entre a Caixa Econômica Federal e o Comando Nacional dos Bancários.

O banco manteve a proposta apresentada ontem aos bancários e afirmou não ter possibilidades de aumentar as propostas relativas às cláusulas econômicas (como reajuste e PLR). O banco afirmou que o PCC será tema de debate na mesa de negociação permanente entre bancários e empresa.

Quanto aos dias parados, a Caixa informou que o valor descontado relativo ao dia 30 de setembro será devolvido aos bancários até o dia 20/11. Além disso, o banco afirmou que a paralisação do dia 23, terá o mesmo tratamento dado aos demais dias de greve pela proposta da Fenaban, ou seja, compensação. No entanto, a compensação na Caixa será feita até o dia 16/12.

Por fim, o banco divulgou que o processo de promoção por merecimento acontecerá até abril de 2009, mas as promoções resultantes serão aplicadas retroativamente a janeiro do mesmo ano.

Veja a proposta apresentada no dia 23:

QUESTÕES ECONÔMICAS

Reajuste

Reajuste de 10% para os bancários com remuneração atual de até R$ 2.500 e de 8,15% para os trabalhadores com remuneração atual acima de R$ 2.500,00.

Para as demais verbas, o reajuste seria de 8,15%, da seguinte forma:

- Auxílio alimentação/refeição de R$ 323,84 por mês para R$ 350,23

- Auxílio cesta alimentação de R$ 252,33 por mês para R$ 272,89

- 13ª cesta alimentação de R$ 252,23 por mês para R$ 272,89

- Auxílio creche de R$ 181,40 para R$ 196,18.

Aplicação do reajuste de 10% em todas as referências salariais do PCS da carreira administrativa e da carreira profissional, mantendo os percentuais entre as referências salariais. Dessa forma, o piso da tabela do PCS (Referência 201) passará de R$ 1.244,00 para R$ 1.369,00.

Reajuste do piso de mercado dos cargos em comissão componentes do TA1 a TA4 em 10% e a aplicação do reajuste de 10%, que representa 2,85 pontos percentuais acima da inflação.

Participação nos lucros e resultados - PLR

A regra para o pagamento da PLR Básica será de 90% da Remuneração Base - RB (12,5% de aumento na cota praticada em 2007), acrescida de parcela fixa de R$ 966,00 (aumento de 10% na parcela fixa) com teto de R$ 6.301,00 (aumento de 8,15%).

PLR Adicional

Além da PLR básica, será paga também parcela adicional calculada pela divisão de 8% da variação do lucro líquido de 2008 em relação ao de 2007 por empregado. A regra prevê o valor mínimo de R$ 1.320,00 e o máximo de R$ 1.980,00 por empregado.

Considerando-se a variação do valor nominal do lucro líquido da Caixa no segundo semestre de 2007 (R$ 1,7 bilhões) e primeiro semestre de 2008 (R$ 2,5 bilhões), dividindo 8% da diferença linearmente pelos 78 mil empregados do banco, atingiríamos cerca de R$ 820,00 para cada empregado.

PLR Total (Regra Básica + Parcela Adicional)

Com base nos valores de remuneração dos empregados e o lucro projetado para o ano de 2008, a PLR na Caixa deve ser paga com base no intervalo abaixo:

PLR Mínima de R$ 3.518,10

PLR Máxima de R$ 7.621,00

Antecipação da PLR

Em até 10 dias após a assinatura da Convenção Coletiva/Acordo Coletivo de Trabalho, será paga uma antecipação de parte da PLR anual, que será de 50%, por empregado, limitado a R$ 3.150,50.

QUESTÕES ESPECÍFICAS

Implantação de novo PCC

Será iniciada negociação para a construção de proposta para o PCC. O projeto será discutido até o dia 30 de junho de 2009, a implantação começará no segundo semestre de 2009 e será finalizada até dezembro 2009, condicionada a aprovação dos órgãos controladores.

Revisão da estrutura da carreira profissional

Revisão da atual estrutura da Carreira Profissional para implementação a partir do primeiro trimestre 2009, com base em pesquisa de mercado.

Aposentados e pensionistas

Auxílio-Alimentação para Pensionistas - Quando do falecimento de ex-empregado, aposentado após 1995, e que recebia o benefício por força de decisão judicial, a Caixa se compromete a estender o pagamento do Auxílio-Alimentação para pensionistas, independente de ingresso de ação judicial para tal fim.

13ª Cesta Alimentação

A Caixa assume o compromisso de estender o pagamento da 13ª Cesta Alimentação para os aposentados que já recebem o benefício cesta-alimentação por força de liminar ou decisão judicial definitiva.

Acordo auxílio-alimentação empregados admitidos antes de 1995

Será iniciado processo de negociação sobre proposta de acordo extrajudicial ou judicial com empregados que ingressaram na Caixa antes de 1995 e venham a se aposentar e se desligar da Caixa, para conciliação de demandas relacionadas ao benefício Auxílio-Alimentação.

Condições melhores de acesso ao crédito habitacional

A Caixa assume o compromisso de conceder crédito habitacional para os empregados adotando as melhores condições praticadas para seus clientes, observadas as diversas linhas de financiamento existentes.

Caixas de RETPV

Todos os empregados ocupantes do cargo em comissão de Caixa de RETPV serão transferidos para o PV e designados no cargo em comissão de Caixa PV.

O atendimento a essa reivindicação será viabilizado com a implantação do projeto de unificação das baterias de caixas do PV e RETPV, que resultará na criação de bateria única em cada Ponto de Venda.

Aplicando-se o novo reajuste, o Caixa PV passará a receber o piso de R$ 2.193,00. O Caixa de RETPV, ao ser designado no cargo de Caixa PV, terá acréscimo de ate 25,17% sobre a sua remuneração.

Inicialmente serão contempladas 400 agências em todo o país.

Portal na universidade caixa para dirigentes sindicais

A Caixa assume o compromisso de abrir acesso ao Portal da Universidade Corporativa Caixa para realização de cursos à distância, por empregados liberados para atuação como dirigente sindical Contraf/CUT.

Fonte: Contraf/CUT

16 outubro 2008

Sem avanços nesta sexta, negociações com a Fenaban continuam na segunda

As negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, retomadas na quinta-feira, foram suspensas nesta sexta-feira à noite por falta de avanços e continuam na segunda-feira 20, às 15h. Em razão disso, também foram interrompidas as negociações específicas do Banco do Brasil e da Caixa.

Na retomada das negociações da campanha salarial nesta quinta-feira 16, 9º dia da greve geral da categoria, a Fenaban apresentou uma proposta que não altera praticamente nada e já foi rejeitada pelo Comando Nacional na mesa de discussão. As negociações prosseguem nesta sexta-feira às 11h e a orientação do Comando é manter a greve até que os bancos apresentem uma proposta que contemple as reivindicações da categoria.

A proposta apresentada pela Fenaban, e rejeitada pelo Comando, é a seguinte:

* 9% de reajuste para os pisos salariais.
* 9% de reajuste para quem ganha até R$ 1.500,00.
* 9% para a parcela fixa e para o teto da PLR adicional.
* 9% para a gratificação de caixa.
* 7,5% para as demais faixas salariais e para os benefícios.

"É salutar a retomada das negociações, que vão continuar amanhã, e esperamos que a Fenaban possa apresentar uma proposta que possa ser levada às assembléias", afirma Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

Fonte: Contraf/CUT

Amanhã tem Assembléia no Sindicato para avaliar proposta!


Confira a situação da greve na Região!

15 outubro 2008

TRT de São Paulo faz proposta de conciliação para retomada das negociações

Em audiência de conciliação promovida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, a partir da instauração de dissídio coletivo de greve por parte do Ministério Público do Trabalho (MPT) em face do Sindicato de São Paulo, da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul e da Fenaban, o desembargador Nelson Nazar, vice-presidente judicial do TRT da 2ª Região, apresentou nesta terça-feira 14 a seguinte proposta de conciliação:

* Retomada das negociações da campanha salarial entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban nesta quinta-feira de manhã, dia 16.

* Suspensão da liminar que havia sido concedida ao Ministério Público estipulando multa diária de R$ 200 mil em caso de a greve paralisar mais de 30% dos serviços das agências localizadas na base do Sindicato de São Paulo e da Feeb SP/MS.

* Reunião do Comando Nacional dos Bancários em 48 horas para avaliar a proposta de conciliação.

* Possibilidade de suspensão da greve, por decisão das assembléias, a partir da sexta-feira.

* Manutenção do estado de greve e retomada da paralisação (caso as assembléias acatem a sugestão de conciliação), se em cinco dias úteis não houver acordo entre as partes.

"É importante ressaltar que a proposta de conciliação, que só foi apresentada por causa da força da nossa greve, tem como público o sindicato de São Paulo e os sindicatos paulistas da base da Feeb SP/MS. É lamentável que no século 21 conflitos trabalhistas ainda tenham a interferência e como palco de discussão a justiça do trabalho. O que houve de positivo foi a retomada das negociações com os bancos, que é um dos objetivos da nossa greve. Isso demonstra a importância da continuidade da paralisação em todo o país para que a Fenaban apresente na negociação de quinta-feira uma proposta que contemple as reivindicações da categoria", diz Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT e coordenador do Comando Nacional.

13 outubro 2008

Nota Oficial do Comando Nacional dos Bancários

O Comando Nacional dos Bancários, reunido neste sábado, dia 11, na sede da Contraf/CUT em São Paulo, avaliou como muito positiva a crescente participação dos bancários na greve, que chegou a paralisar mais de 5.000 agências, departamentos e centros administrativos em todos os estados do país, com forte adesão em todos os bancos.

Além disso, o Comando repudia a postura intransigente dos bancos públicos e privados, que desde o dia 24 de setembro não apresentam qualquer proposta para apreciação dos bancários. É preciso que os banqueiros cumpram sua obrigação legal e continuem com as negociações, apresentando propostas condizentes com os anseios da categoria.

É importante lembrar que a pauta de reivindicações dos bancários, além de melhores salários e condições de trabalho para a categoria, inclui diversos itens que visam melhorar a qualidade do atendimento para clientes e usuários, diminuindo o tempo nas filas e humanizando as relações nos bancos. Entre eles, estão a contratação de mais bancários e a criação de dois turnos de atendimento.

O Comando orienta os sindicatos para fortalecerem a greve nos próximos dias, aumentando a mobilização e esclarecendo os bancários sobre a importância do movimento

Orienta também que os bancários e seus sindicatos aproveitem esta segunda-feira, pós aniversário dos 200 anos do Banco do Brasil, para protestarem pela postura do banco e do governo por não apresentarem avanços nas negociações específicas até o momento.

Somente com a participação de todos os trabalhadores será possível avançar nessa Campanha Nacional dos Bancários 2008 e encerrá-la de forma vitoriosa como no ano passado.

O Comando Nacional dos Bancários informa que volta a se reunir na próxima quarta-feira na sede da Contraf-CUT em SP.

Comando Nacional dos Bancários

08 outubro 2008

Situação da Greve dos Bancários em Taubaté e Região

Informações atualizadas dia 24/10/2008

- Veja Galeria de Fotos da Greve!

Esta a proposta da Fenaban que foi aprovada pelos Bancários:

1. Salários:

a) reajuste de 10% para os empregados que, em 31/08/2008, percebiam remuneração fixa mensal de até R$ 2.500,00, com as compensações previstas em convenção;

b) reajuste de 8,15% para os empregados que, em 31/08/2008, percebiam remuneração fixa mensal superior a R$ 2.500,00, com as compensações previstas em convenção.

Obs.: Para efeito de aplicação deste reajuste, considera-se remuneração fixa mensal o somatório do salário base e verbas fixas mensais de natureza salarial, excluído o valor do ATS - Adicional de Tempo de Serviço.

O pagamento das verbas salariais e benefícios reajustados será feito na folha de novembro.

2. PLR - Regra Básica: 90% do salário reajustado, acrescido do valor fixo de R$ 966,00, limitado ao valor de R$ 6.301,00.

Se o total de PLR ficar abaixo de 5% do lucro líquido, utilizar multiplicador até atingir esse percentual ou 2,2 salários do empregado, limitado a R$ 13.862,00, o que ocorrer primeiro.

O total da PLR não poderá superar 15% do lucro líquido.

O banco com prejuízo em 2008 não pagará a PLR.

O valor da PLR poderá ser compensado no pagamento dos planos próprios de participação em lucros ou resultados.

As condições e proporcionalidades para afastados, demitidos e admitidos serão as mesmas da CCT 2007/2008, com atualização das datas de referência.

3. PLR - Parcela Adicional - será correspondente a 8% da variação do valor absoluto do crescimento do lucro líquido do exercício de 2008, em relação ao lucro líquido do exercício de 2007, dividido entre os seus empregados em partes iguais, com limite individual de R$ 1.980,00.

Se o lucro líquido de 2008 for, pelo menos, 15% maior do que o lucro líquido de 2007, a parcela adicional não será inferior a R$ 1.320,00.

Esta parcela não será compensável com valores devidos em razão de planos próprios e não será computada para cálculo do mínimo de 5% e do teto de 15% do lucro líquido.

As condições de pagamento e proporcional idades para afastados, demitidos e admitidos serão as mesmas da CCT 2007/2008, com atualização das datas de referência.

4. PLR - Antecipação

Antecipação da PLR - Regra Básica - 45% do salário reajustado, acrescido do valor fixo de R$ 483,00, limitado ao valor de R$ 3.150,50. O pagamento da antecipação da PLR- Regra Básica não poderá ultrapassar 15% do lucro líquido do 1° semestre de 2008, sendo compensável com os valores dos planos próprios. O banco com prejuízo no 1° semestre de 2008 não pagará a Antecipação da PLR - Regra Básica.

Antecipação da Parcela Adicional - será correspondente a 8% da variação do valor absoluto do crescimento do lucro líquido do 1° semestre de 2008, em relação ao lucro líquido do 1º semestre de 2007, dividido entre os seus empregados em partes iguais, com limite individual de R$ 990,00. Se o lucro líquido do 1° semestre de 2008 for, pelo menos, 15% maior do que o lucro líquido do 10 semestre de 2007, o valor da antecipação da parcela adicional não será inferior a R$ 660,00. A antecipação da parcela adicional não poderá ser compensada com os valores dos planos próprios.

As condições de pagamento e proporcional idades para afastados, demitidos e admitidos serão as mesmas da CCT 2007/2008, com atualização das datas de referência.

Compensação dos dias parados

Os dias que os bancários ficaram em greve serão compensados até o dia 15 de dezembro, a partir da assinatura do acordo.

Como ficam os benefícios

Piso Caixa: 1.416,50
Piso Escritório: 1.013,64
Gratificação de caixa: 273,52
Gratificação de compensador: 89,12
Auxílio-refeição: 15,92 (350,24 no mês)
Cesta-alimentação: 272,93
13ª cesta-alimentação: 272,93
Auxílio-creche/babá: 196,18
Auxílio-filho c/deficiência: 196,18
Auxílio-funeral: 526,21
Ajuda deslocamento noturno: 54,92
Indenização por morte/assalto: 78.467,57
Requalificação profissional: 784,23
Adicional Tempo de Serviço (ATS): 15,65

Fonte: Contraf/CUT

Sem proposta, bancários aprovam greve por tempo indeterminado em toda a região

Os bancários de Taubaté e Região aprovaram, nas assembléias realizadas nesta terça-feira à noite, greve nacional por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira 8.

Veja a Galeria de Fotos!

A greve foi deflagrada porque os bancos não apresentaram nova proposta depois da paralisação de 24 horas da terça-feira da semana passada, quando os bancários rejeitaram a oferta de 7,5% de reajuste salarial apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).

Os bancários reivindicam aumento real de 5% (a proposta da Fenaban é de apenas 0,35% acima da inflação), valorização dos pisos salariais, participação nos lucros e resultados (PLR) maior e simplificado, fim das metas abusivas e do assédio moral.


Informações sobre a Greve na Região

Cidade pertencentes a base do Sindicato: Taubaté, Pindamonhangaba, Tremembé, Caçapava, Ubatuba, São Luiz do Paraitinga, Natividade da Serra, Redenção da Serra, São Bento do Sapucaí, Santo Antonio do Pinhal, Moreira César, Roseira, Lagoinha

Bancos da Região: ABN, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Mercantil, Nossa Caixa, Santander, Sudameris e Unibanco

Número de Bancários: mais de 1.200 bancários na base, com cerca 53% de associados.

Bancários em algumas cidades (aproximadamente):

Ubatuba:120;
Pinda:200;
Caçapava:120;
Taubaté:600.

Outros Sindicatos dos Bancários na Região:

São José dos Campos
Contato: www.sjcbancarios.com.br

Guaratinguetá
Contato: Tel: (12) 3122-2260 | 3122-2700

Contatos úteis

Luizão - Presidente do Sindicato: (12) 9106-5243

Victor Martin - Assessoria de Imprensa: (12) 9719-5350

Fetec/SP - Federação dos Bancários da CUT (11) 3361-4419

Contraf-CUT - Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (11) 3107-2767

Febraban - Federação Brasileira de Bancos: (11) 3244-9800

Mais Informações:
www.bancariostaubate.com.br

06 outubro 2008

Justiça do Trabalho diz não ao Bradesco e garante direito à Greve

A 2ª Vara do Trabalho de Taubaté negou Interdito Proibitório movido pelo Bradesco e garantiu que a categoria realize paralisações.

A Juiza alegou ainda que o Sindicato está amparado pela Constituição Federal e pela Lei da Greve. O Bradesco não foi o único a tentar parar a categoria, o Itaú também teve seu interdido negado na semana passada.

Dia 7 tem Assembléia e Bancários decidem sobre greve por tempo indeterminado

Dia 7 tem Assembléia no Sindicato. Venha defender seus direitos neste momento decisivo da Campanha!

ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Sindicato convoca todos os bancários (as) da base para participarem da Assembléia Geral Extraordinária para discussão e aprovação da seguinte ordem do dia:

- Deliberação sobre a deflagração de greve por prazo indeterminado a partir de 00h00 do dia 08 de Outubro de 2008.

DIA: 07/10/2008 – Terça -feira

Local:

TAUBATÉ: 18h - na Sede do Sindicato em Taubaté.

PINDA: 18:30 - Restaurante Gramado, Rua Bicudo Leme.

UBATUBA: 18:30 - R. Cel. Domiciano, 286, Centro.

CAÇAPAVA: 18:30 - R. Prudente de Moraes, 51 Centro.

03 outubro 2008

Sindicato garante na justiça Direito de Greve dos Bancários

O Itaú entrou com um Interdito Proibitório contra o Sindicato alegando que a categoria teria sido forçada a aderir ao protesto de 24 horas da última terça-feira, dia 30.

O Departamento Jurídico do Sindicato colheu provas de que todo o processo da paralisação foi natural e adveio da revolta dos Bancários com a baixa proposta da Fenaban e as péssimas condições de trabalho. O Sindicato entrou com Ação Civil Pública e a Juíza do Trabalho MM Dra. Andréia de Oliveira da 2ª Vara de Taubaté garantiu direito à greve aos bancários.


Outros bancos da região já demonstraram que também irão entrar com Interdito.

Nossa entidade tem recebido denúncias de práticas anti-sindicais por parte dos bancos em várias agências durante o protesto do dia 30. “vamos continuar colhendo provas de qualquer tipo de cerceamento ao direito de greve, garantido pela Constituição Federal”, afirma Luizão, Presidente do Sindicato.

O Código Penal veda a prática de constrangimento aos trabalhadores que queiram aderir a um movimento grevista aprovado em assembléia da categoria.

Vale lembrar que eventuais liminares concedidas em ações de interdito proibitório visam tão-somente garantir a posse das instituições financeiras. Elas não são instrumento legal para impedir a realização de movimentos grevistas - como, por exemplo, constrangerem trabalhadores que aderiram à greve a retornarem ao trabalho.

O bancário que estiver sofrendo qualquer tipo de ameaça ou constrangimento por parte do gestor para não aderir à greve, ou esteja sendo forçado a trabalhar, deve fazer a denúncia ao sindicato.

Acompanhe as últimas notícias sobre a Campanha Salarial dos Bancários pelo site: www.bancariostaubate.com.br

30 setembro 2008

Adesão acima de 70% marca protesto de 24 horas na Região

Confira a Galeria de Fotos do protesto!

Os bancários fizeram paralisação de 24 horas no último dia 30 de setembro organizada por mais de 126 sindicatos de todo país, depois de rejeitarem, em assembléias, a proposta de reajuste de 7,5% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na semana passada.


Na cidade de Taubaté, a paralisação de 24 horas contou com adesão de 80% dos Bancários. Os Bancos também pararam em Pindamonhangaba, Caçapava e Ubatuba. As exceções ficaram por conta do Bradesco.


“Os Bancários estão de parabéns, a adesão à paralisação foi alta, cumprindo o objetivo do Comando Nacional dos Bancários de aquecer os motores e advertir os bancos de que a categoria está pronta para uma greve por tempo indeterminado caso eles não apresentem nova proposta que atenda as reivindicações”, afirma Luizão, Presidente do Sindicato.


Vamos nos organizar!

Para o Presidente do Sindicato, Luizão, o momento é de nos organizarmos por meio de reuniões e assembléias. “A categoria deve continuar participando com o Sindicato mostrando sua força, uma vez que a Campanha Salarial ainda não está definida. Se houver greve geral, os Bancários vão parar o Brasil”, avisa.

Indicativo de Greve por tempo indeterminado

A diretoria do Sindicato se reuniu na última quarta-feira, 1º de outubro, para avaliar a mobilização e a continuidade da campanha salarial. "Agora cabe à Fenaban chamar o Camando Nacional para apresentar nova proposta. Em caso contrário, vamos propor novas assembléias no dia 7 para aprovar a Greve Nacional por tempo indeterminado a partir do dia 8 de outubro", afirma Luizão. O Sindicato deve realizar assembléias com os Bancários em diversas cidades da região: Taubaté, Pindamonhangaba, Caçapava, Ubatuba, entre outras.

Protesto é destaque no ValeParaibano


Confira a Galeria de Fotos do protesto!

26 setembro 2008

Assembléia Geral Extraordinária

O Sindicato convoca todos os bancários (as) da base para participarem da Assembléia Geral Extraordinária que ira discutir e deliberar a seguinte ordem do dia:

1 - Avaliação e deliberação sobre a proposta econômica apresentada pela FENABAN na negociação de 24/09/2008.

2 - Deliberação acerca de paralisação de 24 horas a partir de 00h00 do dia 30 de setembro de 2008.

DIA: 29/09/2008 – Segunda -feira

HORÁRIO: 18h Primeira Convocação

19h00 Segunda Convocação

Local: SEDE DO SINDICATO DOS BANCÁRIOS TAUBATÉ
Rua: Dr. Silva Barros, 248 – Centro – Tel: 3633-5329

24 setembro 2008

Bancários não aceitam proposta dos banqueiros e prometem paralisações

A rodada de negociação desta quarta-feira, dia 24, não durou nem uma hora. Os negociadores da federação dos bancos (Fenaban) apresentaram proposta que não atende o que os bancários querem. Diante disso, o Comando Nacional rejeitou o que foi apresentado e está convocando os trabalhadores para o Dia Nacional de Luta, nesta quinta-feira, para mostrar aos banqueiros que se não querem negociar com seriedade, a greve vem aí.

Os Bancários devem atrasar as abertura das agências já nesta quinta-feira em todo Brasil e a indicação é de protesto de 24 horas já no dia 30/09.

Também nesta quinta nosso Sindicato realiza uma Plenária as 18:30 na Sede da Entidade para deliberar sobre a proposta.

Os banqueiros querem: 7,5% de reajuste para os salários, pisos e demais verbas, como vale-refeição, alimentação, auxílio-creche/babá – a inflação medida pelo INPC para o período de 30 de agosto de 2007 a 31 de agosto de 2008 é de 7,15%. A PLR manteria o mesmo modelo do ano passado, com o reajuste de 7,5% no valor fixo, o que configuraria 80% do salário mais R$ 943,85.

Ou seja, a proposta feita pela Fenaban não considera os 5% de aumento real que reivindicamos, não valoriza pisos nem vales e auxílios. Está fora do que consideramos prioridade nessa campanha. Além disso, se o modelo de PLR não for alterado, conforme querem os bancários, a maior parte da categoria receberá menos que em 2007, já que o crescimento do lucro dos bancos, esse ano, não contemplaria o pagamento do adicional, que no ano passado chegou a R$ 1.800.

A exemplo do que aconteceu ontem nas principais concentrações de bancos em São Paulo, temos que apontar para os banqueiros, nesta quinta-feira, nossa insatisfação e forçar a apresentação de uma nova proposta com aumento real, valorização dos pisos, dos vales e auxílios, além de PLR maior. Eles podem pagar.

Calendário – Não há nenhuma nova rodada de negociação prevista. Além do Dia de Luta, nesta quinta, 25, os bancários fazem uma assembléia, no dia 29, para rejeitar formalmente essa proposta e convocar paralisação de 24 horas para 30 de setembro. Esperamos que os banqueiros repensem a proposta apresentada e convoquem uma nova rodada de negociação. Caso contrário, vão deixar claro para os bancários que a saída é a greve.

Fonte: Seeb SP

22 setembro 2008

Negociação avança só com mobilização. Proposta econômica sairá no dia 24

Após seis rodadas de negociações, nas quais rejeitaram todas as propostas sobre saúde e condições de trabalho, igualdade de oportunidades, emprego e segurança, os bancos anunciaram nesta quarta-feira 17 que apresentarão propostas para as cláusulas econômicas da pauta de reivindicações na próxima reunião, marcada para o dia 24.

Consciente de que os banqueiros só negociarão a sério com pressão da categoria, o Comando Nacional dos Bancários aprovou um calendário de mobilização que aponta para a greve caso os bancos não atendam às reivindicações.

O calendário de mobilizações aprovado pelo Comando ao final da rodada de negociações desta quarta-feira é o seguinte:

19/9 - Negociação das questões específicas da Caixa Federal.
22 a 29/9 - Manifestações em todo o país.
23 e 24 - Negociação das reivindicações específicas do Banco do Brasil.
24 - Negociação para apresentação de propostas econômicas com a Fenaban.
25 - Dia Nacional de Luta.
26 - Negociação das questões específicas com a Caixa Federal e com o BNB.
Até 29/9 - Realização de assembléias em todos os sindicatos para avaliar as propostas que a Fenaban apresentará no dia 24.

Cláusulas econômicas

A rodada de negociação desta quarta-feira começou com os representantes dos bancos querendo condicionar a negociação das cláusulas econômicas à discussão dos três temas propostos por eles no dia anterior (redução do tempo de concessão do auxílio-creche/babá, diminuição do vale-transporte a estabilidade dos bancários em situação de pré-aposentadoria).

O Comando Nacional rejeitou a condicionante e insistiu na necessidade de os bancos apresentarem propostas concretas que atendam as expectativas dos bancários, com aumento real de salário e valorização dos pisos. "Deixamos claro para eles que o fechamento de um acordo na campanha deste ano passa pela valorização dos pisos", diz Carlos Cordeiro, secretário-geral da Contraf/CUT e membro do Comando Nacional.

Os negociadores da Fenaban disseram que os bancos vão se reunir somente no dia 23 para discutir as reivindicações e que apresentarão no dia seguinte propostas para o índice de reajuste, para os pisos salariais e para os auxílios (creche/babá, tíquete-refeição, cesta-alimentação etc.).

Os bancários exigiram também resposta sobre a reivindicação para acabar com as metas abusivas. Os negociadores da Fenaban disseram que não existem metas abusivas e que a questão das metas é assunto individual de cada banco em suas estratégias de concorrência. Acrescentaram que esse não é tema econômico e que, quando houver problemas relacionados a ele, devem ser discutidos na mesa temática sobre assédio moral.

PLR

O Comando Nacional também exigiu resposta à nova formulação de participação nos lucros apresentada pelos bancários, mais simples e com aumento de valor: três salários mais R$ 3.500. Os representantes dos bancos responderam que ainda não fizeram simulação sobre a nova proposta.

Fonte: Contraf/CUT

16 setembro 2008

Seminário reforça luta por emprego e direitos no Santander/Real

A luta para conquistar garantia de emprego por três anos foi reforçada pelo Seminário Nacional dos Dirigentes Sindicais do Santander e Real, promovido pela Contraf-CUT e encerrado nesta sexta-feira, dia 5, em Atibaia, interior de São Paulo. Os 95 participantes de todo o País definiram um conjunto de propostas para organizar os funcionários dos dois bancos e dialogar com a sociedade. Somente com mobilização será possível barrar o processo de demissões e preservar os direitos dos trabalhadores.

Veja a Galeria de Fotos do Seminário!

Para
Alemão, Diretor do Sindicato, da Afubesp e Funcionário do Santander, A defesa do emprego é prioridade. "Somente em São Paulo mais de mil funcionários dos dois bancos foram dispensados sem justa causa em 2008". Além disso, quase o mesmo número de trabalhadores pediu desligamento, muitos por não agüentarem a pressão pelo atingimento das metas abusivas do banco", afirma. Desde 2000, quando o Santander adquiriu o Banespa, mais de 22 mil empregados já foram demitidos. É como se um banco inteiro tivesse sido fechado e os bancários mandados embora.

Leia mais sobre as negociações com o Santander/Real


Informações: Ademir Wiederkeh -
Seeb Porto Alegre

15 setembro 2008

Bancos crescem mais que PIB e podem atender reivindicações dos bancários

O produto interno bruto (PIB) do setor bancário cresceu 41,7% no ano passado, quase oito vezes mais que a economia como um todo, e caminha para um resultado semelhante em 2008. Levantamento divulgado nesta quarta-feira 10 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o setor de intermediação financeira e seguros (que inclui bancos, seguros e previdência complementar) teve um crescimento de 12,5% no primeiro semestre deste ano, mais que o dobro do aumento do PIB nacional no período, que foi de 6,1%, superando todas as expectativas.

"O fantástico desempenho dos bancos mostra que eles não têm nenhuma razão para rejeitar as reivindicações da categoria. Queremos incorporar aos nossos direitos e salários uma parte da riqueza que ajudamos a construir", afirma Vagner Freitas, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, que está negociando a campanha salarial com a Fenaban.

Na próxima quarta-feira, 17, os bancários começam a discutir com os bancos as cláusulas econômicas da pauta de reivindicações, que inclui aumento real de 5% (acima dos 7,15% da inflação medida pelo INPC/IBGE nos últimos 12 meses), aumento e simplificação da PLR, valorização dos pisos salariais, cesta-alimentação no mesmo valor do salário mínimo (R$ 415) e contratação da remuneração total. Clique aqui para conhecer as principais reivindicações e aqui para ver o calendário estabelecido para as negociações.

Na rodada de negociação marcada para terça-feira, 16, o Comando Nacional pretende concluir as discussões sobre as cláusulas não econômicas, que incluem saúde e condições de trabalho, igualdade de oportunidades e segurança bancária.


O aumento da riqueza dos bancos

De acordo com os dados do Relatório Social dos bancos divulgado no mês passado pela Febraban, a riqueza gerada pelo setor bancário (valor adicionado; veja no quadro o que é) em 2007 foi de R$ 136,9 bilhões, contra R$ 92,5 bilhões em 2006 - aumento de 41,7%. No mesmo período, o PIB nacional subiu 5,4%. Com isso, a participação do setor bancário no PIB nacional, que era de 4,0% em 2006, cresceu para 5,4% no ano passado.

Distribuição do valor adicionado dos bancos (R$ milhões)
2007 (1) 2006 Evolução Real*
RECURSOS HUMANOS 45.510 36.662 18,8%
Salários e Honorários 24.620 20.181 16,8%
Encargos Sociais (30%) 12.310 10.090 16,8%
Benefícios (10%)4.103 3.363 16,8%
Participações (funcionários e minoritários) 4.477 3.028 41,6%
GOVERNO 33.212 23.97732,6%
Despesas Tributárias 12.015 9.135 25,9%
IRPJ e CSLL 11.964 7.274 57,5%
INSS sobre salário (22,5%)9.233 7.568 16,8%
LÍQUIDO PARA ACIONISTAS 58.176 31.851 74,9%
Dividendos distribuídos 14.627 8.256 69,6%
Lucro retido 43.881 24.768 69,6%
Prejuízos(332) (1.173)79,4%
TOTAL136.898 92.490 41,7%

Fonte: Austin Asis/Relatório Social dos Bancos 2007 - Febraban
(1)em 2007, os dados são de 150 bancos, contra 147 em 2006
*Valor Deflacionado pelo IPCA/IBGE de 2007, igual a 4,46%


Os resultados dos bancos no primeiro semestre indicam a mesma tendência de crescimento em 2008, como demonstram os dados do IBGE divulgados na quarta-feira. Enquanto o PIB de toda a economia cresceu surpreendentes 6,1% nos primeiros seis meses, a riqueza do setor de intermediação financeira e seguros aumentou mais que o dobro (12,7%). Mais uma vez foi o segmento que mais cresceu. O setor de serviços de informação, que ficou em segundo lugar, teve acréscimo de seu valor adicionado em 9,7%.

O levantamento do IBGE não permite separar os segmentos de bancos, seguros e previdência complementar, o que dificulta um comparativo do setor estritamente bancário com o crescimento no primeiro semestre do ano passado.


A participação dos salários cai

Como a tabela da Febraban mostra, o valor destinado aos acionistas dos bancos registrou um extraordinário aumento real de 74,9%, enquanto os gastos com salários cresceram apenas 18,8%. Ou seja, o crescimento do valor pago aos donos do capital é quatro vezes superior ao crescimento do montante pago aos donos da força de trabalho (18,8%), os trabalhadores.

O que significa que piorou o quadro da distribuição de renda do setor bancário, com redução da renda do trabalho e a ampliação da renda do capital. Sobre isso, os dados são reveladores. Pois, além de divulgar e identificar o valor da riqueza gerada por uma empresa, o valor adicionado revela também como essa riqueza foi distribuída entre aqueles que contribuíram, direta ou indiretamente, para a sua geração.

Além disso, os dados do Relatório Social da Febraban mostram que da riqueza gerada pelo setor bancário em 2007 os trabalhadores viram a participação de sua renda reduzida de 39,6% para 33,2% da riqueza. Enquanto os donos do capital (investidores) ampliaram sua participação de 34,4% para 42,5%. O governo, por sua vez, também viu sua fatia (impostos) sendo reduzida de 25,9% para 24,3% da riqueza do setor bancário.

Fonte: Contraf/CUT

09 setembro 2008

PSDB quer privatizar BB e Caixa

Enquanto os bancários de São Paulo lutam para manter o último banco público do estado, a Nossa Caixa, que foi colocada à venda pelo governador José Serra (PSDB), em Brasília, projeto de lei de um deputado federal também tucano prevê a privatização do Banco do Brasil, Banco do Nordeste do Brasil, Banco da Amazônia e Caixa Econômica Federal.

O PL do parlamentar Feu Rosa (PSDB/ES) quer modificar os artigos 2º e 3º da Lei 9.491/1997, que trata do Programa Nacional de Desestatização criado por Fernando Henrique Cardoso. Esse programa levou à privatização de várias estatais, a exemplo do Banespa, em São Paulo, mas mantinha como exceção os bancos que agora são ameaçados por Feu Rosa, que em seu projeto de lei diz considerar prioritária a desestatização das instituições financeiras federais.

Em São Paulo, acabaram com o Banespa e agora investem contra a Nossa Caixa. Não bastasse isso, agora partem para cima, na surdina, com um projeto de lei contra os bancos federais que são os principais responsáveis pelo investimento em produção no Brasil.

O PL já passou pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, pela Comissão de Finanças e Tributação, e está na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara. No dia 21 de agosto encerrou-se o prazo para apresentação de emendas.

Fonte: Cláudia Motta
- Seeb SP